quarta-feira, 30 de julho de 2008

LANDMARKS

Os landmarks da Maçonaria são um conjunto de princípios que não podem ser alterados para que se mantenha a unidade maçônica mundial e prevêem a obrigatoriedade dos maçons serem filiados à lojas, da crença em um ser superior (O Grande Arquiteto do Universp), da obrigatoriedade de trabalhar-se em 3 graus simbólicos, entre outros.

O último landmark sempre prega que nada poderá ser mudado, de todos os landmarks. NOLUMUS LEGES MUTARI

Há inúmeras discussões de que os landmarks devem evoluir, mas são cláusulas pétreas, são os limites da maçonaria e portanto não são passíveis de discussão.

Alterá-los significaria romper a sintonia maçônica mundial.
ORIGENS
Segundo Percy Jantz, o termo maçônico Landmark tem origem bíblica. O termo pode ser encontrado no livro dos Provérbios 22:28: "Remove not the ancient landmark which thy fathers have set." para destacar como os limites da terra foram marcados por meio das colunas de pedra.
Cita mais uma lei Judaica: "Não remova os marcos (landmarks) vizinhos, eles tem sido usado desde os tempos antigos para definir as heranças." para destacar como os marcos designam os limites da herança. Mark Tabbert acredita que as regras e regulamentações atuais regidas pelos landmarks são derivadas das regras medievais dos stonemasons.

Segue abaixo os landmarks:
I - Os processos de reconhecimento são os mais legítimos e inquestionáveis de todos os Landmarks. Não admitem mudança de qualquer espécie; desde que isso se deu, funestas conseqüências posteriores vieram demonstrar o erro cometido.
II - A divisão da Maçonaria Simbólica em três graus - Aprendiz, Companheiro e Mestre - é um Landmark que, mais que qualquer outro, tem sido preservado de alterações apesar dos esforços feitos pelo daninho espírito inovador.
III - A lenda do terceiro grau é um Landmark importante, cuja integridade tem sido respeitada. Nenhum rito existe na Maçonaria, em qualquer país ou em qualquer idioma, em que não sejam expostos os elementos essenciais dessa lenda. As fórmulas escritas podem variar, e na verdade variam; a lenda do Construtor do Templo de Salomão, porém, permanece em essência. Qualquer rito que a excluir ou a altere substancialmente, deixará de ser um Rito Maçônico.
IV - O Governo da Fraternidade por um Oficial que é seu presidente, denominado Grão-Mestre, eleito pelo povo maçônico, é o quarto Landmark da Ordem Maçônica. Muitos pensam que a eleição do Grão-Mestre se pratica por ser estabelecida em lei ou regulamento, mas nos anais da Instituição, escontram-se Grão-Mestres muito antes de existirem Grandes Lojas, e se todos os Regulamentos e Constituições fosse abolidos, sempre seria mister a existência de um Grão-Mestre.
V - A prerrogativa do Grão-Mestre de presidir todas as reuniões maçônicas, feitas onde e quando se fizerem, é o quinto Landmark. É em virtude dessa lei, de antiga usança e tradição, que o Grão-Mestre ocupa o Trono e preside todas as sessões da Grande Loja, assim como quando se ache presente à sessão de qualquer Loja subordinada à autoridade maçônica de sua obediência.
VI - A prerrogativa do Grão-Mestre de conceder licença para conferir graus em tempos anormais, é outro importantíssimo Landmark. Os estatutos e leis maçônicas exigem prazos, que devem transcorrer entre a proposta e a recepção do candidato, porém o Grão-Mestre tem o direito de dispensar esta ou qualquer exigência, e permitir a Iniciação, a Elevação ou Exaltação imediata.
VII - A prerrogativa que tem o Grão-Mestre de dar autorização para fundar e manter Lojas, é outro importante Landmark. Em virtude dele, o Grão-Mestre pode conceder a um número suficiente de Mestres-Maçons o privilégio de se eunir e conferir graus. As Lojas assim constituídas chamam-se "Lojas Licenciadas". Criadas pelo Grão-Mestre só existem enquanto ele não resolva o contrário, podendo ser dissolvidas por ato seu. Podem viver um dia, um mês ou seis. Qualquer que seja, porém, o prazo de sua existência, exclusivamente ao Grão-Mestre a deve.
VIII - A prerrogativa do Grão-Mestre de criar Maçons por sua deliberação é outro Landmark importante. O Grão-Mestre convoca em seu auxílio seis outros Mestres-Maçons, pelo menos, forma uma Loja e sem uma forma prévia confere os graus aos candidatos, findo o que, dissolve a Loja e despede os Irmãos. As Lojas asssim convocadas por este meio são chamadas "Lojas de Emergência" ou "Lojas Ocasionais".
IX - A necessidade de se congregarem os Maçons em Lojas é outro Landmark. Os Landmarks da Ordem prescrevem sempre que os Maçons deveriam congregar-se com o fim de entregar-se a tarefas operativas e que às suas reuniões fosse dado o nome de "Lojas". Antigamente, eram estas reuniões extemporâneas, convocadas para assuntos especiais e logo dissolvidas, separando-se os Irmãos para de novo se reunirem em outros pontos e em outras épocas, conforme as necessidades e as circunstâncias exigissem. Cartas Constitutivas, Regulamentos Internos, Lojas e Oficinas permanentes e contribuições anuais são inovações puramente moderna de um período relativamente recente.
X - O Governo da Fraternidade, quando congregada em Loja, por um Venerável e dois Vigilantes é um outro Landmark. Qualquer reunião de Maçons congregados sob qualquer outra direção, como, por exemplo, um presidente e dois vice-presidentes, não seria reconhecida como Loja. A presença de um Venerável e dois Vigilantes é tão essencial para a validade e legalidade de uma Loja que, no dia de sua consagração, é considerada como uma Carta Constitutiva.
XI - A necessidade de estar uma Loja a coberto, quando reunida, é outro importante Landmark que não deve ser descurado. O cargo de Guarda do Templo, que vela para que o local da reunião seja absolutamente vedado à intromissão de profanos, independe, pois, de qualquer Regulamento ou Constituição.
XII- O direito representativo de cada Irmão nas reuniões da Fraternidade, é outro Landmark. Nas reuniões gerais, outrora chamadas "Assembléias Gerais", todos os Irmãos, mesmo os Aprendizes, tinham o direito de tomar parte. Nas Grandes Lojas, hoje, só tem direito de assistência os Veneráveis e Vigilantes, na qualidade, porém, de representantes de todos os Irmãos das Lojas. Antigamente, cada Irmão se auto-representava. Hoje são representados pelas Luzes de sua Loja. Nem por motivo dessa concessão, feita em 1817, deixa de existir o direito de representação firmado por este Landmark.
XIII - O direito de recurso de cada Maçon das decisões de sua Loja para a Grande Loja, ou Assembléia Geral dos Irmãos, é um Landmark essencial para a preservação da Justiça e para previnir a opressão.
XIV - O direito de todo Maçom visitar e tomar assento em qualquer Loja é um inquestionável Landmark da Ordem. É o consagrado "Direito de Visitação", reconhecido e votado universalmente a todos os Irmãos que viajam pelo orbe terrestre. É a conseqüência do modo de encarar as Lojas como meras divisões da família maçônica.
XV - Nenhum Irmão desconhecido dos Irmãos da Loja pode a ela ter acesso como visitante sem que primeiro seja examinado, conforme os antigos costumes, e como tal reconhecido. Este exame somente pode ser dispensado se o Irmão visitante for conhecido por algum Irmão da Loja, o qual por ele será responsável.
XVI - Nenhuma Loja pode intrometer-se em assunto que diga respeito a outra, nem conferir graus a Irmãos de outros Quadros.
XVII - Todo Maçom está sujeito às leis e aos regulamentos da jurisdição maçônica em que residir, mesmo não sendo, aí, obreiro de qualquer Loja.A inafiliação constitui, por si própria, uma falta maçônica.
XVIII - Por este Landmark, os cadidatos à Iniciação devem ser isentos de defeitos ou mutilações, livres de nascimento e maiores. Uma mulher, um aleijado ou um escravo não podem ingressar na Fraternidade.
XIX - A crença no GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO é um dos mais importantes Landmarks da Ordem. A negação dessa crença é impedimento absoluto e irremovível para a Iniciação.
XX - Subsidiariamente à crença em um ENTE SUPREMO, é exigida, para a Iniciação, a crença numa vida futura.
XXI - Em Loja, é indispensável a presença, no Altar, de um LIVRO DA LEI, no qual supõe-se, conforme a crença, estar contida a vontade do Grande Arquiteto do Universo. Não cuidando a Maçonaria de intervir nas peculiaridades da fé religiosa dos seus membros, o "Livro da Lei" pode variar conforme o credo. Exige, por isso, este Landmark que um "Livro da Lei" seja par indispensável das alfaias de uma Loja Maçônica.
XXII - Todos os Maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinção de prerrogativas profanas, de privilégios que a sociedade confere.A Maçonaria a todos nivela nas reuniões maçônicas.
XXIII - Este Landmark prescreve a conservação secreta dos conhecimentos havidos pela Iniciação, tanto os métodos de trabalho como suas lendas e tradições, que só devem ser comunicados a outros Irmãos.
XXIV - A fundação de uma ciência especulativa, segundo métodos operativos e uso do simbolismo e a explicação dos ditos métodos e dos termos neles empregados com o propósito de ensinamento moral, constitui outro Landmark.A preservação da Lenda do Templo de Salomão é outro fundamento deste Landmark.
XXV- O último Landmark é o que afirma a inalterabilidade dos anteriores, nada lhes podendo ser acrescido ou retirado, nenhuma modificação podendo ser-lhes introduzida. Assim como de nossos antecessores os recebemos, assim os devemos transmitir aos nossos sucessores - Nolumus est leges mutari.
HISTÓRIA
Segundo os Regulamentos Gerais publicados pelo Grand Lodge of England em 1723 "Cada Grande Oriente tem poder e autoridade para fazer novos regulamentos ou alterá-los, para os benefícios reais desta antiga Fraternidade; tomando os devidos cuidados para que os Landmarks sejam sempre preservados." Contudo, os landmarks não foram definidos nenhuma vez. A primeira vez foi em Jurisprudence of Freemasonry 1856 by Dr. Albert Mackey. Ele colocou três características básicas:
  1. notional immemorial antiquity
  2. universality
  3. absolute "irrevocability".

Ele ainda afirmou que os landmarks são 25 no total e não podem ser alterados. Contudo, outros escritores tiveram diferentes interpretações históricas do que seriam os landmarks exatamente. Em 1863, George Oliver publicou o livro Freemason's Treasury no qual ele lista 40 Landmarks. No último século, algumas Grande Lojas Americanas tentaram enumerar os Landmarks, variando da Virgínia e nova New Jersey até Nevada e no Kentucky.

Joseph Fort Newton, no livro The Builders, faz uma definição simples dos landmarks: "The fatherhood of God, the brotherhood of man, the moral law, the Golden Rule, and the hope of life everlasting."

terça-feira, 29 de julho de 2008

FILOSOFIA MAÇÔNICA - PARTE II

A Filosofia Maçônica incentiva o homem a buscar a sua própria verdade individual independentemente dos agrupamentos formais ou informais a que pertençam os maçons individualmente. Sob este aspecto a Maçonaria deixa os seus afiliados inteiramente livres para buscar ou não buscar o conhecimento, seja a verdade como correspondência, a verdade revelada ou a verdade como conformidade. Eis porque é tão importante e essencial a sua neutralidade filosófico-religiosa.
A Filosofia Maçônica, como se apresenta no mundo moderno, e não dogmática, na medida em que propõe dedicar-se à busca incessante da verdade, sem restrições, sem pressupostos nem premissas impostas ou de antemão estabelecidas como verdades.

A Filosofia Maçônica incentiva o homem a buscar a sua própria verdade individual independentemente dos agrupamentos formais ou informais a que pertençam os maçons individualmente. Sob este aspecto a Maçonaria deixa os seus afiliados inteiramente livres para buscar ou não buscar o conhecimento, seja a verdade como correspondência, a verdade revelada ou a verdade como conformidade. Eis porque é tão importante e essencial a sua neutralidade filosófico-religiosa.

E natural que assim seja, pois como pretender agrupar e harmonizar pessoas vindas dos mais diversos agrupamentos humanos se cada um puder trazer para dentro das lojas a discussão de seus próprios princípios? Teríamos assembléias conturbadas e tomadas pela balbúrdia, onde cada qual desejaria demonstrar a superioridade de seus próprios princípios.

Portanto uma das mais sábias expressões maçônicas é a do Livro das Constituições de 1723, onde diz que cada irmão deve guardar para si as suas próprias convicções político -religiosas, para que as lojas maçônicas possam se tornar um centro de união e harmonia e desenvolver um legítimo sentimento de fraternidade.

A livre e incessante busca da verdade é um direito inalienável do homem. O exercício desse direito, pelo fato mesmo de ser um direito, não pode ser uma obrigação ou uma imposição. Cada maçom poderá escolher o seu próprio caminho sem nenhuma interferência da Ordem. Em virtude dessa liberdade pode o maçom também adotar uma filosofia de ordem restrita a um grupo de princípios preestabelecidos, como pode aceitar a crença em uma Causa Primordial ou na sobrevivência da individualidade após a morte de que falam os Landemarques. Mas isto não pode ser uma imposição ou uma exigência estatutária ou constitucional.

Uma imposição nesse sentido limitaria a busca incessante da verdade a uma busca dirigida da verdade, o que não seria maçônico. Uma imposição restritiva, por exemplo, é obrigar alguém a aceitar dogmas como a existência de um Grande Arquiteto do Universo e a sobrevivência do espírito após a morte. Isto na Maçonaria é uma opção, não uma imposição, pois não há como incentivar um maçom neófito à busca livre da verdade e, ao mesmo tempo, impor-lhe os limites de um dogma, que pode deixar de ser sua verdade pessoal em razão dessa busca que lhe é recomendada como um ideal maçônico.

Verdades impostas como conditio sine qua non para pertencer a uma sociedade ferem o princípio da liberdade por ferirem a liberdade de pensamento.

O estamento mais culto da Maçonaria, que infelizmente é uma minoria a se opor a esses dogmas pseudo-maçônicos, deveria ser mais respeitado, pois é ele a parte pensante que pode influir decisivamente sobre o futuro da Ordem, ou da Maçonaria do terceiro milênio. Obrigar alguém a crer em alguma coisa é uma restrição retrógrada para esse pequeno grupo que pesquisa, que escreve, que se manifesta nas revistas e nos livros e que, evoluindo pessoalmente, pode fazer evoluir o pensamento maçônico.

O que verdadeiramente distingue a Maçonaria Especulativa das outras sociedades é a filosofia contida no seu lema universal: Liberdade - Igualdade - Fraternidade. Estas três palavras, apesar de um aparente sentido díspar, se entrelaçam profundamente.

Só há verdadeira fraternidade em um grupo de pessoas quando todos se sentem iguais; só há igualdade quando, ao estarem em convívio, todos deixam conscientemente de parte suas condições sociais de qualquer natureza- só há verdadeira liberdade quando todos podem decidir seus próprios destinos buscando livremente estabelecer sua própria identidade cultural, sem imposições de qualquer espécie.

Só pode ser fraterno quem se sentir igual, só pode sentir-se igual quem é livre. Este é um conjunto de princípios maçônicos essenciais, pois sem eles Maçonaria não teria a sua grandeza. Sem eles não tem sentido a busca incessante da verdade, que não pode apenas ser consentida ou tolerada, pois é um direito.

Isso considerado, a Filosofia Maçônica encampa a busca incessante da verdade como decisão individual inalienável e inalterável, não obrigatória. Estas são as condições únicas que preservam o caráter de universalidade da Maçonaria. Assim forma-se o tripé da verdadeira Filosofia Maçônica:

O direito inalienável da busca da verdade O lema Liberdade Igualdade e Fraternidade
O caráter da universalidade
O primeiro apoio do tripé, a busca livre da verdade, para que possa cumprir-se integralmente deve em primeiro lugar o homem ser livre física e intelectualmente e, principalmente, livre de preconceitos herdados, impostos ou adquiridos.

Livre fisicamente não significa apenas não ser escravo. É muito mais que isso. E ter a possibilidade de mover-se livremente na busca de suas oportunidades físicas, é ter condições de cumprir suas obrigações financeiras para com a sociedade e sua família, é ser íntegro fisicamente, é ter capacidade cerebral normal padrão ou superior para desenvolver o seu livre-pensamento.

Para se manter ou se tornar livre intelectualmente necessita o maçom ter, além de sua integridade física, acesso aos meios de cultura, que podem ser bibliotecas, tertúlias culturais, movimentos culturais em loja, tudo com a participação direta de todos os irmãos. Nenhum irmão deveria sair de uma assembléia em loja sem ter conseguido aprender algo culturalmente novo.

Esses movimentos culturais terão como primeiro resultado prático fazer todos entenderem que o Ideário Maçônico e mais grandioso do que o podem fazer crer as práticas ritualísticas, que multas vezes mais confundem do que ensinam. Isso levado a sério evitaria esses inúteis e descabidos desentendimentos e preocupações com cores de aventais, uso ou não de bastões, abertura ou não de livros da lei e outras tantas superficialidades.

Outra conseqüência imediata seria fazer os irmãos se tornarem mais cônscios de suas próprias crenças e assumirem a fé de sua religiosidade com mais consciência do seu verdadeiro sentido. A grande maioria da humanidade segue sua religião por hábito ou por tradição, sem jamais se dar conta dos verdadeiros e profundos significados de seus princípios de fé, limitando-se as mais das vezes a seqüências mecânicas de atos inconscientes. Isto é uma conseqüência dos superficiais ritualismos religiosos.

O que significa a Igualdade Maçônica? É o despojamento pessoal dos direitos de precedência ou de status gozado na sociedade profana, bem como dos diretos do ambiente hierárquico maçônico quando não no exercício do cargo. Esse despojamento não deve ser apenas um procedimento ritualístico ou físico, mas deve ser consciente e ocorrer no interior do próprio irmão.

Não se pode certamente receber no recinto de uma loja um Presidente da República e tratá-lo como se fosse um cidadão comum. Ele, o Presidente, ou outra qualquer alta autoridade, deve se portar como um irmão, não usando a autoridade para seu destaque pessoal, mas sem abrir mão do respeito que merece como autoridade. Igualdade não é rebaixamento.

A Liberdade Maçônica e a Igualdade Maçônica levam à Fraternidade Maçônica, que não é certamente chamar de irmão todos os companheiros da loja. O que distingue a nossa Maçonaria Especulativa das antigas guildas dos maçons e Justamente a fraternidade universal como virtude, O maçom moderno deixa de ser irmão entre irmãos, para ser irmão de todos os homens. Portanto o maçom moderno é antes de tudo um ser generoso, não materialmente, mas um generoso de espírito.
Fonte: Samaúma - Portal Maçônico
Pelo Irm.'. Ambrósio Peters

sábado, 26 de julho de 2008

A FILOSOFIA MAÇÔNICA

”Esta oposição à Maçonaria se enraizou profundamente em muitas tradições religiosas ocidentais cristãs possivelmente como resultado de a própria Maçonaria não divulgar junto ao público, de forma transparente e compreensível, uma definição clara da Filosofia Maçônica e dos Princípios Maçônicos dominantes entre os maçons”.
Leia abaixo a Filosofia Maçônica do Irm Ambrosio Peters
Introdução
Filosofia Maçônica, Princípios Maçônicos, Maçonaria Esotérica e Maçonaria Mística são expressões com as quais nos deparamos com certa freqüência em artigos e livros maçônicos. As duas primeiras sempre se referem ao Grande Ideário da Maçonaria e as outras duas a diferentes formas de interpretação desse ideário, diríamos melhor, de diferentes formas práticas de vivenciar a Maçonaria.
Embora essas expressões ocorram com mais freqüência em artigos publicados em revistas e livros maçônicos, também as vemos na literatura não maçônica, principalmente nas revistas de orientação cristã, que as usam e interpretam a seu talante, num infrutífero afã de encontrar argumentos para detrair a Ordem. De forma repetitiva afirmam, entre outras veleidades, que se há uma Filosofia Maçônica proclamada neutra em relação às religiões ela deve ser contrária a todas elas, por não poder haver neutralidade no campo da fé. Citam em defesa de sua posição um ditado bíblico que diz “quem não está comigo está contra mim”. Essa é uma conclusão errônea, porque neutralidade não significa oposição.
Esta oposição à Maçonaria se enraizou profundamente em muitas tradições religiosas ocidentais cristãs possivelmente como resultado de a própria Maçonaria não divulgar junto ao público, de forma transparente e compreensível, uma definição clara da Filosofia Maçônica e dos Princípios Maçônicos dominantes entre os maçons.
Como se definiriam essa filosofia e esses princípios? Dificilmente se encontrará uma resposta plenamente satisfatória, o que não é de estranhar porque também não se encontram definições adequadas para grandes ideários, como o do Cristianismo, por exemplo. Não se confunda Cristianismo, que é um ideário, com Catolicismo e Luteranismo, por exemplo, que são religiões que, na prática, interpretam e aplicam o mesmo Ideário Cristão de formas diferentes.
Essa falta de definições práticas não significa certamente que os maçons, ou os cristãos, não saibam o que é Maçonaria, ou o que é Cristianismo, ou não demonstrem interesse por seus ideários. Ela é, isto sim, uma conseqüência do fato de os ideários sempre se comporem de princípios genéricos, difusos em tradições seculares difíceis de condensar em palavras e conceitos.
O Grande Ideário Maçônico não poderia fugir a essa regra, pois nele se mesclam e vinculam tradições de guildas operativas, tradições cristãs, influências da cultura inglesa dos séculos XVI e XVII e tradições outras que o enriqueceram a partir do século XVIII.
O relacionamento Cristianismo/Maçonaria é dificultado por essa circunstância porque, tanto quanto é difícil a um cristão explicar a um não crente o que é Cristianismo, também o é a um maçom fazer um cristão compreender o que é Maçonaria.
Para compreender o Cristianismo é necessário ser cristão, e para compreender a Maçonaria é necessário ser maçom.
Antes de continuar não podemos deixar de entrar em rápidos comentários sobre misticismo e esoterismo, que não raro se vêem ligados à Ordem nas expressões Maçonaria Mística e Maçonaria Esotérica. Os ideários são universais e não podem ser particularizados. O Cristianismo, por exemplo, não poderá ser católico nem luterano.
Assim sendo, a Maçonaria, um ideário, não podem o esoterismo e o misticismo ter relação direta com ela se tomarmos esses termos no seu sentido filosófico padrão. Misticismo é uma comunicação direta com Deus, ou com seres do mundo sobrenatural, através da intuição ou da percepção imediata, e esoterismo é a prática de doutrinas secretas e cabalísticas somente acessíveis a um restrito número de iniciados dotados de poderes de percepção extra sensoriais. São, portanto posições conceituais definidas e restritas a poucos homens privilegiados, porque o verdadeiro misticismo e o verdadeiro esoterismo só são alcançadas por poucos homens privilegiados.
Não se admitem discussões religioso-filosóficas partidárias em nossas lojas. Assim evidentemente também não as podemos ter a respeito de misticismo ou esoterismo, que são sistemas de pensamento ou concepções doutrinárias individualizadas de ideários, ainda que não se tratem de religiões organizadas. Sendo por definição, tanto um com outro, acessíveis a poucos homens escolhidos, contrariam também o princípio maçônico de que todos os homens livres e de bons costumes têm acesso à Ordem. Não se pode deixar de frisar, contudo, que os místicos e os esotéricos são os que melhor compreendem o Grande Ideário Maçônico.
A Maçonaria tem um caráter universalista e, portanto a filosofia e os princípios de seu Ideário devem poder ser aceitos indistintamente por todos os que a procuram, quaisquer que sejam as suas crenças e posições filosóficas, o grau de cultura ou o quociente intelectual, desde que não queiram usar as lojas como ocasião para fazer proselitismo ou promover debates em torno de seus princípios doutrinários.
A Maçonaria tem, portanto as portas abertas aos esotéricos e aos místicos, tanto quanto aos adeptos de qualquer religião ou filosofia que aceitem estas condições, isto é, que não pretendam introduzir seus princípios doutrinários ou filosóficos no seio de nossas lojas.
Um cristão, por exemplo, pode tranqüilamente ser maçom, mas não pode conviver em sua fé com o esoterismo, pois ambos se excluem. Um cristão, por outra parte, poderá ser um místico, pois sua religião admite a comunicação pessoal direta com Deus de uma forma ampla. O esoterismo, por sua vez, é meramente acessível a um pequeno número de pessoas privilegiadas, o que contraria o Cristianismo, que afirma que o direito à graça da fé é um direito de todos, indistintamente, independente do seu grau de cultura ou de seu nível de inteligência.
Fonte: Samaúma - Portal Maçônico

sexta-feira, 25 de julho de 2008

A DOUTRINA MAÇÔNICA E A ÉTICA DO OBREIRO

O processo formativo do maçom encaminha-o, desde o primeiro grau, a uma coerência entre pensamento, palavra e ação. Guia-o a alcançar afirmativamente a unidade da vida em todos os campos: uma única resposta, uma única responsabilidade, um único compromisso. Ajusta-o a uma única tabela de valores, evitando a multiplicidade de "morais". Não há uma ética para o Templo e outra para o mercado.

O fundamento doutrinário maçônico é gnóstico, porque no homem interior habita a Verdade. Por isso a instituição Maçônica propicia a busca e realização do homem interior, em todo homem e em todos os homens.

Ortega y Grasset disse: "Eu sou eu e minha circunstância", mas também o profeta Natan disse ao Rei David: "Tu és o homem. De ti depende o destino da humanidade".

Focalizar especificamente o homem é contemplá-lo como um lento processo (produto) evolutivo de um princípio de consciência. Princípio de consciência ou “substância primordial" que se manifestou como matéria inerte na primeira etapa. Logo surgiu o fenômeno da vida, aparecendo nas formas vegetativas e instintivas do reino vegetal e animal.

No reino animal (coincidindo talvez com a linha do pensamento de Telhard de Chardin) foi ocorrendo o processo de aparecimento e formação do sistema nervoso central, culminando na configuração do cérebro humano. Cérebro este que possibilitou, ao nível da mente humana, a faculdade da reflexão e da consciência de se fazer auto-consciente.

Todo este breve relato, em síntese, é expressão do movimento natural da consciência humana rumo a uma expansão e liberdade. A experiência central do mundo moderno é a busca da liberdade.

Claramente, ao sair da Idade Média, vislumbrou-se que o homem buscou a liberdade, para dar forma ao seu próprio destino como pessoa humana. Para muitos, a procura e o encontro dessa liberdade (qualquer que seja a acepção tomada, e ainda melhor: o conjunto de todas) é um fim em si próprio. Erich Fromm, na sua clássica obra O medo da liberdade diferenciou o conceito de liberdade de e de liberdade para.

Para outros, a liberdade não é um fim em si própria: é um meio para se atingir um fim superior ou mais "transcendente".

E este fim não poderá ser outro que o da Vida. Vida plena e real, com um autêntico sentido integrado. Viver é outorgar tira sentido à existência.

Acreditemos ou não, sejamos ou não conscientes, nós, os homens, somos os únicos gestores e realizadores da História, através da nossa concepção da vida.

A dialética do porvir humano de todos os tempos aparenta surgir de duas concepções divergentes: a materialista e a idealista. Concepções que se manifestam na luta ou no defrontar do que poderíamos chamar: poder político e poder espiritual. A verdade da realidade vital contra os interesses criados. Verdades absolutas contra Verdades relativas, acomodadas. Liberdade individual contra autoritarismo limitante. Liberdade versus dogmatismo.

O primeiro intento ocidental de unir ambas as concepções, ou seja, os dois poderes, foi o dos pensadores gregos. Entre eles, Platão, no seu livro A República, tratou de espiritualizar a realidade, de onde surgiu a utopia de que os governantes deveriam ser filósofos, homens do espírito. Atenas ordena a Sócrates beber cicuta. Fracasso do espírito ante o poder político.

Mas o espírito, segundo Martin Buber, é o encontro entre o homem e o transcendente. Daí ser necessária inevitavelmente a integração. As idéias têm valor contanto e enquanto se transformem em vida palpável, concreta. Não é possível permutar a vida pelo espírito, a idéia abstrata. Nem emancipar o transcendente o espiritual, da vida cotidiana.

Espírito sem compromisso do dever é um dos sintomas da nossa atualidade, e também a sua contraparte: o materialismo desconhece a essência da vida. 0 material e o vital devem se fundir para que o espírito seja vida.
Responsabilidade, base da ética.
Ser significa ser totalmente. Sermos nós mesmos, assumir. É nos comprometermos com cada hora de nossos dias, é sermos um homem em plenitude. Reiteramos: viver é dar sentido à vida. Cada momento da existência põe à prova o homem. Assumirá ele a responsabilidade de responder com todo seu ser à invocação do momento? É livre. Pode escolher e decidir. Nesta eleição ele joga o sentido de sua existência. E ao eleger para si mesmo, estará elegendo para a humanidade.
A responsabilidade é a única insofismável base de toda ética. É precisamente a responsabilidade que possibilita o exercício da ética e a pratica da moral.
O que é conflitante? O que cria a crise do homem e no homem? A cisão da existência em tabelas valorativas distintas. Pode ser que individualmente estabeleçamos a nossa própria escala de valores, nossa própria mensuração com prioridades diferentes. O importante é o ajustamento da nossa conduta à nossa tabela valorativa, evitando a multiplicidade de morais. Não há uma ética para o Templo e outra para o mercado.
O processo formativo maçônico nos encaminha, desde o primeiro grau, rumo a uma coerência entre pensamento, palavra e ação. Guia-nos para alcançar afirmativamente a unidade da vida do homem em todos os campos. Uma única vida, uma única resposta, uma única responsabilidade, um único compromisso, uma única ética.
Sempre há no recôndito do homem uma voz interior que o chama. que pergunta, que indaga, que reclama. Às vezes a chamamos de consciência. Perante ela, alguns fogem, se calam. Outros respondem. Alguns se ocultam entre palavras, entre idéias, entre ações. Outros revelam, se manifestam tal como são. Alguns argumentam tranqüilizando-a, se justificando. Outros se realizam se ajustam. Lutam contra a fragmentação, a divisão da vida em categorias distintas e em recintos temáticos, qual compartimentos estanques, que nenhuma relação estabelecem entre si. O ético o estético, o religioso, o metafísico, o sociológico, o econômico, o psicológico etc. que em definitivo refletem aspecto do homem, nunca do homem total.
Karl Jasper disse: "O modo como vejo a grandeza e como me comporto perante ela, me faz chegar ao meu próprio ser".
Ante um ideal de perfeição alguns expressam: são utopias; negam-no e reduzem tal ideal ao comodismo do nível em que se encontram. Outros, pelo contrário, e entre eles estão os maçons, tentam se elevar, se realizar nesta meta de perfeição. Essa meta de perfeição logicamente leva implícita a efetivação dos nossos princípios básicos.
Liberdade, igualdade, Fraternidade. Amor à Justiça; procura da verdade. Respeito à sabedoria; reconhecimento da harmonia e da justiça. Tolerância no seu legítimo limite.
Rejeição, superação ou controle da hipocrisia, ambição, inveja, egoísmo etc. Mas, acima de tudo, a pedra básica, o fundamento da nossa Instituição: a Fraternidade. E ela depende da compreensão.
Ambas, fraternidade e compreensão, determinam e descansam na responsabilidade, forjada, no nosso caso, como maçons, na real interiorização do que os nossos símbolos dinamizam.
Nossa formação maçônica implica ao menos estarmos a coberto de intenções e idéias espúrias, vigilantes de que a sabedoria, harmonizada pela beleza e pelo amor seja a potência das nossas ações, e por onde a nossa conduta esteja nas vinte e quatro horas do dia, a prumo, no transcurso do reto carminho a transitar pela vida.
Fonte: Samaúma
Irm Leon Grinbery
Argentina
Traduzido da Revista Símbolo,
órgão da Grande Loja da Argentina,
pelo Irm Eduardo Escalante.
Verdade mai/jun 1996

segunda-feira, 21 de julho de 2008

"A ÁGUIA POUSOU"

Na imagem (da esquerda para a direita): Michael Collins, Edwin Aldrin e Neil Armstrong."Houston. Aqui é da Base Tranqüilidade. A Águia pousou". Com estas palavras, o astronauta norte-americano Neil Armstrong (nosso irmão) anunciou ao mundo, em 20.jul.1969, a chegada, pela primeira vez na história, de seres humanos à superfície da Lua... Exatamente às 23h56 (horário de Brasília), Armstrong tocaria o solo lunar com o pé esquerdo: "Um pequeno passo para o homem, mas um salto gigantesco para a humanidade".
"Houston. Aqui é da Base Tranqüilidade. A Águia pousou". Com estas palavras, o astronauta norte-americano Neil Armstrong (*) anunciou ao mundo, ontem, 20/07/1969, a chegada, pela primeira vez na história, de seres humanos à superfície da Lua. O momento de maior emoção, no entanto, só aconteceria algumas horas depois. Exatamente às 23h56 (horário de Brasília), Armstrong tocaria o solo lunar com o pé esquerdo: "Um pequeno passo para o homem, mas um salto gigantesco para a humanidade". Assim Neil Armstrong definiu sua chegada à Lua. Minutos antes, ele havia ativado a câmera de TV que transmitiu o "pequeno" passo para todo o planeta. Antes de enviar seu comunicado da base Tranqüilidade, no entanto, Armstrong tinha sido obrigado a agir para salvar a missão e a própria vida: o local designado para o pouso automático do módulo não era uma planície limpa, como esperado, mas uma cratera cheia de rochas. Armstrong foi forçado a assumir o controle manual do "Águia", pilotando-o até um local seguro. Segundo os médicos que, da Terra, acompanhavam o estado de saúde dos astronautas, no momento da emergência a pulsação de Armstrong passou de 77 batidas por minuto para mais de 150.
Ao pisar no solo da Lua, Neil Armstrong carregava 38 quilos de equipamento - entre os sistemas necessários para mantê-lo vivo na superfície lunar e aparelhos de comunicação. Na gravidade menor da Lua, no entanto, era como se o astronauta carregasse apenas pouco mais de seis quilos. Armstrong comparou a poeira na superfície da Lua a "cinzas", tanto em cor quanto em consistência. O colega de Armstrong no módulo "Águia", Edwin Aldrin ( ** ), desembarcou pouco depois, plantando uma bandeira dos EUA na Lua. Os astronautas receberam cumprimentos do presidente americano, Richard Nixon, e coletaram rochas e amostras de poeira lunar.
O "Águia" levou à Lua, ainda, uma placa metálica, que será deixada no satélite, com os dizeres: "Aqui, homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua. Viemos em paz, e por toda a humanidade". A placa é assinada por Nixon, Armstrong, Aldrin e Michael Collins, o astronauta que permaneceu na nave Apollo, em órbita da Lua, pronto para realizar o resgate dos colegas. Tanto a Apollo quando o Águia foram levados à Lua pelo foguete Saturno V, de três estágios, desenvolvido pelo cientista Werner Von Braun.
Tanto a placa quanto a bandeira deixada por Aldrin, e as pegadas de Aldrin e Armstrong, poderão permanecer, inalteradas, para sempre - já que na Lua não há ventos, umidade ou outros seres vivos capazes de modificar ou apagar os sinais deixados na base Tranqüilidade. Com a chegada do módulo "Águia" à Lua, a primeira parte da diretriz firmada pelo falecido presidente americano John Kennedy em 1961, e que serviu de lema para o projeto Apollo "levar astronautas à superfície da Lua e trazê-los de volta, a salvo" - foi cumprida. A segunda parte - a viagem de volta - deve começar hoje.
Afirmava o colunista naquela época.
Fonte: Samaúma
De Carlos Orsi Martinho
Astronautas chegam à Lua
Escrito para o Jornal "O estado de São Paulo"

sábado, 19 de julho de 2008

A MAÇONARIA VS. OS PSEUDO-MAÇONS

Temos estudado, ouvido e refletido algumas idéias a respeito do contexto maçônico. Falam, filosofam, teorizam, imaginam a maçonaria de tudo quanto é jeito e forma, oficial ou profana, teísta ou deísta, masculina ou mista, origens e mais origens, ritos e influências ... que nem mesmo os maçons chegam a um consenso definitivo, nesse sentido, e nem poderiam. Mas enfim, o que é a Maçonaria?
Por isso procuramos sintetizar em um único ponto elementar, o que seja a Maçonaria. Resp. A MAÇONARIA É UM ESTADO DE ESPÍRITO. É como beber de uma fonte pura e segura, é estar como um feto em gestação de uma mãe dedicada. É dia, nunca noite, a luz que nos invade e controla nossas paixões. É respirar o ar puro. Existe uma adoção própria, uma condição histórica linear que tem sua origem moderna no surgimento da Grande Loja de Londres, que foi regulamentada e constituída, em 1723, pelo reverendo James Anderson, Payne e Desaguilliers. Daí soma-se a fusão das Grandes Lojas de Londres e York, originando a Grande Loja Unida da Inglaterra, em 1813, terminando com o cisma entre os Antigos e Modernos.
A Maçonaria percorreu logo após sua fundação um caminho bem definido no solo Europeu, se instalando em diversos países, como Alemanha, França, Bélgica, Suécia, e outros. Mas foi na França que ocorreu o fato gerador de tantos conflitos, uma releitura maçônica pelo Grande Oriente da França. Que trouxe alguns transtornos ao entendimento da Maçonaria e sua nova proposta. Dividira-se em Potências regulares, e irregulares, sob a asa da oficial Grande Loja Inglesa.
Grandes Lojas X Grandes Orientes. Monarquia ou República? E com isso o espírito universal maçônico se perdeu em rezingas mal resolvidas que até hoje perduram. Quem reconhece quem? Este é um dilema ‘tríplice fraternal’. Portanto chegamos à conclusão que Maçonaria não se mede muito menos se regula. É auto regulável pelo bom senso, lógica e razão dos seus iniciados, despidos de segundas ou outras intenções. Foi sendo composta desde a sociedade dos pedreiros livres, abocanhando culturas diversas, esparramando-se pelo mundo e aglutinando em suas fileiras homens de todas as naturezas. Essa é a sua magia e que perdura até hoje, rompendo a barreira do tempo e sobrevivendo as mais duras provas de resistência.
Ela, a maçonaria, não possui royalites muito menos a arrogância de um ou mais 'donos'. O que queremos expor é que a maçonaria da qual praticamos (inconsciente) sonha com a verdadeira maçonaria, na qual está anos luz a frente desta ... A REAL ARTE da arte real. Sendo que hoje, a maçonaria praticada, e seus princípios de Liberdade, Fraternidade, Igualdade, Racionalidade, Harmonia, Domínio das Paixões, Confiança, Sabedoria, Cultural, Dedicação, Disciplina, Respeito, etc ... está um tanto distante da perfeição. Óbvio para quem tem 'olhos de ver'.
Idolatria, pura e simplesmente, por uma razão histórica e social da Ordem nem cabe dentro deste contexto, é passível de desprezo. – Tenho o hábito de não falar daquilo que ignoro, pois tudo o que se ignora se despreza. (Sófocles). Temos que ter o coração vivo e consciente de que temos uma grande obra para terminar. Os maçons usam da métrica filosófica e litúrgica, que com o tempo foi compondo a massa maçônica, absorvida de outras culturas, crenças, lendas e conhecimentos para dar a consistência de sua forma atual e de seu universo particular. Fora a interpretação de um mosaico próprio, com características ritualísticas únicas, pouco se tem de novo ou de tão diferente e que seja, na atual conjuntura, passível de ‘segredo’, mas privado aos maçons. Essa prática resultou em diversas estruturas administrativas, para doutrinar nossa organização, nossa necessidade de trabalho como compensação ou resposta por estarmos, simplesmente, maçons. Segregamo-nos do próprio mundo profano. E isso virou rótulo, como se ser maçom fosse diferente de qualquer outra pessoa. Se somos... não temos mostrado, em grande parte, razões suficientes, para o mundo e a sociedade crer, em nosso trabalho na melhoria qualitativa do ser humano. É retórica e hipocrisia, que se faz valer da MORAL MAÇÔNICA.
Nós maçons, regulares ou não denominamo-nos assim, utilizamos esse 'espírito' da Maçonaria (ou parte dele), de origem incerta, para compor a Ordem Maçônica, sob a política do esquadro e compasso. Produzimos leis, regimentos, regulamentos, constituímos direções, exigimos mundos e fundos (pró forma que de nada vale) e, mesmo assim, a Ordem, (instituição) sobrevive, sendo carregada por essa força energética vibrante e crescente que há tempos se faz presente, mesmo diante desse quadro atual e lamentável, provocado por alguns pseudos-maçons. ('bonitinho, mas ordinário' - Plagiando Nelson Rodrigues).
Por isso separamos a Maçonaria da Ordem Maçônica. A 1ª é a força energética que invade o coração do homens livre e de bons costumes, a 2ª é a organização institucional, administrada pelos maçons, e que sob o esse espírito maçônico realiza suas obras. Entretanto se detivermos um pouco de razão e lógica 'imaterial', teremos um só caminho. Dominar o que nos arrasta para o que há de pior nas emoções e sentimentos humanos (e que em nada evoluímos até hoje, desde os tempos em que o homem é homem - A tecnologia evoluiu e parte da consciência humana, mas suas fraquezas e primitivas emoções NÃO). Esse é o principal objetivo da Maçonaria, limpar essa sujeira que desgraça o homem em sua face mais mundana. – O MAÇOM NÃO É UM FRACO. É FORTE E DEVE A LUTA PELA ETERNIDADE. O resto é política do ego, uso indevido da 'marca' - MAÇONARIA -. A instituição material, a Ordem Maçônica, esta, ainda, engatinhando na direção da suposta verdade e que se perde, muitas vezes, nas férteis vontades e imaginações dos próprios.
O maçom de hoje demonstra medo da verdade, exposta nua e crua, das suas responsabilidades e entendimento sobre o que seja Maçonaria. Está ludibriado, em grande parte, pela oferta litúrgica e do ágape fraternal, não conseguindo desenvolver na sua verdadeira assepsia e os resultados esperados, com isso, reconfortam-se em uma situação social cômoda, inerte e aparentemente perene.
A Maçonaria não ensina nada, mostra o caminho. É uma escola que necessita buscar incessantemente o saber. O maçom é quem preenche sua senda, nessa estrada, com as informações da vida e o que o mundo conhecido por ele pode oferecer. Portanto o maçom que não está em constante investigação é vazio. Para tanto se exige, no mínimo, conhecimentos além do material (Extrafísico), sensibilidade, dedicação e estudo. A compreensão divina da Maçonaria não se 'pega'... se absorve na alma e no espírito, está no éter para quem for capaz de abstrair o elixir emanado pelo GADU.
O ponta-pé inicial começa dentro de si, numa faxina geral. - V.I.T.R.I.O.L. – Conheça-te a ti mesmo (Sócrates). Cremos que a Instituição Oficializada da Ordem Maçônica, gerida pelos maçons, precisa rever seus conceitos, URGENTE ... refletir seriamente na doutrina basilar da Maçonaria, não essa regulamentar de 1723, a Original mesmo, que se perde nas brumas do tempo, do instinto natural de amor e solidariedade, pois esse Espírito deve prevalecer sobre a Matéria. Conceituando-se sobre os novos paradigmas da humanidade e suas relações, em que o mundo moderno passa exigido pela sociedade. Sociedade essa que clamará sempre o máximo (essa coisa de mínimo, nesse caso, é para justificar a incompetência) de atitudes coerentes e dignas de uma Instituição Progressista e, supostamente, Consciente dos seus deveres.
A consciência clara, lúcida, sensata, responsável e comprometida com os ideais mais puros e honestos conduzirá através do caminho da retidão, do equilíbrio, da paz e da harmonia. A nossa glória manifesta, cantada e tão desejada. A acomodação, no ‘sofá’ da preguiça mental e física, não trará conquistas a ninguém. A acomodação é estéril. O pensamento questionador produz energia, a energia necessária para mover o eixo maçônico. Pois o maçom que acha que já conquistou muito ou tudo (universo subjetivo de um mente estática - não ativa), estão enganados, mesmo que sobre a égide de IIr.'. mais sérios e que zelaram por seus ideais, antigos ou ativos.
Imaginamos uma maçonaria FORTE e UNIDA, em pensamento e atitude, debates de contextos abrangendo nossa sociedade, ações efetivas para melhoria e equacionamento das diferenças econômicas, que resulta nessa discrepância social no mundo maquiavélico humano. Bons exemplos devem ser seguidos e praticados até a exaustão. A busca de uma consciência maçônica madura com fins e objetivos claros, ampliando a toda forma e contexto maçônico e somadas as iniciativas organizacionais que a própria sociedade oferece.
Para isso devemos romper a absurda barreira da segregação maçônica. O Maçom se reconhece olho no olho e apertando-se as mãos. E não apresentando carteirinha de ‘associado’, como se pertencesse a um clube.

Fonte: Portal Maçônico
CARLOS ANDRÉ MARINHO M.'.M.'.,
ARLS Solidariedade 27 / GOMS [COMAB] - Brasil

terça-feira, 15 de julho de 2008

REVOLUÇÃO FRANCESA E A MAÇONARIA

Ir.'. Ambrósio Peters*



A hierarquia da Igreja Católica, apesar de não haver evidências históricas, continua atribuindo à Maçonaria um papel relevante na Revolução Francesa, acusando-a de ter colaborado, efetivamente, para a perda de seus privilégios sociais e para a nacionalização de todas as suas propriedades imobiliárias. Essa posição oficial da Igreja contrária a Maçonaria revela um desconhecimento total da história dessa tão grave conturbação social que foi a Revolução Francesa.


Não se pode, certamente, afirmar que Maçons não estiveram de algum modo, presentes, em algum momento do desenrolar das primeiras etapas e, no desfecho final, da Revolução porque nenhuma classe, categoria ou segmento social pode deixar de se envolver nesse conflito ou de sofrer as suas conseqüências.

Um dos grandes responsáveis pela revolução, claro que não o único, foi sem dúvida, o clero católico francês que ao final do século XVIII detinha a propriedade de uma parcela respeitável do território nacional francês e que, ainda, em pleno final do século, continuava explorando esses seus direitos territoriais, aplicando o injusto sistema feudal de exploração da terra, um sistema que mantinha os camponeses semi-escravos presos à terra e continuamente a beira da completa miséria. Nos invernos muito rigorosos, muitos desses trabalhadores semi-escravos pereciam pela fome, quando não conseguiam armazenar alimento suficiente.

Estes camponeses, que jamais tiveram algum contato com a Maçonaria, foram os primeiros revolucionários a invadir as vastas propriedades dos mosteiros e dos aristocratas, expulsando os monges e os proprietários, rasgando os seus títulos de propriedade e tomando posse das terras. Eles agiram movidos por um ódio represado, por séculos, não contra a Maçonaria que nem conheciam, mas contra o clero e os aristocratas.

Também não podemos deixar de considerar que a hierarquia da Igreja Católica, durante séculos, vinha tentando eliminar ou expulsar os judeus onde quer que se encontrassem. Também a partir da Reforma, tentou o clero francês não só reprimir o protestantismo mas eliminar os protestantes da França, os huguenotes, e para conseguir seu intento valia-se de sua influência sobre os reis católicos.
Os dois fatos históricos de resultado mais funesto para os protestantes foram sem dúvida a Noite de São Bartolomeu em 1572, e a Revogação do Edito de Nantes, em 1685, que levou à expulsão do país, à miséria e à simples execução de mais de um milhão de protestantes. Além desses atos verdadeiramente bárbaros, havia as permanentes guerras de religião contra os protestantes.
A história isenta, em nenhum momento, se refere à Maçonaria como um agente revolucionário.
No início da Revolução, as classes sociais dominantes, nas Lojas do Grande Oriente da França, eram a alta burguesia e a aristocracia, havendo uma presença menor de clérigos. Um levantamento feito pelo escritor Estevão de Rezende Martins (Quem fez a Revolução Francesa - Rev. Humanidades, 1981, vol.7, n° 2, p 168) mostra que havia 200 deputados Maçons, nos Estados Gerais, em maio de 1789, e destes 79 eram nobres e os 121 restantes estavam divididos entre o clero e a alta e média burguesia, portanto o mais maçônico dos Estados era o Primeiro Estado, justamente o formado pelos inimigos da revolução.
Quando a aristocracia e o clero se retiraram da Assembléia Nacional, na esperança de que isso provocaria a dissolução dos Estados Gerais, houve um razoável numero de aristocratas e do baixo clero que permaneceu ao lado do Terceiro Estado. Justamente onde estavam os burgueses que foram os grandes condutores da Revolução, com exceção do período do Terror quando o comando esteve sob a direção da Comuna de Paris dominada pelo proletariado.
Havia Maçons na Assembléia Nacional, e depois na Assembléia Constituinte? É provável que grande parte daqueles duzentos deputados mencionados, na Revista Humanidades, pertencentes à aristocracia, ao clero e a burguesia estivessem entre os que permaneceram ao lado do Terceiro Estado. Mas a própria presença do clero indica que também estavam presentes muitos católicos.
No período revolucionário, em que se promoveu a nacionalização dos bens da Igreja e se promulgou a Constituição Civil do Clero havia ainda deputados Maçons ou Clérigos entre os convencionais? Jamais se saberá, mas, certamente, não eram em numero suficiente para impor a sua vontade de mudar os rumos da Revolução.
Uma outra circunstância que sempre se deixa de mencionar, por causa de uma visão míope da realidade, é que entre os componentes da Assembléia Constituinte havia também católicos, com certeza, porque nem a totalidade dos fieis estavam de acordo com os costumes dos mandatários católicos.
Se se pretende culpar a Maçonaria pelos danos sofridos pela Igreja só porque havia alguns Maçons entre os constituintes, deve-se, evidentemente atribuir ao Catolicismo a mesma culpabilidade por causa do grande número de católicos que lá estava.
E essa é evidentemente, uma hipótese absurda, pois como não são alguns poucos católicos que fazem o catolicismo, assim também não são também alguns poucos Maçons que fazem a Maçonaria.
No momento do Terror, quando foram barbaramente liquidados milhares de aristocratas, clérigos e burgueses ricos certamente pereceram entre eles muitos Maçons, pois eram justamente essas as categorias sociais que abrigavam a maioria dos Maçons franceses. É importante lembrar também que, durante o Terror, a Maçonaria estava, praticamente, liquidada na França e a condução revolucionário estava, totalmente, nas mãos do proletariado parisiense.
Não se pode contudo dizer que a Maçonaria esteve totalmente afastada das causas da Revolução Francesa. A queda do Antigo Regime era desejada e esperada entre os cidadãos da camada culta francesa que estavam tanto na aristocracia, como no clero e na burguesia. A mais interessada era, justamente, esta ultima, porque o absolutismo prejudicava o seu progresso e a sua chegada ao poder. Outro motivo forte para a mudança de regime era a característica feudal da propriedade da terra, que impedia o crescimento da burguesias, por impedir sua chegada às propriedades.
Mas nem aos aristocratas liberais, nem aos burgueses cultos, nem ao clero culto interessava uma revolução do gênero da Revolução Francesa. Eles lutavam pela limitação dos poderes reais, lutavam por uma monarquia constitucional, uma nação governada por um primeiro ministro e com leis votadas por um sistema bicameral eleito livremente pelo povo.
Evidentemente, a Maçonaria, tendo entre seus membros, especialmente pessoas cultas, com predileção pelos iluministas, congregados em suas lojas, evidentemente contribuiu para que essas novas idéias se tornassem aos poucos uma aspiração nacional.
Diz ainda, o citado escritor Estevão de Rezende Martins da Revista Humanitas que, havia uma significativa presença de liberais, tanto entre os deputados nobres, quanto entre os deputados burgueses, e, justamente entre os mais jovens, porque sempre mais abertos às novas idéias iluminstas. É provável que entre os 141 deputados do clero que se juntaram ao Terceiro Estado, na Assembléia Nacional de maio de 1789, havia padres liberais, à semelhança do encontrado na Maçonaria Brasileira no inicio do século XIX, poucos anos após a Revolução.
Não resta dúvida portanto, de que os Maçons franceses do século XVIII, eram de uma forma geral, cultos, mas não é possível definir até que ponto essa condição possa ter influído, efetivamente, na Revolução. Sabemos que, no período pré-revolucionário, estavam em evidencia, os iluministas e muitos deles eram Maçons. Sabe-se que eles discutiam suas idéias, livremente, nas Lojas Maçônicas, e pode ser certo, dizermos que a Maçonaria influenciou o desenvolvimento do Iluminismo e a condenação da tese do catolicismo francês da origem divina da investidura dos reis.
Na verdade, a Revolução não precisou de muitas causas para a primeira fagulha, nesse imenso palheiro de descontentamento que era a França. Essa fogueira foi ateada pelo próprio Rei, ao ceder à convocação dos Estados Gerais para confirmar seu pretendido aumento de impostos, pois ele não necessitava da aprovação dos Estados Gerais.
Talvez, pela primeira vez, na história da França, se começou a ouvir a voz de um povo sufocado e revoltado que para os reis e imperadores nunca fora mais que um celeiro, para fornecimento de combatentes para suas guerras. Quando a pressão dos representantes do Terceiro Estado conseguiu transformar os Estados Gerais em Assembléia Nacional, e logo a seguir, em Assembléia Constituinte, o destino do absolutismo estava lançado num caminho sem volta.









* Irm Ambrósio Peters.
Pertenceu ao quadro da
A R L S "Os Templários"
GOB/Paraná
Or de Curitiba - PR.
Foi Escritor, Historiador
e Livre Pensador.

Fonte: Samaúma - Portal Maçônico

segunda-feira, 14 de julho de 2008

POR DENTRO DA MAÇONARIA

A Ordem fraternal tem sido, desde muito tempo, o alvo de teorias de conspiração e boatos. Aqui está a verdadeira história
Por Jay Tolson
A década de 1820 parecia ser a melhor época para o relacionamento especial entre a ordem fraternal da Maçonaria e a jovem nação americana. Não era só porque muitos dos proeminentes membros da geração fundadora -George Washington, Benjamin Franklin e, na realidade, 13 dos 39 signatários da Constituição- tinham sido membros. Era também porque a república em rápido crescimento e a sociedade fraternal ainda tinha muitos ideais em comum. Os valores republicanos americanos pareciam-se com valores maçônicos expressos: atitude cívica honorável, alto apreço pelo aprendizado e o progresso, e o que poderia ser chamado de uma religiosidade ampla e tolerante. Na verdade, diz Steven Bullock, um historiador do Instituto Politécnico de Worcester, e um professor líder da fraternidade maçônica na América, os maçons "ajudaram a dar à nova nação um núcleo simbólico".
Não é por nada que o compasso, o esquadro e outros emblemas associados à Maçonaria estampados por todos os lados, mesmo em jóias, mobiliário e jogos de mesa pertencentes a maçons e também a não-maçons. Nem foi insignificante que um grande número de Americanos pensassem - erroneamente, mas justificadamente - que o Grande Selo dos Estados Unidos em si contivesse símbolos maçônicos. Era tanto um tributo e uma responsabilidade da irmandade que as pessoas vissem a influência da Maçonaria, mesmo onde ela não existia.
Desde a Revolução, os maçons se tornaram os celebrantes semi-oficiais da cultura cívica americana. Usando seus aventais distintivos e manejando as colheres de pedreiro - os Maçons originais eram de fato, pedreiros - eles rotineiramente lançavam pedras fundamentais de importantes edifícios governamentais e igrejas, e participavam destacadamente em paradas e outras cerimônias públicas. Quando o velho Lafayette retornou aos Estados Unidos em 1824-25, membros da "ordem" (como é chamada a maçonaria) saudaram publicamente seu companheiro maçom, convidando-o com freqüência para ficar na loja local. Esta viagem incrementou a adesão à Maçonaria, que cresceu de 16.000 em 1800, para cerca de 80.000 em 1822, ou quase 5 por cento da população masculina elegível da América.
Como, então o que parecia ser a melhor época para a Maçonaria, rapidamente se tornou o pior dos tempos? Parte da resposta pode ser encontrada na reação dividida do público à viagem de Lafayette, sugere o historiador Mark Tabbert, curador de coleções maçônicas e fraternais no National Heritage Museum em Lexington, Mass., em seu novo livro, American Freemasons: Three Centuries of Building Communities (Maçons Americanos: Três Séculos Construindo Comunidades). Para muitos cidadãos, estas demonstrações públicas de afeição fraternal para com um nobre estrangeiro pareciam ter um cunho tanto elitista quanto conspiratória. Muito simplesmente, escreve Tabbert, eles "levantaram a suspeita de que a ordem ser uma ordem internacional com segredos e um passado revolucionário radical".
Não tão secreta. Não foi a primeira vez que a Maçonaria teria deparado com tal resposta. Desde seu nascimento como movimento fraternal organizado no início do século 18, em Londres até hoje, a Maçonaria tem sido objeto de ampla curiosidade e intensa suspeição ocasional. Com seus elaborados rituais secretos, seu envolvimento tanto com a sabedoria antiga quanto a ciência e a razão do Iluminismo moderno, e a relativa exclusividade de seus membros (os candidatos precisam pedir para entrar e, em seguida, são vetados ou aprovados por meio de voto), a irmandade maçônica provou ser na medida para os criadores de teorias de conspiração e autores oportunistas ansiosos para faturar "expondo" com imaginação as maneiras secretas e as ambições ainda mais secretas da ordem. Se o "grande segredo" dos Maçons, como disse uma vez Benjamin Franklin, "é que eles não têm nenhum segredo", àqueles que sugerem o contrário - incluindo a fama do escritor Dan Brown do Código Da Vinci por sua próxima novela, A Chave de Salomão - raramente falta público receptivo.
A verdadeira história da Maçonaria é, discutivelmente, mais interessante que todos os contos tecidos ao redor dela. Mas aquela história é pelo menos em parte, a história de muitas interpretações fantasiosas da irmandade. Na verdade as realizações substanciais dos Maçons -na formação de cidadãos sólidos, forjando redes sociais, fazendo a ponte entre certas divisões sociais, apoiando causas filantrópicas - são as mais admiráveis em face de esforços passados em difamar ou mesmo destruir a organização.
Um destes esforços surgiu em um amplo movimento social e político na América, menos de dois anos após o périplo triunfante de Lafayette, embora este esforço tivesse sido amplamente desencadeado pelos intrigantes, ou algo mais criminoso, de diversos membros nova-iorquinos excessivamente zelosos. No verão de 1826, na cidade de Batávia, no norte do estado, um irresponsável insatisfeito, alegando ser maçom, William Morgan declarou sua intenção de publicar um livro revelando os segredos da sociedade maçônica de alto grau, o Arco Real, que tinha, anteriormente vetado sua proposta de entrada na ordem. Preso duas vezes por acusações fabricadas por maçons locais, o pretenso expositor foi misteriosamente raptado e expulso do país ou morto. Foram levantadas acusações contra os prováveis suspeitos, todos Maçons, mas após cerca de 20 julgamentos, escreve Bullock em seu livro Irmandade Revolucionária: A Maçonaria e a Transformação da Ordem Social Americana, 1730-1840, " somente um punhado de condenações resultaram, todas seguidas de curtos períodos de prisão". Para um crescente número de Americanos, já precavidos contra o poder da ordem, pareceu que os Maçons tinham se safado com o assassinato. E para muitos destes mesmos americanos, tudo o que proeminentes ministros evangélicos tinham dito contra os Maçons - que eles eram deístas ou acreditavam em religião "natural" ou cultos necromânticos - parecia ser confirmado por este ato sinalizador de comportamento desonesto.
Os "comitês Morgan" que originalmente se propuseram a estabelecer a verdade sobre o crime logo tornaram-se a ponta de lança de um movimento em nível de estado e, em seguida, um Partido Anti-Maçônico nacional dedicado a eliminar os Maçons. Pennsylvania e Vermont elegeram governadores Anti-maçônicos, e o ex-Procurador Geral dos EUA, William Wirt candidatou-se a presidente pelo partido em 1832, vencendo a votação em Vermont e obtendo cerca de 8 por cento do voto popular nacional.
O partido logo desapareceu à medida que os partidos Democrático e novo Whig aumentaram seus esforços organizacionais para dominar a cena política Nacional. Mas além de fornecer um modelo para futuros movimentos americanos de questão única, desde o abolicionismo à temperança, até o Partido Verde atual, o movimento anti-maçônico quase eliminou a fraternidade. O Estado de New York abrigava cerca de 500 lojas locais em meados de 1820, mas somente 26 lojas reuniam representantes para comparecer às reuniões da grande loja estadual em 1837. Quase dois terços das lojas de Indiana foram fechadas no mesmo ano. Até o final da década de 1830, a Maçonaria estava começando um lento retorno, mas como escreve Bullock, "ela nunca mais recuperaria a posição exaltada que a Maçonaria já tinha justamente merecido".
Como a Maçonaria tinha chegado a tal posição exaltada na vida pública americana, brevemente, para perdê-la antes de recuperar um manto menos importante de respeitabilidade, é uma história que começa na Escócia e Inglaterra. Descendentes de guildas medievais de pedreiros, as lojas do século 17 na Inglaterra ainda eram dominadas por maçons reais (ou "operativos") que gradualmente acolheram em suas fileiras, geralmente como patronos, cavalheiros selecionados, desde que eles jurassem lealdade à coroa e fé em Deus. Estes membros "aceitos" eram atraídos pelo caráter sociável das fraternidades (que tipicamente se reuniam em bares e tavernas), e também por rituais particulares e sinais que tinham, anteriormente, ajudado os artesão a proteger segredos de sua arte. Os vínculos da Maçonaria com a arquitetura antiga, a geometria e outras artes e ciências racionais aumentou sua atratividade para homens que participavam de, ou acompanhavam de perto o desenvolvimento da moderna ciência experimental.
Buscadores da Sabedoria. À medida que membros aceitos vieram a dominar as diferentes lojas, muitos dos quais também eram membros da Sociedade Científica Real da Inglaterra, o foco da vida fraternal mudou para considerações filosóficas (ou "especulativas") e a exploração de conexões entre novas leis da natureza descobertas e a sabedoria de civilizações antigas. "Eles estudavam arquitetura Grega e Romana, e o Templo do Rei Salomão", escreve Tabbert, "buscando as chaves para desvendar as verdades perdidas de civilizações antigas." Na verdade, as genealogias altamente mitologizadas da Maçonaria, davam, com freqüência, ao templo que Salomão construiu em Jerusalém em 967 a.C, um lugar proeminente na tradição Maçônica. As diferentes características arquiteturais do templo e a história de seu pretenso chefe construtor, Hiram Abiff, se tornaria o centro da sabedoria simbólica e rituais de iniciação da fraternidade.Na América, a Maçonaria foi avidamente abraçada tanto pelo estabelecimento cavalheiresco quanto por membros das classes comerciais e de artesãos que aspiravam àquele estabelecimento. Na verdade, a Maçonaria encorajou movimento social e uma elite mais inclusiva através da educação, o cultivo de polidez e honra, assistência mútua, rede social de contatos e tolerância com diferenças no delicado assunto da religião. (Esperava-se que os irmãos honrassem "aquela religião em que todos os homens concordam [isto é, acreditar em um "Deus beneficente"], deixando suas opiniões particulares para si mesmos", escreveu o escocês James Anderson, um ministro Presbiteriano que, em 1723, publicou as Constituições dos Maçons, o primeiro registro oficial da Grande Loja).
Alpinistas sociais. Até a Revolução, homens de caráter, talento e ambição usaram a Maçonaria para subir na escada social. Antes de sua famosa viagem, Paul Revere era conhecido como proeminente prateiro e Maçom. Um amigo de Boston, um afro-americano livre e um dono de selaria chamado Prince Hall, astutamente avaliaram os benefícios da fraternidade. Em 1775, ele e 14 outros afro-americanos foram iniciados em uma loja militar Inglesa. Hall e diversos outros irmãos fundaram sua própria loja durante a Revolução. A Maçonaria Prince Hall, como foi chamada após a morte de Hall em 1807, espalhou-se para Rhode Island, Pennsylvania, e mais além, para tornar-se um poderoso crisol de liderança afro-americana, mesmo enquanto oferecia caridade e outro suporte à comunidade negra. Embora afro-americanos possam ingressar em qualquer loja, a Maçonaria Prince Hall permanece uma parte vital - e ainda separada - da tradição maçônica americana.
Após a Revolução, relutantemente rompendo os laços com as grandes lojas de Londres (Os maçons realmente acreditavam que seus laços fraternais transcenderiam a política), as lojas americanas se reorganizaram sob grandes lojas estaduais. A Maçonaria também começou a mover-se para o interior do país, promovendo conexões comerciais e outras entre cidades costeiras e a fronteira que avançava continuamente.
A Maçonaria na América é uma história de sucessivas reinvenções, diz S.Brent Morris, um estudioso de Maçonaria e editor do Scottish Rite Journal. De 1790 até 1820, maçons americanos mais jovens importaram dois novos sistemas de altos graus da Maçonaria, o Rito York, seguindo as tradições inglesas, e o Rito Escocês, seguindo práticas francesas. O Rito Escocês e o Rito York encorajaram mais instruções rituais em moralidade, embora promovessem algumas idéias fantasiosas sobre as origens da fraternidade. (Talvez a mais influente fosse a lenda de que os Maçons descendiam dos Cavaleiros Templários medievais, uma ordem que caiu em desgraça com a Igreja Católica Romana antes de desaparecer substancialmente por volta de 1300). Os novos ritos secretos e elaborados atraíram membros, mas também acrescentou às suspeitas dos críticos que já consideravam os Maçons elitistas com segredos demais para serem confiáveis.À medida que a Maçonaria reviveu após a campanha anti-maçônica, os Maçons cultivaram um estilo mais modesto. Lá se foram as festanças em tavernas e brindes que incomodavam os evangélicos. A própria ordem "assumiu uma coloração mais evangélica", diz William Moore, um historiador da Universidade da Carolina do Norte-Wilmington e autor do inédito "Templos Maçônicos: Maçonaria, Arquitetura Ritual, e Arquétipos Masculinos". "Os livros que os maçons produziram", nota Moore, "pareciam manuais de catecismo de domingo com ilustrações que pareciam iluminuras de Bíblias Vitorianas". Os maçons também começaram a direcionar esforços caritativos para comunidades maiores, e não apenas aos companheiros maçons e suas famílias. E parcialmente para acalmar a crítica das mulheres, os Maçons criaram a Ordem da Estrela do Oriente e outras filiais para que as mulheres participassem. Mesmo hoje, "a maçonaria mais ampla é somente masculina", diz Morris, embora lojas estaduais definam suas próprias regras até certo ponto, e existam alguns grupos mistos.
Após a Guerra Civil, e à medida que a Gilded Age prosseguiu até o início da década de 1870, os maçons mais uma vez modificaram seu papel, tornando-se o modelo para mais de 300 grupos fraternais que apareceram durante os próximos 50 anos. Durante esta "era dourada" de ordens fraternais, a Maçonaria e sociedades tais como Odd Fellows e Knights of Pythias ofereceram uma proteção contra a economia dinâmica e, com freqüência, mortal e uma sociedade cada vez mais diversificada. Reforçando seus bons trabalhos, incluindo o apoio a escolas e hospitais, os Maçons até mesmo encontraram uma maneira de misturar o convívio fraternal com a filantropia, criando os Nobles of the Mystic Shrine em 1870. Aberto somente a Maçons que tivessem completado os graus do Rito Escocês ou York, esta ordem voltada para festividades celebrou a personalidade bem formada em uma época que estava começando a valorizar a personalidade em detrimento de ideais mais antigos de honra e caráter. Os Schriners aprenderam a se divertir enquanto levantavam dinheiro para hospitais e ambiciosos templos Shrine.
Boato Satânico. A despeito dos bons trabalhos da fraternidade, mitos de fatos obscuros continuaram a assombrar a Maçonaria. No final da década de 1880, um malicioso escritor francês e ex-maçom, conhecido por seu pseudônimo literário de Leo Taxil, começou a jogar com os medos dos católicos em relação à ordem. Ele alegava expor os maiores segredos da ordem, conhecidos apenas dos maçons dos mais altos graus: que a religião secreta da maçonaria era a adoração de Lúcifer. Mesmo depois que Taxil confessou ser um boato em 1897, o mito serviu como um princípio de material anti-maçônico, empurrado em livros como o New World Order de Pat Robertson.
Mas, o maior desafio da Maçonaria não foi sua susceptibilidade ao uso em fantasias de conspiração. Pois todos os maçons se integraram na sociedade mais ampla, e apesar de ter um número de membros na casa dos milhões, a Maçonaria parecia menos central para a América nos Anos Vinte, e seus "candidatos" no estilo Babbitt, criavam grupos como os Kiwanis e o Rotary, que eram mais abertamente amigáveis e tinham muito menos demanda por rituais. Ainda assim a velha ordem fraternal viu mais um crescimento. Após o final da guerra, "a fraternidade maçônica realizou os lucros de seu trabalho duro entre a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial", escreve Tabbert. "A ordem era mais aceita e apreciada que.... antes de 1929". Entre 1945 e 1960, o número de membros cresceu de 2,8 milhões até um pico de 4 milhões...
Daquele píncaro, a ordem perdeu lentamente mais de metade de seus membros. Para um número crescente de americanos que gastam seu tempo livre em buscas particulares - incluindo assistir muita televisão - as reuniões mensais e compromissos voluntários de vida fraternal parecem excessivos. Mas, recentemente, diz Morris, a taxa de declínio estabilizou-se. O historiador Moore sugere um motivo: "Muitos homens estão entrando na aposentadoria." Com o envelhecimento rápido da população dos EUA, as lojas começam a se encher de pessoas que tem mais tempo livre que a maior parte dos trabalhadores americanos. E quem sabe? Estes idosos, nascidos depois da Segunda Guerra, possam mesmo descobrir como trazer os americanos mais jovens de volta para a Ordem.
Fonte: Blog MICTMR

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A MAÇONARIA NÃO É CONTRA AS RELIGIÕES

Maçonaria já prestou e continua prestando auxilio as entidades religiosas:

O Bispo Dom Antonio Macedo Costa conseguiu de Rui Barbosa, seu ex-aluno, que não se incluíssem na Carta Magna três medidas altamente prejudiciais e arbitrárias: Confisco dos bens religiosos pelo Estado, expulsão dos jesuítas do Brasil e proibição da fundação de novos conventos e mosteiros religiosos."
A verdade é que Ruy Barbosa, como é de conhecimento geral, era Maçom. Vê-se, pois, um Maçom atendendo ao pedido da Igreja, já que esta encontrava-se separada do Estado e, este, desejava o confisco dos bens. Sem duvida, não seria um confisco, mas uma "devolução" ao Estado, já que Igreja e Estado formavam quase que um só poder.
Ainda assim, o Maçom Ruy Barbosa não permitiu a inserção na Carta Constitucional de 1890 as "três medidas altamente prejudiciais" à Igreja.
Passados cem anos, esquecem-se estes caluniadores, que a Maçonaria teve relevante papel na História do Brasil e que, atos de Maçons favoreceram, inclusive, a própria Igreja Católica Apostólica Romana.
A Maçonaria, em momento algum, prega a impossibilidade do católico ingressar em seus quadros. Ao contrário, uma grande parte dos Maçons são da Igreja Católica; "neste ponto posso estar equivocado".Uma outra parte é protestante (evangélicos como Batistas e *Presbiterianos), além de diversas outras religiões, como os judeus, etc.
Graças a Maçonaria, o Homem pode, hoje, fazer parte de qualquer religião que não seja a Católica, pois foi a Maçonaria que ajudou a introduzir e protegeu os primeiros missionário protestantes no Brasil. Antes a Igreja Católica, era a única Igreja no Brasil e não tolerava os que eram contrários a sua política.
Foi um Lider da Igreja Presbiteriana da Inglaterra que comandou a Fundação da Grande Loja da Inglaterra e criou as Constituições da atual Maçonaria, as Constituições de Anderson.
Fonte: Guia do Maçom
Texto pesquisado em vários tratados.

terça-feira, 8 de julho de 2008

TEXTO ANÔNIMO ENCONTRADO NA INTERNET, REPUDIANDO A OSTENTIVA DIFAMAÇÃO DA ORDEM MAÇÔNICA.

Ninguém pode, aqui na Terra, por vaidade ou por presunção, julgar-se dono da verdade. Algumas pessoas e seitas que exploram a fé dos inocentes fazem acusações tendenciosas e absurdas tentando inutilmente denegrir a imagem da verdadeira e milenar Franco-Maçonaria Universal.
Já provamos desta ira "em nome de Deus" antes, quando vários Irmãos e suas famílias foram queimados vivos nas fogueiras da Santa Inquisição, suas propriedades confiscadas e excomungados pela Igreja, acusados de heresia, por lutarem a favor do povo.
Ao contrário deles, não inventamos curas nem operamos milagres, nem tiramos o pão que alimenta a família do pobre iludido trabalhador. Como num show, repleto de "marketing", eles fazem da fé um produto de sucesso, prometem a salvação, urram blasfêmias, ofensas e ameaças, baseadas na ignorância absoluta, no fanatismo cego e na perversidade feroz, visando apenas a auto-promoção.
Nunca questionamos a existência de nosso Deus Jeová, Criador dos Céus e da Terra, nem a do Cordeiro de Deus, nosso único Salvador Jesus Cristo, pois seria contra os nossos ensinamentos e nosso credo na Santíssima Trindade.
A Maçonaria não costuma divulgar ou alardear seus feitos, porque achamos que, o que a mão direita doa, a esquerda não precisa saber, justamente para combater a vaidade. Mas, diante das calúnias, resolvemos, num ato isolado, desmentir os falsos profetas, verdadeiros lobos disfarçados de ovelhas, que agridem os seus semelhantes, zombando dos ensinamentos do Pai, usando em vão o Santo nome de Deus, o Grande Arquiteto do Universo.
01 - A Maçonaria não é uma religião, nem uma seita, como eles insistem em mentir e, sim, uma instituição que adota um movimento filosófico, moral e espiritual, cujo escopo maior é o aperfeiçoamento do homem, desprezando-se a letra que mata, em favor do espírito que vivifica. A essência da Maçonaria tem sua origem com a criação do próprio universo, quando Deus lançou os fundamentos morais e espirituais da evolução.
02 - O candidato para entrar na Maçonaria, tem que crer em Deus, amá-lo sobre todas as coisas e ser sensível ao bem, além de ser um homem livre e de bons costumes.
03 - Sempre abominamos os sacrifícios, o reino das trevas e seus adeptos.
04 - Em todas as nossas reuniões, usamos a Bíblia Sagrada como o Livro da Lei.
05 - A Maçonaria não faz distinções de raça, cor ou de credo.
06 - O lema da Maçonaria é: Liberdade (de toda escravidão), Igualdade (perante Deus) e Fraternidade (para com os filhos de Deus).
07 - A família para a Maçonaria é a base de tudo, depois de Deus.
08 - A Maçonaria ensina que devemos nos preparar para vida eterna com fé, esperança e caridade, e nossa vida profana tem que seguir nos trilhos da humildade, honestidade e fraternidade.
09 - Nem todos que se dizem "Maçons" o são de fato, e nem todas organizações que se intitulam "Maçonaria" (como a P2 na Itália) são regulares, ou seja, não são reconhecidas e nem fazem parte da Maçonaria Universal.
10 - Sempre combatemos o mal, a mentira, a ignorância, a tirania, a injustiça, o egoísmo, a ganância e as trevas.
11 - Existem vários exemplos da participação Maçônica em defesa dos povos em diversos fatos na história da Humanidade. Veja alguns:
a - Revolução Francesa;
b - Combate à Inquisição;
c - Lei do Ventre Livre;
d - Lei dos Sexagenários;
e - Abolição da Escravatura;
f - Independência do Brasil e da América Latina;
g - Proclamação da República;
h - Conspiração internacional contra o Nazismo e proteção aos judeus e minorias étnicas;
i - Campanhas nacionais contra as drogas;
j - Envio de alimentos e roupas para vítimas da seca e de inundações em várias ocasiões;
l - Manutenção de várias obras assistenciais no mundo, inclusive Católicas e de outras religiões; m - Alfabetização de adultos e crianças carentes em todo o Brasil e no mundo;
n - Hospitais espalhados pelo mundo e ambulatórios médico-hospitalares em vários municípios brasileiros, e muitas outras obras, que se fôssemos relatar, seriam necessárias várias páginas como esta.
Esperamos com isso esclarecer às pessoas que ouvem coisas estúpidas sobre essa Ordem que sempre contribuiu para o bem da Humanidade, e também alertar aos que acusam levianamente sem ter conhecimento de causa.
Este trabalho não é um manifesto oficial de um poder Maçônico, conforme citado anteriormente. O Grupo MC (Maçonaria Carbonária) é formado por Mestres oriundos de várias Lojas, unidos no firme propósito de vigiar (investigar) e combater a tirania, a opressão, os que deturpam e tentam denegrir a Ordem, os que desrespeitam os Landmarks e os princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Fonte: Loja Maçônica “22 de agosto nº. 1819”