domingo, 29 de junho de 2008

A TRADIÇÃO CULTURAL ANTI-MAÇÔNICA

As tradições se formam ao correr dos séculos e se integram tão profundamente ao complexo dos usos, costumes e crenças dos povos que nem leis, nem campanhas e nem quaisquer outras ações as podem erradicar ou mesmo abrandá-las de um momento para outro. Elas até podem desaparecer, ou apenas se modificar e abrandar, mas sempre no mesmo ritmo em que se formaram, lenta e progressivamente.
Por isso não se espere que a tradição cultural anti-maçônica, tão arraigada no mundo ocidental cristão, venha a se modificar radicalmente ainda em nosso tempo. Os mentores religiosos não estão nem de leve interessados em que isso aconteça, por um motivo muito simples: os papas do Catolicismo há mais de dois séculos e meio condenam oficialmente a Maçonaria como inimiga da Igreja, ou das igrejas cristãs. A tão propalada modificação do Código do Direito Canônico na verdade não modificou nada, pois a Igreja continua a excomungar os maçons. É só ler os Estudos da CNBB - 66.
Sendo a Maçonaria exatamente a mesma dos tempos do Papa Clemente XII, modificar agora a opinião equivocada oficial a seu respeito seria o mesmo que admitir que os papas que no passado sempre a condenaram estavam errados, uma hipótese inadmissível para uma autoridade suprema que se considera infalível.
Conviver pacificamente com a Maçonaria seria para as igrejas cristãs excepcionalmente fácil. Bastaria simplesmente que suprimissem oficialmente de suas instruções aos fiéis as restrições e as condenações, como por exemplo, as contidas no opúsculo antes citado, cujas declarações ainda estão em vigor, e onde está escrito claramente que os maçons ainda continuam a ser excomungados.
O que na verdade as igrejas cristãs pretendem é que a Maçonaria deixe de ser o que é e se adapte aos desejos das autoridades eclesiásticas, de acordo com pensamentos medievalistas que ainda vigoram, infelizmente. O que principalmente incomoda essas autoridades é o sigilo, que gostariam ver extinto, pois ele impede a intromissão em nossas lojas. O opúsculo Estudos da CNDD-66 é bastante claro a esse respeito ao propor o diálogo entre a Maçonaria e a Igreja: "Mas um diálogo onde todos se apresentem abertamente, sem esconder ou disfarçar nada, nem do seu ser nem dos seus objetivos". Quem estaria escondendo o quê, se as iniciativas de diálogo sempre partem da própria Igreja?
Vale acrescentar que as religiões cristãs não católicas que se formaram a partir de dissidências da Igreja Católica, e cujos primeiros pastores e ministros certamente já haviam absorvido a danosa cultura anti-maçônica, com raras exceções, seguem a mesma atitude da Igreja da qual se originaram.
Assim, qualquer movimento para erradicar das comunidades das igrejas cristãs a cultura anti-maçônica somente poderia ser encetada a partir de superiores hierárquicos do Catolicismo e de pastores ou dos ministros das demais religiões. É sobejamente sabido que o contexto popular de um modo geral não responde a argumentos e pregações lógicos, mas apenas a apelos e pregações sentimentais de seus dirigentes religiosos.
Entre os maçons, mesmo entre os que são cristãos, essas condenações não surtem o efeito esperado porque os iniciados cedo percebem, através do convívio com os irmãos em suas lojas, que não há nelas nada contra religião alguma. Assim as sanções e as excomunhões caem no vazio e no ridículo. Isso é comprovado pelo fato de uma alta percentagem dos cinco milhões de maçons espalhados por toda a Terra serem membros ativos de igrejas cristãs que condenam a Maçonaria.
Como teria começado essa cultura anti-maçônica e porque estaria ainda muito presente entre o povo cristão neste terceiro milênio?
O primeiro grande passo foi dado pelo Papa Clemente XII no ano de 1738, com sua constituição apostólica In Eminenti Apostolatus Specula. Os motivos alegados no documento estão na verdade simplesmente ligados a uma questão de poder civil, pois não devemos nos esquecer que o papa era, e ainda se considera assim, o rei dos Estados Pontifícios. Eles ocupavam, durante todo o século XVIII, a parte central da Itália atual. Portanto era civilmente um potentado absolutista, que defendia seu poder com exércitos e manobras políticas e militares que nada tinham a ver com a defesa da fé. Agia tal qual o faziam todos os outros potentados. A Maçonaria foi olhada por aquele papa simplesmente como um possível inimigo do seu poder e não como inimigo da fé.
Ele condenou a Maçonaria porque outros soberanos já o haviam feito, porque as suas reuniões secretas poderiam pôr em perigo o Estado, já que se subtraiam ao poder de vigilância policial; exigiam juramentos, o que Igreja considera exclusividade sua; porque o segredo poderia afastar fiéis do controle pessoal da Igreja e desviá-los da sua "santa obediência"; e porque "todas essas suspeitas tornavam os Maçons suspeitos de heresia". A todo este fictício rol de suspeições está acrescentada esta coisa muito estranha "...e por outras causas justas e razoáveis por nós conhecidas", como se estivesse sendo escrito "e qualquer outra causa que julgarmos conveniente".
Um édito do Cardeal Firrao, de janeiro de 1739, confirmou a condenação esclarecendo que todos os que tivessem relacionamento com as lojas maçônicas e com os maçons pessoalmente seriam excomungados e condenados a morte com o confisco de seus bens. Era a voz de uma Inquisição felizmente já enfraquecida.
A condenação papal seguinte foi a constituição apostólica Providas, do Papa Bento XV, de maio de 1751, que reproduziu quase integralmente a de Clemente XII. Estas condenações papais foram seguidas de muitas outras, todas reproduzindo as mesmas condenações baseadas nas mesmas suspeitas de Clemente XII. A presença do espírito da Inquisição está claramente delineada nas atitudes da Igreja contra a Maçonaria. Mas felizmente o seu poder já declinara e não permitia mais executar hereges ou suspeitas de heresia.
As notícias dessas condenações papais se espalharam rapidamente por todo o mundo ocidental cristão, e os eclesiásticos do primeiro degrau da escala hierárquica, os vigários e os curas, celeremente trataram de difamar os maçons e a Maçonaria perante os fiéis de suas paróquias, dizendo-os mancomunados com o diabo para destruir a Igreja e o Papado.
A mente popular assim insuflada deu asas à sua fantasia e estabeleceu-se essa cultura anti-maçônica tão conhecida de todos. Muitos, ainda hoje, acreditam piamente que os maçons ao serem iniciados entregam sua alma ao diabo assinando com seu próprio sangue um terno de compromisso e outras tolices mais dessa espécie. São coisas tão ignorantes e tolas que comprometem por demais o conceito de seriedade das autoridades da Igreja ao não se empenharem decididamente em combatê-las.
Apesar das afirmações em contrário dos representantes da Igreja, ainda hoje os maçons continuam sob excomunhão, um resquício medieval que ninguém mais leva a sério, que nenhum efeito mais produz e que de há muito deveria estar abolido se as intenções de boa convivência fossem realmente sérias.
Além das igrejas cristãs também nos países do mundo ocidental onde imperou o Comunismo foi a Maçonaria sempre tradicionalmente considerada inimigo público e drasticamente abafada ou eliminada com o confisco de seus bens e a desapropriação de suas sedes, com a prisão de seus membros e a eliminação ou banimento de seus dirigentes. Os motivos alegados pelos governantes são em tudo semelhantes aos alegados na bula In Eminenti...de Clemente XII.
Parece haver consenso geral entre os ditadores de que aqueles que se reúnem discreta ou secretamente devem estar presumivelmente conspirando contra as autoridades, uma razão muito forte em regimes ditatoriais. Houve entre esses países uma exceção honrosa, Cuba, por motivos pessoais de seu mandante supremo, Fidel Castro.
O Comunismo e as religiões cristãs têm sido secundados pelos regimes totalitários, como o Nazismo e o Fascismo, e as ditaduras pró-católicas como as do Chile, de Portugal e da Espanha. Isso não ocorre nos meios religiosos não teístas orientais, como no Hinduismo, Budismo e outros, nem no Islamismo ou no Judaísmo, porque neles não se estabeleceu uma cultura anti-maçônica.
Como o comunismo e os regimes ditatoriais praticamente deixaram de existir no mundo ocidental, e os governos democráticos de um modo geral ignoram a existência da Maçonaria, os problemas do relacionamento Maçonaria/Sociedade estão atualmente restritos ao mundo do Cristianismo. Dessa forma, os fatos de aversão à Maçonaria estão bem regionalizados e delimitados ao Ocidente histórico, ou seja à Civilização Ocidental Cristã.
Todas essas condenações à Maçonaria foram deflagradas a partir da entrada da Maçonaria no continente europeu no segundo quartel do século XVIII (1725-1750). Quando ainda restrita à Inglaterra, que se subtraíra a influência de Roma, ela floresceu com liberdade porque nesse país a Inquisição não mais podia agir. Na Europa continental esse profundo e forte sentimento de desconfiança e de oposição à Maçonaria se fixou especialmente entre as pessoas menos cultas, isto é, aquelas que aceitam com facilidade e sem prévia análise racional crenças, crendices e histórias fabulosas.
Estas pessoas menos cultas não estão apenas entre os analfabetos. Podem ser encontradas em todas as camadas sociais e em todos os níveis de instrução, desde os alunos das escolas secundárias até os níveis universitários mais avançados. Ser culto é saber usar a razão, e nem todos os homens instruídos, mesmo os de alto nível, sabem desenvolver a sua racionalidade com respeito aos elementos de sua tradição cultural.
Para melhor compreender o sentido da expressão tradição cultural a que nos referimos com certa freqüência, esclarecemos que assim se compreende o conjunto dos conhecimentos, usos, costumes, lendas e crenças que se transmitem e se ampliam de geração em geração, tanto sustentados pelos grupos ou clãs familiares como por associações civis e para-religiosas, mas principalmente pelos apelos de mandatários religiosos.
Fonte: Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

MAÇONARIA NA ALEMANHA NAZISTA


Os arquivos preservados do Reichs sicherheits hauptamt (Principal escritório de Segurança do Reich) revelam a perseguição aos maçons. Enquanto o número não é exatamente conhecido, estima-se que entre 80.000 e 200.000 maçons foram exterminados sob o regime nazista.


Em 1926, a pequena flor azul, conhecida em vários idiomas como Não-Te-Esqueças-De-Mim(conhecida com o nome científico de Myosótis) foi inicialmente usada pela Grande Loja Zur Sonne como um emblema maçônico na convenção anual em Bremen, Alemanha. Então em 1934, os nazistas apresentaram o Winterhilfswerk, um a suposta organização beneficente, que na verdade coletava dinheiro para rearmamento. Os contribuintes recebiam uma insígnia que mudava toda primavera. Em março de 1938 a Não-Te-Esqueças-De-Mim---Feita pela mesma fábrica como insígnia maçônica---foi escolhida, possibilitando os maçons a usá-la como um símbolo secreto da irmandade.


Depois da segunda guerra mundial, a flor Não-Te-Esqueças-De-Mim foi usada como um emblema maçônico na primeira Convenção Anual em 1948 das Grandes Lojas Maçônicas Antigas e Aceitas da Alemanha. A insígnia é agora usada na lapela do paletó pelos maçons ao redor do mundo para lembrar todos aqueles que tem sofrido em nome da maçonaria, e específicamente, aqueles durante a era nazista.


Fonte: Blog do Poeta e Escritor Odmar Braga M.·.I.·. Venerável Mestre da A:.R:.L:.S:. Luz da Acácia 3844,do Rito Escocês Antigo e Aceito,Oriente do Recife/Pe.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

OS 33 MANDAMENTOS DA MAÇONARIA

1º - Adora o Grande Arquiteto Do Universo;
2º - O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto consiste nas boas obras;
3º - Tem sempre a tua alma em estado de pureza, para que possas aparecer de um momento para outro perante o Grande Arquiteto;
4º - Não sejas fácil em te encolerizar; a ira é sinal de fraqueza;
5º - Escuta sempre a voz de tua consciência;
6º - Detesta a avareza, porque, quem ama demasiado as riquezas, nenhum fruto tirará delas, consistindo isso egoísmo;
7º - Na senda da honra e da justiça está a vida; o caminho extraviado conduz à morte espiritual;
8º - Faz o bem pelo próprio bem;
9º - Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado;
10º - Não te envergonhes do teu Destino, pensa que este não te desonra nem te degrada. O modo como desempenhas a tua missão é que enaltece ou amesquinha perante os homens;
11º - Lê e medita, observa e imita o que for bom; reflexiona e trabalha; ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e trabalharás para ti;
12º - Contenta-te com tudo e com todos;
13º - Não julgues superficialmente as ações de teus Irmãos e não censures aereamente. O julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só Ele pode sondar o coração das criaturas;
14º - Sê, entre os profanos fracos, sem rudeza, superior sem orgulho; humilde sem baixeza; e, entre Irmãos, firme sem obstinação, severo sem inflexibilidade e submisso sem servilismo;
15º - Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados;
16º - Exato observador dos homens e das cousas, atende únicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for a camada social, posição e fortuna a que pertence;
17º - Se o Grande Arquiteto te der um filho, agradece, mas cuida sempre do depósito que te confiou. Sê, para essa criança, a imagem da Providência. Faz com que até aos 12 anos tenha temor a ti; até aos 20 te ame e até a morte te respeite. Até aos 12 anos sê o seu mestre; até aos 20 seu pai espiritual e até a morte seu amigo. Pensa mais em dar-lhe bons princípios do que belas maneiras; que te deve retidão esclarecida e não frívola elegância. Esforça-te para que seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia;
18º - Ama o teu próximo como a ti mesmo;
19º - Não faça o mal, embora não espere o bem;
20º - Estima os bons, ama os fracos, atende aos maus e não ofendas a ninguém;
21º - Sê o amparo dos aflitos; cada lamento que tua dureza provocar, são outras tantas maldições que cairão sobre a tua cabeça;
22º - Com o faminto, reparte o teu pão; aos pobre e forasteiros dá hospitalidade;
23º - Dá de vestir aos nus, mesmo com prejuízo do teu conforto;
24º - Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilie sempre;
25º - Não lisonjeies nunca teu Irmão, isso corresponde a uma traição; se te lisonjearem receia que te corrompam;
26º - Respeita a mulher, não abuse jamais de sua debilidade; defende-lhe a inocência e a honra;
27º - Fala modernamente com os pequenos, prudentemente com os grandes; sinceramente com os teus iguais e teus amigos; docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral;
28º - O coração dos justos está onde se pratique a virtude, e o dos tolos, onde festeja a vaidade;
29º - Não prometas nunca sem a intenção de cumprir; ninguém é obrigado a prometer, mas prometendo é responsável;
30º - Dá sempre com satisfação, porque mais vale uma negativa delicada do que uma esmola que humilhe;
31º - Suporte tudo com a resignação e tem sempre confiança no futuro;
32º - Faz do teu corpo um Templo, do teu coração um Altar e do teu espírito um apóstolo do Amor, da Verdade e da Justiça;
33º - Concentra, ao menos uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma, no sentido de estares em contato com o Grande Arquiteto do Universo. (que é DEUS)

terça-feira, 24 de junho de 2008

A MISSÃO


Maçonaria está submetida a provas duríssimas, mas resistirá heroicamente todos os golpes e sairá fortalecida sempre, sempre e sempre. Na senda do Mundo há nascido uma árvore nefasta e frondosa: A crueldade, que produziu ditadores, traidores, corruptos, falsos profetas e sem princípios que caluniam irresponsavelmente usando o nome do Senhor nosso Deus, abusam da fé e da confiança do povo em todas as épocas e de todos os tamanhos, cheios de vaidades e ambições, duros de corações, carentes de escrúpulos, inimigos da liberdade de ação e inimigos portanto da Maçonaria, que tem a Verdade e a Justiça como pilares básicos de seu Templo imortal.


Mas a Maçonaria tem uma missão a cumprir, e a cumprirá a despeito de todos quantos contra ela se voltem pois está acima de qualquer seita. Em saber esperar e em saber resistir está sua força e em ter a Razão contra tudo que seja Escravidão, Ignorância, Fanatismo e Aviltamento, pois o Grande Arquiteto do Universo exercerá eternamente a força derrotando estes inimigos".


Sua grande missão é Glorificar o nome Do Grande Arquiteto do Universo e elevar, iluminar, impulsionar e redimir a humanidade. Dar a conhecer que não estão sós (isolados) do mundo. Que seu progresso é o resultado de uma cadeia de homens decididos e virtuosos, prontos para se levantarem contra a tirania, assim mesmo os passos que hão dados na senda do progresso são tão curtos tal como exíguo é o tempo que leva a Família Humana na face da Terra comparado com a idade dos planetas. O transito da humanidade pode considerar-se como raiz da arvore que um dia luzirá copa frondosa, sustentada por tronco rijo e idoso do qual somos a primeira célula.


Dizer que assim como o Sol ilumina os bons e os maus, dá calor a todos sem exceção, assim a Maçonaria deve estender seu amor e sua beneficência a todos quantos o rodeiam, sem distinção, sem malevolência e sem rancores, porque tanto como o Amor é fértil o Ódio é estéril, que não se reconheça mais títulos e nem vantagens e que não desvirtue o estreito acatamento à Moral e ao exercício da virtude. Que seja bom, amoroso, honrado e excessivamente virtuoso. A Maçonaria é a mãe da sabedoria humana, diz ao homem com sublime doçura e amor:


"Cumpre a tua missão, custe o que custar. O caminho para teu próprio convencimento que queiras seguir, não me importa, para isso te deixo em liberdade de consciência, por isso não pugno por nenhuma religião e te convido ao estudo e a meditação sobre o único livro que há estudado o homem profundamente, e de onde ele tem tirado todo o seu conhecimento.


Este livro é o Livro da Lei (Bíblia Sagrada) onde estão registradas as Pérolas; (todo o saber Maçônico), que não podemos entregar para que pisem com os pés. Deus é a causa criadora, ordenadora. Esse Deus Eterno Onisciente, Onipotente e Onipresente, criador dos Céu e da Terra, é a única Verdade que conduz à vida eterna e sem ele a nossa amada e Sublime Ordem não existiria, pois está alicerçada na Fé, Esperança e Caridade e projetada com Liberdade, Igualdade e Fraternidade pelo nosso Grande Arquiteto do Universo. Independentemente do teu pensamento verás que o Universo teve forçosamente uma origem que escapa aos ditames de tua razão e deve ter, também, um fim posterior que se esgote em si mesmo, um fim cuja natureza a Maçonaria não te revela e não te ensinará a elucidar porque, humilde, cientifica e razoável, se conforma que vivas bem toda a tua vida, com o pensamento de que, se a tua morte sobrevivesse a tua alma, terás preparado teu caminho a percorrer em outra vida, a vida eterna, e é nessa outra vida, que verás que nada foi em vão, e nada haverás perdido em viver bem a presente"


A Maçonaria cumpre sua missão incansavelmente, com denodo, valor e perseverança. E sua doutrina é o amor. Não há ser no mundo que não melhore em algo sua alma enquanto ama outro ser, ainda quando se trate de um amor vulgar. E os que não deixam de amar não seguem amando senão porque é a mais divina e ao mesmo tempo a mais profunda virtude humana.


Que a Razão e o Amor lutam primeiro com violência em uma alma que se eleva, mas a Sabedoria nasce da paz que acaba de fazer-se entre o Amor e a Razão, e essa paz é tanto mais profunda quanto mais direitos haja cedido a Razão para o Amor.


Não chegamos a ser verdadeiramente justos senão desde o dia em que nos vemos reduzidos a buscar em nos mesmos o modelo da justiça.


A inteligência ao mostrar-nos por assim dizer, a imensidade de nossa impotência, nos toma a dor de nossa derrota.


Grande é a vontade de Deus, mas não a vemos ( como o vento por exemplo ) e isso, se reflexiona, é natural porque todas as dádivas de Deus são invisíveis, como a providencia Paternal, que é espírito puro.


No fundo da humilde vida do justo só são inalteráveis e imóveis a Justiça, a Confiança, a Benevolência, a Sinceridade e a Generosidade.


A missão da Maçonaria Universal é espargir os postulados do Amor. Ela não tem donos, não é um negócio, não é uma profissão. O amor nos abre os olhos para muitas verdades pacificas e doces e nos dá a oportunidade de conhecer e admirar, em um objeto único, o que não havíamos tido, nem em idéia, concebido em mil objetos diversos. E com isso se alarga nosso horizonte e mais se estende o alcance de nosso coração.


A Maçonaria é para poucos, mas estes poucos muito fazem pela humanidade. Muitos adentram por curiosidade, logo saem, e continuam sendo profanos.


FONTE: GUIA DO MAÇOM 1998

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Significado dos Rituais Maçônicos

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O Ritual Maçônico está situado no Ritual Supremo. Por meio dele, seus participantes se põem em contato com a gigantesca atividade do G.A.D.U., capacitando o maçom a colaborar humildemente na consagração diária do Universo na manutenção de toda a vida.



Uma Loja Maçônica perfeita é a representação simbólica do Univerno, suas leis e da Hierarquia de Poderes que o dirige e governa. Nos rituais, desde a abertura até o encerramento, é executado simbolicamente o drama cíclico de ínicio e fim das ativadades progressivamente evolutivas levadas a cabo num Universo segundo G.A.D.U. Segue-se o divino ritual de criação, desenvolvimento e extinção de um Universo, e cado ato tem um significado cósmico muito além das concepções sobre a importância do Ritual.



G.A.D.U. significa Grande Arquiteto do Univerno. É a forma genérica como é chamado Deus, já que homens de várias religiões participam da Maçonaria, ou seja, é um movimento ecumênico.


Todos os Oficiais da Loja exercem funções similares às que, nos níveis superiores do Universo, desempenham os excelsos Oficiais da perfeitíssima Grande Loja Branca. - Grande Fraternidade Branca de Mestres Iluminados, que guiam a humanidade para o caminho do bem.



O Ritual Maçônico está situado no Ritual Supremo. Por meio dele, seus participantes se põem em contato com a gigantesca atividade do G.A.D.U., capacitando o maçom a colaborar humildemente na consagração diária do Universo na manutenção de toda a vida, e assim, por alguns momentos, o maçom é mais que humano, é divino - que isso não seja interpretado com blasfêmia.






domingo, 22 de junho de 2008

O QUE É QUE DEVO FAZER PARA SER MAÇOM?

Se você conhece um Maçom, dirija-se a ele, é a melhor forma de se bater as portas da Maçonaria.
Se não, não se preocupe, dirija-se a uma Loja e lá entre em contato com alguma autoridade, como Secretário da Loja, expondo suas razões e o seu desejo de ser Maçom.

Procure a loja mais próxima da sua residência para que façam uma pesquisa sobre a sua pessoa, para isto, você deve lhes entregar um currículo com todos os seus dados pessoais, caso a loja verifique com a aprovação unânime de todos os seus membros que você deve ser contatado, isto se fará de forma pessoal, e por um dos Mestres Maçom da referida Loja.

Esta pesquisa poderá demorar de um a dois anos, isto é, se tudo correr bem. Pode ocorrer que exista alguma circunstância em sua vida, que deverá ser aguardado o seu desfecho antes de ser oficialmente contatado por um membro da Loja Maçônica.

Espero ser convidado?

Não. O interessado deve dar o primeiro passo. A loja e seus membros poderão, de uma forma sutil e sem ser demasiado eloqüentes, informar sobre a Maçonaria, porém, em nenhum caso poderão tentar convencer-lhe que ingresse. Querer ser Maçom deve nascer no coração do homem, nunca deve ser imposto por outros que com ele se relacionoe.

Como se entra para a Maçonaria?

Recomentdações da ARLS Guatimozin Nº 66 - GLESP. Esta página é dedicada a pessoas que procuram orientação para ingressar na maçonaria, com o intuito de esclarecê-las nos requisitos básicos.

Maçonaria é uma Instituição milenar e tradicional. Já foi bem mais secreta.
Hoje em dia ela é, antes de tudo, discreta, embora vários de seus princípios permaneçam consagrados e imutáveis.
A legítima e verdadeira Ordem Maçônica só pode admitir para ingressar em seus quadros, homens livres e de bons costumes, civilmente capazes, de boa saúde física e mental, amado e amoroso em seu seio familiar, crente em um Ser Superior e com condições de acrescentar algo de útil a si mesmo e à sociedade da qual faz parte.
Partimos do princípio que somente um verdadeiro maçom saberá quem poderá ser também um verdadeiro maçom.

Assim, apenas o contato pessoal e direto, por prazo relativamente longo, poderá autorizar alguém a pleitear o exame de suas condições para eventual admissão na Maçonaria. Não acredite em convites feitos pelo correio, pelo jornal, revistas ou até mesmo pela Internet, principalmente aqueles que cobram alguma taxa ou valor em dinheiro como condição para ser "iniciado".
Um amigo, colega de trabalho ou de estudo, que mostra uma conduta ilibada na vida pública e particular, pode ser um verdadeiro Maçom, discreto e atuante. Se você seguir-lhe os bons exemplos e se dedicar a aprimorar sua conduta, poderá ser agradavelmente surpreendido com um convite para ingressar em nossa Sublime Instituição. Buscamos sempre nos aprimorar e aperfeiçoar. E essa procura é infindável, incessante e difícil, mas também é, para nós Maçons, extremamente estimulante!!! Continue honrado, atuante e livre de preconceitos, acreditando fielmente no Deus que habita em seu coração.

Um dia as portas do seu Templo poderão lhe ser abertas. E nesse dia, nós teremos a grata emoção em lhe dizer:

-- Seja bem-vindo, meu querido Irmão! --

FONTE: Samauma – Portal Maçônico.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

REGULARIDADE MAÇÔNICA - A VERDADE -



A MÃE DA MAÇONARIA


- A verdade que se esconde propositalmente -



Em um sentido lato, denomina-se Maçonaria Regular, aquela maçonaria que se atem a uma serie de normas e regras amplamente aceitas, como essencialmente maçônicas. O conceito de regularidade que se exerce em Maçonaria tem a mesma importância que teria em qualquer outra instituição que quiser assegurar um funcionamento ordenado de suas estruturas.
Não obstante, algumas das principias organizações maçônica discrepam sobre quais deveriam ser os critérios de regularização. Assim como, muitas delas, ainda mantém intactos vários dos princípios fundamentais, apesar de terem modificados tais critérios, alternativamente em um, ou outro sentido, porem o conteúdo principal faz parte de um debate aberto, gerando sérias dicotomias no seio da fraternidade maçônica.





BREVE RESENHA HISTÓRICA




Existe um acordo geral sobre o fato de que a moderna Maçonaria ou a Franco-maçonaria Especulativa nasce em 1717, quando quatro Lojas de Londres se unem para criar uma instituição de maior nível, denominada Grande Loja de Londres, constituindo um tipo de maçonaria nova que, se baseia no modelo organizativo dos antigos maçons operativos (obreiros), consequentemente, já não se dedica à construção de edifícios, se não a elevação de um “Templo Ideal”, baseada nos princípios da sabedoria e da moral.


Rapidamente se iniciou a criação de novas lojas desta modalidade, tanto em Londres como em ouras regiões da Inglaterra e Europa, sob a jurisdição da recém nascida obediência e, que já em 1723, se aprova sua Carta Magna. Este documento, elaborado por Anderson e sendo o único documento oficial que se conserva oficialmente do tempo em que a Franco-maçonaria Especulativa se estabeleceu sobre a Franco-maçonaria Operativa. Ha um acordo prévio para ser considerado o documento base da maçonaria moderna. A parte essencial destas “Constituições de Anderson” é a que trata dos deveres do um Franco-maçom. Estes deveres constituem a verdadeira Carta Constitucional da Franco-maçonaria especulativa ou moderna franco-maçonaria; é a eles que devemos nos referir para interpretar o verdadeiro espírito dos fundadores da Franco-maçonaria. Os regulamentos gerais que figuram nestas “Constituições” foram modificadas em pormenores pela Grande Loja Unida da Inglaterra.


Cada Potencia Maçônica passou a adotar as regras que melhor pareciam fortalecer o processo de desenvolvimento, conseqüentemente não podemos levantar nenhuma objeção a este fato, posto que o Artigo “39” dos Regulamentos Gerais de 1723, determina que a “Grande Assembléia Anual tem poder e autoridade suficiente para introduzir modificações o expedir novos regulamentos em beneficio da Fraternidade, sempre e quando se respeitem os antigos Lindeiros” portanto, os legisladores Maçônicos não puderam jamais se por de acordo tanto em numero quanto a formulação exata destes documentos. Por isso, podemos dizer ser impossível a intervenção de uma autoridade arbitral para assegurar como uma condição de regularidade o ser destes “Lindeiros” sob a ótica de que nenhum destes textos tem se apresentado o se ratificado como um texto exato por qualquer autoridade reconhecida.


Os “Deveres” de Anderson de 1723 são o único texto que podem sentir-se vinculados todas potencias maçônicas universais. Este valioso documento foi escrito no inicio do século XVIII com o sentido de que as palavras exerciam em seu contexto; certamente impregnada de concepções espirituais que consideradas no contexto universal nesse momento; no entanto, para aqueles que desejam mergulhar num significado mais profundo, deveria visualizar este conteúdo, com um espírito mais tolerante e continuo expressando aspirações mais nobres e exaltando a Irmandade em passagens belas que jamais poderíamos meditar profundamente neles.



AS DUAS CORRENTES DA REGULARIDADE MAÇÔNICA



A Maçonaria atual está dividida em duas correntes principais, de um lado uma liderada pelo Grande Oriente da França e a outra Grande Loja Unida da Inglaterra .


Pode-se dizer de uma forma geral, que todos estão de acordo com a legitimidade da origem, pois, é essencial isto, para que a obediência seja considerada regular. Esta legitimidade de origem implica que qualquer nova obediência deva receber o certificado ou transmissão da regularidade de outra obediência regular, considerando-se a antiga Grande Loja de Londres, como a obediência que emana, em principio, tal regularidade.


Todavia, tanto o Grande Oriente da França como o da Grande Loja Unida da Inglaterra, que apesar de ambas terem sua origem nesta frente legitima, discrepam sobre os princípios da regularidade maçônica.


A Grande Loja Unida da Inglaterra, a sua vez, estabeleceu em 1929, os seguintes critérios, vigentes na atualidade, que devem cumprir as obediências que desejam estabelecer com ela:

1- A obediência deve haver sido legalmente estabelecida por uma Grande Loja Regular ou por três ou mais lojas funcionando sob os auspícios de uma Grande Loja regular.

2- Haverá de ser realmente independente e possuir governo próprio, com autoridade não discutida sobre os Graus simbólicos da Franco-maçonaria ( ou seja, aprendiz, companheiro e mestre) sob sua jurisdição e não estar vinculada de nenhuma outra forma ou vir a compartir soberania com qualquer outro corpo maçônico.


3- Os francos-maçons no âmbito de sua jurisdição deverão ser exclusivamente homens e tanto ela como suas lojas não poderão ter contatos maçônicos com lojas que admitam mulheres.


4- Os francos-maçons no âmbito de sua jurisdição deverão crer em um Ser Supremo.


5- Todos os francos-maçons no âmbito de sua jurisdição deverão assumir seus compromissos sobre o Livro da Lei Sagrada ( A Bíblia) ou a vista dele ou do livro considerado sagrado, que através dele se realiza o compromisso maçônico.


6- As três ·”Grande Luzes” da Franco-maçonaria ( ou seja, a Bíblia, o esquadro e o compasso) deverão estar expostos quando estiverem abertas, tanto a Grande Loja quanto suas lojas subordinadas.


7- A discussão sobre religião ou política no âmbito de suas Lojas deve ser proibida.


8- Além do mais, deve-se manter a obediência aos princípios pré-estabelecidos ( dos antigos “Landmarks”) ou “Marcas de referencia”) e dos costumes da Franco-maçonaria, devendo-se exigir o seu cumprimento no âmbito das suas Lojas.


A Grande Loja Unida da Inglaterra, estabelece um critério mais complexo que a sua própria forma de organização. Observa-se “que algumas modalidades de corpos maçônicos não levam em conta este dispositivo legal. Por exemplo, aquelas obediências que não requerem a exigência da crença de um Ser Supremo, o que dão liberdade de participar como tais em matérias políticas. Estes corpos de potencias são consideradas pela Grande Loja da Inglaterra como irregulares no conceito Maçônico e o contato com eles esta proibido”. Os pontos essenciais de discrepâncias se contemplam nos dispositivos 4, 5 e 6 e envolvem o Livro da Lei Sagrada além da obrigatoriedade de professar a crença no Grande Arquiteto do Universo e em seu testamento revelado, ou seja a Bíblia e o Dogma.


A pergunta que deve- se fazer é:


- Em virtude de que o dever antigo se exige a presença da Bíblia em Loja? Qual é o Lindeiro que o subscreve? A verdade é que por mais que retrocedemos no tempo, não encontramos qualquer sinal de pratica deste uso.


Apesar da existência dos manuscritos que se conservam no museu britânico, que regulam determinados deveres religiosos, de caráter basicamente não confessional, não aparecem no contexto deles, nenhum uso da Bíblia ou de qualquer outro livro sagrado. Além do mais, se sabe que na origem da Grande Loja da Inglaterra não fez qualquer uso da Bíblia em seu altar, e pelo menos até o ano de 1760, apesar de que seja considerada uma das Grandes Luzes da Maçonaria.


Por exemplo, se tem provas de que o Grande Oriente da França foi originado diretamente da primeira Grande Loja da França que foi fundada por maçons ingleses. Temos informação de que pelo menos durante dois séculos a Bíblia nunca foi considerada como uma Grande Luz. Porém não existe qualquer comprovação de que em qualquer momento, seja comprovado de que as primeiras Lojas francesas tenham trabalhado com a presença da Bíblia. Muito pelo contrario, na pratica dos rituais mais antigos que mantém o Grande Oriente da França, se observa que os candidatos a qualquer iniciação recebiam seus juramentos sob os auspícios da Constituição e da Espada.


Todavia, se verifica que no ano de 1849, influenciado pelos Eclesiásticos Galianos, o Grande Oriente da França rompeu com os costumes do passado fazendo a introdução em sua Constituição do principio dogmático da “Crença em Deus e na imortalidade da alma”. Logo depois, 28 anos mais tarde, em 1877, viu-se este principio eliminado da Constituição, cujo procedimento foi visto como uma negação formal da glorificação do GADU ( Grande Arquiteto do Universo) o qual era considerado falso. Com isto, em realidade o procedimento do Grande Oriente da França, consistia em retornar a suas tradições usualmente firmes, de respeito, tanto para os ritos, quanto para os aspectos de crença, e também para todas as concepções filosóficas existentes.


Assim, deve-se mencionar que o Artigo Primeiro da sua Constituição contempla que:


A Franco-maçonaria instituição essencialmente de caráter filantrópica, filosófica e de ação progressista, tem como objetivo, a busca da verdade, e o estudo da moral e da pratica da solidariedade,; trabalha pelo melhoramento material e moral, e o aperfeiçoamento intelectual e social da Humanidade. Tendo como princípios a tolerância mutua, o respeito ás demais pessoas como a si mesmo, e a liberdade absoluta da razão, da expressão e da consciência.


Considerando-se as concepções metafísicas como o domínio exclusivo da apreciação individual dos seus membros, não se aceita por tanto, qualquer afirmação de caráter dogmático. Alem do mais, tem como lema:




- Liberdade, Igualdade e Fraternidade.



Contudo, os problemas relacionados com a divisão maçônica, não esta situado na questão das urbanizações maçônicas de decidirem livremente, a questão de fundo que se baseia na pretensão em si, neste caso da Grande Loja Inglesa, se fazer uso extensivo do seu modelo usual, como forma de organização, como um modelo padrão, exigível às demais Lojas.


Não obstante, o enfoque do Grande Oriente com respeito às relações maçônicas é considerado distinto, visto que não requer nenhuma exigência “a priori” aquelas obediências que outorgam reconhecimento, tomando como base tão somente a sua origem, e a autoridade das suas Grandes Assembléias Anuais, reconhecida pelo Artigo “39” das Constituições de 1723, para estabelecer seus próprios regulamentos. Isto quer dizer, que o critério, se baseia por tanto, mais no aspecto da legitimidade de origem e na coincidência de princípios e objetivos, do que na adequação a princípios pré-estabelecidos para outorga de seus reconhecimentos.


Com respeito ao primeiro ponto, é necessário ressaltar o fato do Grande Oriente da França ser no contexto, de todas as Obediências maçônicas a instituição atual considerada como a mais antiga na maçonaria.

Efetivamente, o Grande Oriente da França, nasceu tecnicamente em 1738, e formalmente legalizada em 1773, (data que se oficializa o seu nome e aprova as modificações tais como: - a eleição democrática do Conselho da Ordem e do seu Presidente.). Considerando que a Grande Loja Unida da Inglaterra (considerada como o foco da regularidade inglesa) nasce em 1813, cujo fato é de suma importância, porque nenhuma Obediência no mundo da Maçonaria tem uma antiguidade comparável com a do Grande Oriente da França. É de se considerar, que as evoluções alcançadas em seu seio, com base na legitimidade, tanto na independência quanto na regularidade, consideradas tão valida como aquelas que mais tarde vieram a dar lugar no seio da Grande Loja Unida da Inglaterra.


A diferença existente entre ambas é que o Grande Oriente da França jamais pretendeu fazer valer o critério de maior antiguidade para impor suas próprias evoluções às demais Obediências regulares, aquelas que exercem respeito a sua soberania.


É de se considerar que o conceito de regularidade, utilizado como “marca de franquia” considera-se totalmente estranho, e de certo modo é considerado uma ação que fere marcadamente num âmbito mais amplo, para uma Obediência como o Grande Oriente da França, que ao longo dos seus três séculos de existência observa os procedimentos dos membros de outras Obediências; isto é visto como um requerimento de certa forma, ignorante, que lhes confere ao considerar o status de nascimento recente destas outras Lojas, constituindo assim, um ponto de observação, e conseqüentemente negando-lhes sua própria regularidade.


Isto é considerado negável, considerando-se uma Obediência através da qual emanam a maioria dos Ritos maçônicos, os usos e costumes, lemas e regulamentos que aqueles que o desconhecem, praticam hoje em dia. Tal procedimento é visto com “ a parábola do filho que nega a sua própria mãe.”


O Grande Oriente da França, considerada uma Obediência que através dos Artigos I e II de sua Constituição de 1773 respondia as questões de regularidade maçônica, da seguinte forma:

- O que é um maçom regular? É um maçom membro de uma Loja regular……..

- O que é uma Loja regular? É uma Loja concebida mediante constituições acordadas ou renovadas pelo Grande Oriente da França, que tem a potestade única de poder fazer isenções.

Se compreende que o debate sobre a regularização maçônica, estaria concluída pelo Grande Oriente da França se não fosse a argumentação constantemente utilizada como um dispositivo malévolo destinado a isolar, discriminar e dividir a sociedade maçônica.

Concluímos que, na verdade, a Grande Loja Unida da Inglaterra usurpou e usurpa a verdade histórica, insinuando-se a mãe da maçonaria, ao passo que a verdadeira Mãe da Maçonaria Especulativa (atual) é e sempre foi o Grande Oriente de França, que nasceu tecnicamente a 65 anos e de fato, 40 anos antes da Grande Loja Unida da Inglaterra.

É extremamente importante que os maçons brasileiros estudem, leiam e procurem se informar sobre a História da Ordem Maçônica e da maçonaria de um modo geral, e é preciso que se saiba que a própria maçonaria brasileira tem seu nascimento e reconhecimento no seio do Grande Oriente da França que, no início do século 19 foi quem abrigou os maçons do Brasil dando-lhes legitimidade. Por isso e por muito mais é que os maçons brasileiros PRECISAM CONHECER MAIS, em vez de ficarem se engalfinhando e enaltecendo uma pseuda regularidade vinda da Grande Loja Unida da Inglaterra, em detrimento de seus irmãos que vivem no mesmo solo Pátrio.



FONTE:
Revista Maçônica “FÊNIX”

(Traduzido pelo Venerável Ir.'. Vicente P.P. de Carvalho, 33º- membro do SUCRES-Bolívia)

Maio de 2007

A HISTÓRIA DA MAÇONARIA NO BRASIL

Desde a crise do Antigo Sistema Colonial, a maçonaria está presente em nossa história, destacando-se inicialmente, entre alguns revolucionários da Inconfidência Mineira e da Conjuração Baiana no final do século XVIII. Nesse período que antecede a Independência, a maçonaria assumiu uma posição avançada, representando um importante centro de atividade política, para difusão dos ideais do liberalismo anticolonialista.

Sua influência cresceu consideravelmente durante o processo de formação do Estado Brasileiro, onde apareceu como uma das mais importantes instituições de apoio à independência, permanecendo atuante ao longo de todo período monárquico no século XIX. Nesse processo, a história do Brasil Império é também a história da maçonaria, que vem atuando na política nacional desde os primeiros movimentos de independência, passando pelos irmãos Andradas no Primeiro Reinado, até as mais importantes lideranças do Segundo Império, no final do século XIX.

O QUE É A MAÇONARIA ?

Trata-se de uma associação semi-secreta, difundida no mundo todo, que adota os princípios de fraternidade e da filantropia entre seus membros. A maçonaria discrimina as mulheres, sendo composta principalmente por profissionais liberais, que se iniciam através de rituais incluindo juramentos de fidelidade e uma série de simbolismos, onde a moral, a fraternidade e a retidão são representadas pelo livro sagrado, pelo compasso e pelo quadrado. No cotidiano os maçons se comunicam através de sinais secretos, senhas e cumprimentos especiais.

A maçonaria não é uma seita religiosa, embora o único obstáculo para aceitação de um novo membro seja o ateísmo, já que os maçons professam a crença em um ser supremo. Ela é supra-religiosa, pois são aceitos cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e qualquer homem de fé.

HISTÓRICO E CARACTERÍSTICAS

Em meados do século XV na Inglaterra as lojas medievais de free masons ("pedreiros livres"), inicialmente reservadas somente a profissionais ligados a esse ofício (arquitetos e engenheiros), abriram-se para membros da nobreza, da burguesia e do clero. Durante os séculos XVI e XVII, crescia cada vez mais o número desses maçons aceitos que conservaram os ritos e os símbolos da maçonaria tradicional de pedreiros, arquitetos e engenheiros, apegando-se contudo às suas próprias interpretações no tocante a questões filosóficas, científicas e espirituais.

No início do século XVIII aparece a franco-maçonaria moderna, com orientação interna baseada no Livro das Constituições publicado em 1723 por James Anderson, que exerceu influência internacional no pensamento das sociedades modernas, difundindo-se principalmente, nos países anglo-saxônicos.

A hierarquia para iniciação maçônica possui três níveis (aprendiz, companheiro e mestre), que são desenvolvidos em lojas ou oficinas. Do quarto grau até o décimo quarto o maçom se desenvolve em lojas de perfeição, depois, do décimo quinto ao décimo oitavo, em capítulos, e do décimo nono ao trigésimo em areópagos. A partir do trigésimo grau até o trigésimo terceiro e último, a iniciação é realizada por conselhos que administram os quatro grupos precedentes.
A simbologia da maçonaria é composta por elementos de uma linguagem coerente e complexa. Apesar de não possuir definição político-partidária ou religiosa, a maçonaria sempre atuou no campo político-ideológico.No Brasil, a maçonaria distanciou-se dos interesses populares, passando a representar a aristocracia rural, estendendo-se no máximo às classes médias emergentes.

A MAÇONARIA NO BRASIL

Apesar da maçonaria estar presente no Brasil desde a Inconfidência Mineira no final do século XVIII, a primeira loja maçônica brasileira surgiu filiada ao Grande Oriente da França, sendo instalada em 1801 no contexto da Conjuração Baiana. A partir de 1809 foram fundadas várias lojas no Rio de Janeiro e Pernambuco e em 1813 foi criado o primeiro Grande Oriente Brasileiro sob a direção de Antonio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva.

A lusofobia tão presente nos movimentos de emancipação, também caracterizava a maçonaria brasileira, que desde seus primórdios não aceitava se submeter ao Grande Oriente de Lisboa.

Como em toda América Latina, no Brasil a maçonaria também se constituiu num importante veículo de divulgação dos ideais de independência, sendo que em maio de 1822 se instalou no Rio de Janeiro o Grande Oriente Brasiliano ou Grande Oriente do Brasil, que nomeou José Bonifácio de Andrada e Silva o primeiro grão-mestre da maçonaria do país.

Com D. Pedro I no poder, o Grande Oriente do Brasil foi fechado, ressurgindo apenas com a abdicação do imperador em 1831, tendo novamente José Bonifácio como grão-mestre. Nesse mesmo ano ocorre a primeira cisão na maçonaria brasileira, quando o senador Vergueiro funda o Grande Oriente Brasileiro do Passeio, nome referente à rua do Passeio, no Rio de Janeiro.

A divisão enfraqueceu a maçonaria, que começou a perder influência no quadro político do Império brasileiro. Essa situação agravou-se em 1864, quando o papa Pio XI, através da bula Syllabus, proibiu qualquer ligação da Igreja com essa sociedade.

No contexto de crise do Império brasileiro, esse quadro tornou-se mais crítico em 1872, quando durante uma festa em comemoração à lei do Ventre-Livre, o padre Almeida Martins negou-se a abandonar a maçonaria, sendo suspenso de sua atividade religiosa pelo bispo do Rio de Janeiro. Essa punição tinha sido antecedida por um discurso feito pelo padre Almeida Martins na loja maçônica Grande Oriente, no qual o religioso exaltou a figura do visconde do Rio Branco, que, além de primeiro-ministro, era grão-mestre da maçonaria.

Neste processo, o bispo de Olinda, D. Vital e o de Belém, D. Macedo determinam o fechamento de todas irmandades que não quiseram excluir seus associados maçons. A reação do governo foi rápida e enérgica, quando em 1874, o primeiro-ministro, visconde do Rio Branco, determinou a prisão dos bispos seguida de condenação a quatro anos de reclusão com trabalhos forçados. Apesar da anistia concedida no ano seguinte pelo novo primeiro-ministro duque de Caxias, a ferida não foi cicatrizada e o Império decadente junto com a maçonaria que o sustentava, perdiam o apoio do clero e da população, constituindo-se num importante fator para queda do obsoleto regime monárquico e para separação do mesmo com a Igreja.

No período republicano a maçonaria conseguiu crescer e diversificar suas atividades pelo país, apesar de ter perdido o poder de influência no Estado brasileiro. Nesse final de século, a maçonaria permanece como uma associação, que apesar de defender os princípios de fraternidade e filantropia, exclui, mesmo que de forma não assumida, a participação das camadas sociais menos abastadas entre seus membros.

FONTE: RETIRADO DE VÁRIOS ARTIGOS RECEBIDOS POR E-MAIL

terça-feira, 17 de junho de 2008

A ORIGEM DA MAÇONARIA

Omne Trinum Perfectum
.'.Toda tríade é perfeita.'.

Há cerca de 950. 000 anos antes de Jesus Cristo, na antiga Lemúria, surgiu a primeira sociedade espiritualista do globo, denominada "Adoradores de Mu" , ou seja Adoradores do Supremo, que funcionava como a Maçonaria que conhecemos, podendo ser considerada a raiz de nossa poderosa e intelectual Instituição, segundo palavras ditadas pelo mestre Shebna.


Cem mil anos depois, continua esse grande mestre da espiritualidade, em 850.000 a . C., foi fundado o Grande Círculo Branco, na antiga Atlântida, prosseguindo arregimentando obreiros e funcionando também nos moldes da sociedade anterior com uma parte Iniciática e outra profana, isso na ilha chamada possidônia.


A Maçonaria sempre esteve mais ou menos relacionada com os Sacerdócios, até o século XIII de nossa era, quando os Maçons se declararam FREIMAURER (Franco-Maçons), ou Freemasonry (Maçons Livres), desligando-se definitivamente da esfera estreita dos dogmas religiosos, e dos padres das diversas religiões, e foi desde então que os sacerdotes Através da Companhia de Jesus, passaram a perseguir e denunciar a Franco-Maçonaria, usando de todos os recursos, inclusive os confessionários, para exterminá-la da face da Terra.


As Ordens Secretas, em todos os tempos, foram aduladas ou perseguidas pelos grandes da época, e muito particularmente, a dos ESSÊNIOS, em cujo o seio teve a honra de receber o Mestre JESUS CHRISTUS aos 12 anos de idade. Esta perseguição foi mais feroz a partir de 33 da Era Cristã, quando o Cordeiro de Deus que veio tirar os pecados do mundo foi crucificado devido às suas pregações ao povo humilde e explorado pela casta sacerdotal de sua época, representada pelos Fariseus, cuja frente se encontrava o sumo sacerdote CAIFAZ.


Depois de morto JESUS, Seu nome passou a ser considerado maldito, e, todos os Seus Discípulos foram implacavelmente perseguidos, pois o povo judeu em cujo seio Ele nascera, frustrado em seus anseios de libertação do jugo Romano a que se achava submetido, destruíra o líder espiritual, que surgira ao invés do guerreiro que esperava... O ódio decorrente desta frustração, era diabolicamente explorado e alimentado pelos sacerdotes nos templos e nas Sinagogas, e, habilmente incentivado pelos Césares de Roma. Tais perseguições, contudo, não conseguiram apagar as chamas dos ensinamentos do Cordeiro de Deus que nos deixou a Paz, e os Adeptos do Mestre se multiplicaram na clandestinidade, em ORDENS SECRETAS, onde eles ensinavam e aprendiam, o que Ele, também em uma ORDEM SECRETA aprendera e ensinara.


A atual forma da Maçonaria foi se materializando pouco a pouco desde a idade média. Nos tempos medievais, existiram na Europa confrarias de ofícios que, mais tarde, receberam o nome de comunidade de ofícios e, finalmente, corporações de ofícios. Na Inglaterra foi usado o vocábulo "guild" (guilda), mais tarde "company" (companhia)e,posteriormente,"fraternity" (fraternidade). Naquelas associações, os seus membros estavam ligados por juramentos sagrados, segredos e senhas. Faziam a representação dos antigos mistérios, quando estes deixaram de ser privativos da Igreja Católica Romana, que os recebera sob inegável influência da civilização grega.


Para as nossas considerações, é necessário que mencionemos a existência, em 1376, da "London Company of Masons and Freemasons" (Companhia dos Pedreiros e dos Trabalhadores de Pedra de Londres), porque foi nas ilhas Britânicas que se verificou a transição entre agremiações profissionais e a Maçonaria.


Todas as corporações estavam tripartidas em Aprendizes, Oficiais e Mestres. Os primeiros não recebiam remuneração. Quase sempre residiam na casa dos mestres, que lhes davam vestuário e alimentação. Depois de um tempo de aprendizado, que durava até sete anos, eram promovidos ao segundo Grau. Graças à citada promoção, eles recebiam salário. Os talentosos tornavam-se Mestres, podendo abrir sua própria oficina. Mas antes, eram examinados por uma comissão julgadora, cujos componentes chamavam-se jurados.


Há quem veja, com certo exagero, relevantes semelhanças entre as referidas organizações e os modernos sindicatos e, também, os modernos institutos de previdência social. Todavia, essa visão fica bastante reduzida pelo fato, incontestável, de que os mestres eram capitalistas, controlavam os meios de produção e, mesmo assim, incorporavam a dupla posição de patrões e trabalhadores, simultaneamente. Porém, talvez possamos vislumbrar esboços previdenciários, porque as corporações acumulavam fundos que garantiam o pagamento de contribuições aos associados em dificuldade, aos órfãos e viúvas.


Com o passar do tempo, os associados obtiveram gradativas liberdades, em detrimento da própria organização, ocasionando seu enfraquecimento. Diferente foi o destino dos construtores britânicos.


A respectiva agremiação começou a aceitar membros não-profissionais. Consta que o primeiro deles foi o aristocrata John Boswell, da Escócia, em 1600.


No século seguinte, em 1705, já na fase especulativa (ou seja, a fase dos não-profissionais), algumas lojas Maçônicas de York estabeleceram normas vinculadoras, mas os Maçons de Londres foram ainda mais longe, quando, em 1717, exatamente em 24 de junho (dia muito significativo!) na "Goose and Gridiron Tavern" (Taverna do Ganso e Grelha) sob a assessoriade James Anderson, lider da Igreja Presbiteriana, fundaram a primeira Potência Maçônica do mundo, a "Grand Lodge of London" (Grande Loja de Londres). O fidalgo Antony Sayer foi escolhido Grão-Mestre (presidente), o carpinteiro Jacob Lambdall foi escolhido primeiro vice-presidente e o capitão Joseph Elliot foi escolhido segundo vice-presidente.


Anderson e Payne, entre 1720 e 1723, apresentaram estudos sobre a primeira Constituição que se constitui como ponto de partida do Direito Maçônico moderno em uso até nossos dias.


Três seriam as fontes mais antigas que contém os princípios fundamentais da Maçonaria: O Livro dos Mortos dos egípcios, os livros que compõem o Velho Testamento e os fragmentos vindos dos Essênios, descobertos há poucos anos, nas cavernas de Qumram.


Texto pesquisado em vários tratados.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

INFLUÊNCIA DA MAÇONARIA

Os maçons se constituem de pessoas de nível cultural elevado e muitas vezes em posições estratégicas nas sociedades onde estão. Devido esta característica, já tiveram participação significativa em diversos momentos históricos. Na revolução Francesa tendo como marco a Queda da Bastilha, os maçons desempenharam extraordinária participação, inspirados pelos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, representados pelas três cores da bandeira francesa.

Nos EUA os maçons possuem mais de 15.000 lojas, das mais de 33.700 lojas em todo o mundo, e sempre tiveram uma influência política muito grande. Catorze presidentes americanos foram maçons, destacando-se entre eles George Washington, James Monroe, Andrew Jackson, James Garfield, Howard Taft, Franklin Delano Roosevelt, Harry Truman e Gerald Ford. A influência maçônica nos EUA fica evidenciada até mesmo nas notas de dólar, devido suas figuras (vide ilustrações abaixo).



Em 1738, o papa Clemente XII promulgou a primeira sentença de condenação católica à maçonaria, na bula In Eminenti Apostulatus Specula, mas, apesar disto, a maçonaria está presente entre os católicos. Fritz Springmeier, autor da obra The Watchtower and the Masons (A Torre de Vigia e os Maçons) afirma que o fundador das Testemunhas de Jeová, Charles Taze Russell, teve ligações com a maçonaria, pelo fato de ter pregado em lojas maçônicas. Evidência disto é o fato de haver no túmulo de Russell uma pirâmide, e a Sociedade Torre de Vigia ter adotado, até 1930, uma cruz dentro de uma coroa, como logotipo nas edições da revista The Watchtower, a atual A Sentinela.

Entre os mórmons também há ritos e símbolos maçônicos, sendo que muitos maçons proeminentes tornaram-se mórmons.

No Brasil a maçonaria também teve grande influência na História, prestando relevantes serviços. Na bandeira Inconfidência Mineira há o dístico libertas quae sera tamem e o triângulo maçônico. Tiradentes foi iniciado como maçom da casa de Silva Avarenga, que era uma loja maçônica ocultada pelo título de academia literária.Todos os conjurados, sem exceção, pertenciam à Maçonaria: Tiradentes, Thomas Antonio Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto, e até mesmo o traidor da inconfidência, Joaquim Silvério dos Reis, também pertencia à ordem maçônica.

A Maçonaria inspirou a revolução republicana de 1817, em Pernambuco, o que fez D. João VI decretar a proibição da Maçonaria.

A independência do Brasil foi proclamada em 22 de agosto de 1822, no Grande Oriente do Brasil. O grito de independência foi mera confirmação. O Brasil já estava praticamente desligado de Portugal, desde 9 de janeiro de 1822, o dia do Fico. O Fico foi um grande empreendimento maçônico, dirigido por José Joaquim da Rocha, que com um grupo de maçons patriotas, fundou o Clube da Resistência, o verdadeiro organizador dos episódios de que resultou a ficada. Gonçalves Ledo e José Bonifácio, juntamente com outros maçons, tramaram a Inconfidência do Brasil. Um mês após a proclamar a independência do Brasil, D. Pedro I foi aclamado Grão-Mestre Geral da Maçonaria do Brasil e, em 1889, ao proclamar a República, o Marechal Deodoro da Fonseca, também ocupava este cargo. O primeiro Ministério da República, sem exceção de um só ministro, foi constituído de maçons. Mera casualidade? Não. Ele foi organizado por Quintino Bocaiúva, que havia sido grão-mestre.

Na libertação dos escravos no Brasil também houve grande iniciativa de maçons, havendo muitos maçons entre os líderes abolicionistas. Dentre muitos destacaram-se Visconde de Rio Branco, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, Eusébio de Queiroz, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, Cristiano Otoni, Castro Alves, e muitos outros.
Atualmente há grande quantidade de parlamentares, altos funcionários do governo, empresários, comandos militares, líderes religiosos e outros membros da elite que são maçons.

terça-feira, 10 de junho de 2008

APRENDA MAIS SOBRE SIMBOLOGIA MAÇÔNICA

A seguir descrevem-se alguns dos simbolos importantes para a Maçonaria.


Estrela de cinco pontas: sendo a Estrela do Oriente ou a Estrela Iniciação, é a que simbolizou o nascimento de JESUS:. É o símbolo do Homem Perfeito, da Humanidade plena entre Pai e Filho; o homem em seus cinco aspectos: físico, emocional, mental, intuitivo e espiritual:. Totalmente realizado e uno com o Grande Arquiteto do Universo:. É o homem de braços abertos, mas sem virilidade, porque dominou as paixões e emoções:. As Estrelas representam as lágrimas da beleza da Criação:. Olhemos para cima, para o céu e encontraremos a nossa estrela guia:. Na Maçonaria e nos seus Templos, a abóbada celeste está adornada de estrelas:. A Estrela é o emblema do gênio Flamejante que levam às grandes coisas com a sua influência:. É o emblema da paz, do bom acolhimento e da amizade fraternal:.



Acácia: a planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza:. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico:. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas:. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura:.

Avental: símbolo do trabalho maçônico; branco, e de pele, para os Aprendizes e Companheiros; branco orlado de vermelho, para os Mestres:.

Colunas: símbolos dos limites do mundo criado, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do ativo e do passivo:.



Compasso: símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas:.





O Nº 9: é o princípio da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento, todo desejo e toda obra, exprime externamente a Obra de Deus que mora em cada homem, para descansar depois de concluir sua Obra:. O homem novenário que pelo triplo do ternário, é a união do absoluto com o relativo, do abstrato com o concreto:. O número nove, no simbolismo maçônico, desempenha um papel variado e importante com significados aplicados na sua forma ritualística:. O número 9, é o número dos Iniciados e dos Profetas:.






Delta: triângulo luminoso, símbolo da força expandindo-se; distingue o Rito Escocês:.




Esquadro: resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da retidão e também da ação do Homem sobre a matéria e da ação do Homem sobre si mesmo:. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçônica, pelo temor de Deus, a quem temos de prestar contas das nossas ações, palavras e pensamentos:. Emite a idéia inflexível da imparcialidade e precisão de carácter:. Simboliza a moralidade:.





Malhete: pequeno martelo, emblema da vontade ativa, do trabalho e da força material; instrumento de direcção, poder e autoridade:.






Pavimento em Mosaico: chão em xadrez de quadrados pretos e brancos, com que devem ser revestidos os templos; símbolo da diversidade do globo e das raças, unidas pela Maçonaria; símbolo também da oposição dos contrários, bem e mal, espirito e corpo, luz e trevas:.





Pedra Bruta: símbolo das imperfeições do espírito que o maçon deve procurar corrigir; e também, da liberdade total do Aprendiz e do maçom em geral:.





A Letra G: é a sétima letra do nosso alfabeto e que sabiamente, os Maçons apresentam grandes questionamentos, e que através de estudos, apresentamos um resumo dos diversos significados: Gravitação - É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria; Geometria ou a Quinta Ciência - É fundamento da ciência positiva, simboloizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada; Geração - É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas; Gênio - É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor; Gnose - É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso; Glória - a Deus; Grandeza - O homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação; Gomel - Uma palavra hebráica, entende-se os deveres do homem para com Deus e os seus semelhantes:. Concluiremos, sintetizando que, a letra G é, realmente, o grande segredo maçônico, segredo tão secreto e misterioso, que nem mesmo os mais cultos e sábios Maçons conseguem decifrá-lo:.





Templo: símbolo da construção maçônica por excelência, da paz profunda para que tendem todos os maçons:.



Três Pontos; triângulo: símbolo com várias interpretações, aliás conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade:.