quinta-feira, 25 de junho de 2009

SÃO JOÃO, NOSSO PADROEIRO

Quantas vezes você ouviu isso?

Quantas vezes você compreendeu isso?


Primeiramente, fica difícil entender, pelo fato de ser um santo da igreja católica e em maçonaria sempre ouvimos que "religião não se discute". Se assim é, estamos desrespeitando os irmãos que adotam outra religião que não seja a cristã.
Reforça essa idéia com a palavra "padroeiro", evidentemente de origem e uso na igreja católica apostólica romana. Mais uma vez, desrespeitamos os irmãos não cristãos.
Mas porque será que a maçonaria usa esse tipo de artifício? Será que, embora não admitindo ser uma religião, faz tudo para parecer uma diferente das demais, enquanto usa atributos cristãos?
Evidente que, tudo em maçonaria, não tem um início conhecido ou definido. Por diversas razões, deixamos de buscar a origem, a fonte, para acreditar na famosa e inexplicável TRADIÇÃO que usamos indistintamente. E não ousamos discutir! Logo nós que somos "livres" para buscar!
Usamos, mas não sabemos porque usamos. Seguimos, mas não sabemos o que e porque seguimos, levando em conta - sempre - o fato de sermos irmãos, de defender a liberdade e o crescimento da humanidade.
Nada mais vago e sem explicação. Fazer o bem e não ver a quem. Esse proselitismo nos chega de forma que não compreendemos exatamente o que fazemos na maçonaria. Simplesmente chegamos e somos parte de um todo sem explicação e sem fontes da origem. De onde viemos?
São João, seja ele o Batista, ou o Evangelista, talvez alguns dos "santos Joãos" que surgiram e disseminaram na Idade Média, como um tal de Esmoler, muito lembrado em antigos rituais escoceses, assim como um outro denominado São João de Jerusalém; ou ainda de outro que seria São João d'Acre, da dinastia Frígia ou Amoriana que teve três imperadores em Bizâncio, de 820 a 867 a.D.
Indiferentemente de ser lembrado na igreja romana ou na Católica Apostólica Ortodoxa, também chamada Igreja Ortodoxa e Igreja do Oriente, que resultou do cisma da Igreja Católica Apostólica Romana ocorrido em 1054, o nome JOÃO parece que caiu no gosto do povo, na alta Idade Média.
Não bastava apenas ser adepto a um santo, mas AO MAIOR DOS SANTOS. E ai São João proliferou e teve uma aceitação generalizada.
Como a criação de ordens de cavalaria estava em alta, nada mais apropriado que a criação da Ordem do Hospital de São João, Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo, da Ordem Militar e Hospitalar de São João d'Acre e São Tomaz (uma ajuda de outro santo sempre é bom); Ordem Militar de Castela, e outras ordens dinásticas, etc e etc, todas com alguma alusão a um dos santos São João.
O passo para inserir essa aceitação, que nos parece mais uma tradição, no seio da maçonaria, não demorou. Foi uma questão de tempo, pois a ordem maçônica recém alimentada de idéias e homens, foi terreno fértil para a sacralização de tudo, tendo em vista que, TUDO naquela época, deveria ser santificado para prevalecer.
Por isso, quando criaram o cargo de Grão-Mestre, em 1717, escolheram o dia 24 de junho para a festa de posse, pois deveria ser grandiosa e rumorosa!
A ordem maçônica, necessitando e um suporte eficaz, de uma aceitação geral, de respeito às coisas sagradas, não perdeu tempo em admitir (sem iniciação) o São João, indiferentemente de sua origem.
Afinal de contas, santo é santo e não se discute. E antes de ser Batista, Evangelista, Esmoler, de Jerusalém, d'Acre ou de qualquer outro lugar, ele é JOÃO.
Então porque não simplificar? Deixar os sobrenomes de lado e usar somente o nome JOÃO? Assim, evitaria alguma discussão em loja que poderia demorar alguns minutos. Talvez, os irmãos daquele tempo também tinham pressa de terminar a sessão e iniciar, logo, os ágapes. As notícias que nos chegaram daquela época é que alguns dos nossos antepassados voltavam para casa carregados, pois abusavam dos ágapes, principalmente na hora do FOGO! BOM FOGO!
Aliás, perceberam o porque da palavra FOGO?
Embora certos de que somos verdadeiros livres, estamos presos ao passado não explicado, não informado e não compreendido. Somos indivíduos convertidos a uma doutrina, idéia ou sistema, sectário (talvez), adepto, partidário de uma ordem chamada maçonaria.
E ninguém nos informou que seria assim, pelo simples fato de que nem nossos padrinhos conhecem a resposta.
Neste caos, sem ter saída, é melhor apelar para um santo. E que seja um conhecido, nosso amigo e irmão de maçonaria (se ainda não foi iniciado já o é por direito, pois conhece todos nossos segredos).
Que São João nos ajude! Porque proteção mesmo, é com o mais graduado: o Grande Arquiteto do Universo!
Fonte: Amílcar Silva Júnior, advogado. Or de Campo Grande ARLS Novo Tempo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

MAÇONARIA E IGREJA CATÓLICA

Dom Lélis Lara fala sobre relação da Maçonaria e Igreja Católica
Bispo Emérito e Consultor Jurídico da CNBB proferiu palestra para platéia de 200 pessoas, no Templo da Loja Maçônica União de Ipatinga

DOM LARA palestrou, por cerca de 40 minutos, para uma atenta e diversificada platéia, entre os quais o padre Geraldo Ildeu (direita).
DA REDAÇÃO – O Bispo Emérito da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano, Dom Lelis Lara, foi o centro das atenções de um eclético e seleto público, na noite da última segunda-feira, 01, quando proferiu inédita palestra sobre as relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria, no Templo da Loja Maçônica União de Ipatinga, no centro da cidade. O religioso palestrou a convite do Venerável Mestre da Loja União de Ipatinga, Ednaldo Amaral Pessoa, que tem como um dos pilares de sua gestão a realização de sessões públicas onde são realizadas palestras, abertas à comunidade, sobre temas diversos e de grande interesse de toda sociedade, não apenas dos maçons e seus familiares.
Segundo Dom Lara, o Concílio Vaticano II (1963-1965) escancarou as portas e janelas da Igreja para o mundo, e que depois do Concílio o propósito da Igreja Católica é se aproximar de todas as pessoas do mundo, sem preconceito, sejam elas cristãs ou não. E foi exatamente no espírito do Concílio Vaticano II que o Bispo se inspirou para falar da relação entre a Igreja Católica e a Maçonaria.

Dom Lara disse que “quando se fala de Igreja e Maçonaria, muitas vezes se estabelece ou se imagina um confronto entre essas duas entidades, mas não
deveria ser assim, porque católicos são cristãos e os maçons também, senão todos, certamente grande parte. E Jesus, ao final de sua vida, deixou para os seus seguidores o testamento de que devemos amar uns aos outros. Mas, segundo o bispo, esta palavra de Jesus não foi sempre bem entendida, e que às vezes é entendida de acordo com a índole das pessoas, e as pessoas mais radicais muitas vezes ficam com o coração armado, na defensiva ou no ataque, quando, como filhos de Deus, deveriam viver como irmãos, com o coração desarmado, respeitando as diferenças.

Ritos

Inicialmente, Dom Lara apresentou, de forma objetiva, a história da Igreja Católica, destacando a caminhada da Igreja - que já dura mais de dois mil anos - e que a instituição é como um barco no meio do oceano, que passou por muitos escolhos e superou muitas tempestades, e que procura sempre se adaptar aos tempos. O bispo lembrou ainda que o Papa João XXIII, responsável pela convocação do Concílio do Vaticano II, foi o grande responsável por colocar a Igreja Católica no caminho da atualização. Entretanto, segundo Dom Lara, este trabalho de atualizar a Igreja não é fácil, porque há várias correntes ou tendências dentro da própria Igreja, o que dificulta a caminhada.

Dom Lara destacou também que a Igreja Católica mundial adota dois ritos (maneira de celebrar a liturgia e de organizar a vida da Igreja) distintos: o rito latino e o rito oriental, sendo que na Igreja Católica oriental existem padres casados exercendo o ministério, o que não é admitido pela disciplina da Igreja Católica Latina. Esta postura, de dois ritos distintos, de acordo com o Bispo, é em respeito às grandes tradições e costumes dos orientais católicos. Dom Lara apresentou também à platéia o índice esquemático do Código de Direito Canônico, dando uma ideia de como se constitui, se organiza e funciona a Igreja Católica, destacando que o Povo de Deus está em evidência na sociedade eclesial. Ele finalizou seu breve relato da história da Igreja dizendo que estava ali “em simples pinceladas, um retrato da Igreja Católica, que nós dizemos ‘santa e pecadora’.

Maçonaria Operativa

Em seguida, Dom Lara discorreu sobre a origem da maçonaria, na idade média, quando a sociedade civil se constituía de corporações, entre as quais se destacaram as associações religiosas e as de operários. Dentre as de operários tinha destaque especial a dos pedreiros, que, por causa dos seus serviços apreciados em edifícios públicos, especialmente em igrejas, gozava de certas prerrogativas, de isenções e de franquias. Daí a origem de franc-maçon, ou pedreiros livres. Todos eram profundamente religiosos e cada associação queria firmar seus alicerces na religião, que dominava a sociedade, a fim de garantir sua estabilidade e proteger seus membros, proporcionando- lhes bem-estar físico, desenvolvimento intelectual e eterna felicidade à alma.

Maçonaria Filosófica ou Especulativa

Citando vasta bibliografia consultada, Dom Lara lembrou que o pastor protestante James Anderson foi o responsável pela elaboração das “Constituições” maçônicas, que em 1723 foram adotadas pela Grande Loja de Londres, que havia sido fundada em 1717. Dom Lara não deixou de citar também que foi James Anderson que distinguiu a Maçonaria Operativa, já extinta àquela época, da Maçonaria Especulativa, que pretendia plasmar o século das luzes, tendo por base Liberdade, Fraternidade e Igualdade. A grande diferença entre as duas fases da Maçonaria, a Operativa e a Especulativa ou Filosófica, é que na segunda os ofícios (pedreiros, carpinteiros, etc) passaram a ser simbólicos. Em vez da construção de catedrais de pedra, o ideal devia ser a partir de então a edificação de catedrais humanas, ou homens ideais, para honra do Grande Arquiteto do Universo (Deus).

Aproximação

Já entrando na questão das divergências entre as duas instituições, Dom Lara lembrou que a partir do século XIX, mais precisamente em 1877, o Grande Oriente da França suprimiu de suas constituições o dever de acreditar em Deus e na imortalidade da alma, e admitiu em seus quadros irreligiosos e ateus, caindo na irregularidade. Em função disto, a Loja Mãe da Maçonaria, Grande Loja Unida da Inglaterra, cortou relações com ela e ainda as mantém cortadas.

Assim, constatado que o anticlericalismo e o anticatolicismo se verificam apenas na Maçonaria irregular e não são da essência da Maçonaria Universal, é cada vez mais forte o movimento de aproximação entre a Igreja Católica e a Maçonaria. Ainda segundo o Bispo, é neste contexto que devem se colocar os pronunciamentos da Igreja Católica após o Concílio Vaticano II.

Dom Lara citou ainda um trecho bíblico ... “não deixes tua mão esquerda saber o que a direita faz” (Mateus 6,3) para enaltecer uma das convicções dos maçons, que é a de praticar a filantropia sem dar publicidade ao ato. O que, segundo ele, é um princípio louvável. O Bispo foi enfático também ao afirmar que “muitas vezes a Maçonaria é vista como associação envolta em mistérios, segredos, como por exemplo, sinais para se identificarem como maçons; e isso faz com que muitos imaginem ou fantasiem coisas estranhas, ridículas e absurdas, como pactos com o diabo e coisas assim”.

Relação tensa

Ao discorrer sobre o relacionamento entre a Igreja e a Maçonaria, Dom Lara disse que “ao longo da história, aconteceu muita coisa que¸ infelizmente, devemos lamentar. As relações entre estas duas instituições foram tensas. Mas essas tensões não tinham a mesma intensidade em todas as regiões. Antes do Concílio Vaticano II o posicionamento da Igreja Católica em relação à Maçonaria era muito severo. O cânon 2335, do antigo Código de Direito Canônico, estabelecia excomunhão para quem ingressasse na Maçonaria ou em outras associações que maquinassem contra a Igreja ou autoridades civis legitimamente constituídas.

No atual código de Direito Canônico esta penalidade não consta. Aliás, a palavra Maçonaria não é conhecida no atual código de Direito Canônico. O cânon 1374 desse Código penaliza o católico que ingressar em associação que maquina contra a Igreja. Não se refere explicitamente à Maçonaria”, enfatizou o religioso.
Para Dom Lara, na Região Metropolitana do Vale do Aço as relações entre Igreja Católica e Maçonaria parecem tranqüilas, e que o Bispo Diocesano, Dom Odilon Guimarães Moreira tem a mesma impressão.

Ele citou ainda dois acontecimentos recentes que definem bem a boa relação entre as duas instituições. “Um que teve grande repercussão nacional, e mesmo fora do Brasil, a missa celebrada, no Natal de 1975, na Loja Maçônica Liberdade, de Salvador, pelo Emo. Sr. Cardeal Avelar Brandão Vilela, Arcebispo daquela cidade, já falecido. Naquela oportunidade, o Cardeal foi agraciado com distinta honraria da Maçonaria.

No ano seguinte, 1976, semelhante homenagem recebeu o Cardeal Arcebisbo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns”, destacou.
Mas Dom Lara deixa claro que a relação Maçonaria e Igreja Católica não é a mesma em todos os lugares, e que depende da orientação de seus responsáveis ou dirigentes. Segundo ele, coisa semelhante acontece com a Igreja Católica e Igrejas protestantes, citando como exemplo casos em que pretende-se realizar a celebração ecumênica de um casamento entre uma parte católica e a outra de religião cristã não católica. Há pastores que o permitem e há os que se opõem radicalmente a tal celebração.

Segundo ele, dentro da própria Igreja Católica, em questões não definidas pela doutrina ou autoridade da Igreja, a orientação ou decisão dos bispos não é sempre a mesma.

O Bispo Emérito da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano finalizou sua palestra com uma mensagem de união para os presentes: “o desejo ardente de Jesus Cristo é que todos sejam UM. E que todas as pessoas da terra se
enlacem num grande abraço. Este sonho de Jesus Cristo deve encontrar eco e ressonância no coração de todos nós, seus seguidores. Ao longo da história sempre surgiram pessoas sensíveis ao projeto de Deus ao criar o homem e a mulher à sua imagem e semelhança”.

Para o presidente da Loja Maçônica União de Ipatinga, Ednaldo Amaral Pessoa, a visita de Dom Lara proporcionou momentos de rara felicidade a todos aqueles que compareceram à sessão. “A manifestação de Dom Lara foi simplesmente louvável, pois proporcionou oportunidade para que misticismos acerca da Maçonaria e da Igreja Católica fossem esclarecidos” destacou. Ednaldo destacou ainda que a mensagem de Dom Lara mostrou-nos a lição de que a relação com DEUS, para quem crê, é terapêutica e nos leva a viver a cura de nossas feridas interiores e físicas. Por fim, ressaltou que a presença de Dom Lara na Loja Maçônica demonstrou o quão grande é a sua coragem, restando constatada a erudição, sabedoria, inteligência e simplicidade, tão peculiar em Dom Lara.

A palestra de Dom Lara foi acompanhada por cerca de 200 pessoas, representantes de vários setores da comunidade, como Lions, Rotary, Judiciário, OAB e padres, além de membros de várias Lojas Maçônicas da região metropolitana do Vale do Aço.

A palestra despertou de tal forma o interesse da comunidade que a administração da Loja União de Ipatinga teve que colocar um telão no salão que antecede seu Templo para que várias pessoas não voltassem para casa sem assistir a palestra, visto que o interior do Templo já estava completamente lotado.
Ao final da cerimônia, Dom Lara foi homenageado com uma placa de agradecimento e reconhecimento aos relevantes serviços prestados à comunidade, bem como por seu desprendimento em realizar a inédita palestra.

Fonte: JVA

Fraternalmente,

Rembrandt

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O CAPÍTULO ROSACRUZ TERESINA AMORC ANUNCIA A 1º JORNADA MÍSTICA DE 2009

Saudações em Luz, Vida e Amor!

É com muita satisfação que convidamos a todos para nossa 1ª Jornada Mística de 2009. Abaixo, data, programação e horários. Esta é uma excelente oportunidade para conhecermos mais sobre a Ordem Rosacruz, sua filosofia e forma de atuação. Também é uma ótima oportunidade para torcarmos experiências.

Data: 28/06 (Domingo)
Horário: a partir de 8:00h da manhã
Local: Capítulo Rosacruz Teresina, AMORC

08:00h – Abertura
08:15h - Saudação ao Sol – Leitura do “Hino à Aton” – Fr. Henrique Moretz-Sohn
09:00h - Palestra: “A Ontologia dos Rosacruzes” – Fr. Eduardo Neves
10:00h – Lanche
10:30h - Palestra: “Inteligência Kabbalística: Transformando Obstáculos em Oportunidades” – Fr. Cícero Vasques
11:30h - Meditação para a Paz – Fr. José do Amparo
12:30h – Encerramento

Para mais informações acesse: http://amorcteresina.wordpress.com/

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A ESTRELA DE SEIS PONTAS


“Essa figura, chamada de “Estrela de David” (Magsen David), ou signo de Salomão, é um símbolo muito antigo, que foi usado e difundido pelos hebreus, tendo sido, também, utilizado pelo ocultismo e pela alquimia. Ela é formada por dois triângulos eqüiláteros entrecruzados e em posição oposta, ou seja: um com o ápice para cima e o outro com o ápice voltado para baixo, o triângulo de ápice superior representa os atributos da espiritualidade, enquanto que o de ápice inferior representa os atributos da materialidade. Na Maçonaria, essa Estrela simboliza a divindade suprema, tendo, ao centro, as quatro letras hebraicas que formam o nome (impronunciável) de Deus: iôd, He, vav e He. A Estrela de seis pontas também serva para simbolizar os dirigentes de uma Loja Maçônica, de acordo com suas atribuições ligadas a espiritualidade, ou a materialidade. Assim, no triangulo de ápice superior, o ângulo superior representa o Venerável Mestre, enquanto os dois outros representam os dois Vigilantes, pois competindo a estes dois oficiais maçônicos a orientação espiritual da Loja, eles formam o triangula da espiritualidade. No triangulo de ápice inferior, o ângulo inferior representa o Cobridor, enguanto os dois outros representam o Orador e o Secretário, pois competindo a eles a orientação material da Loja (o Orador zelando pelo cumprimento das leis, o Secretários redigindo as atas e o Cobridor velando pela segurança do Templo), eles formam o triangulo da materialidade”.
Fonte: Irm Antônio Carlos Rios

quinta-feira, 11 de junho de 2009

DEUS E A MAÇONARIA

Não se pode atingir o conhecimento de Deus de forma alguma, nem pela razão e nem pela fé. Mas se alguém tiver necessidade de ter em sua vida uma religião e um Deus para guiá-lo, não procure pela razão que não o achará e nem o justificará, mas aceite-o apenas pela fé.

Faça como no amor de um homem por uma mulher, ou vice-versa: abandone-se simplesmente a ato de amar sem procurar saber se o objeto do seu amor é a pessoa certa; ame apenas. No mesmo instante em que acionar a razão para analisar a pessoa do seu amor, já não haverá mais amor. Da mesma forma, se você se puser a analisar se o seu Deus é verdadeiro ou não, sua fé já se foi ao vento.

A fé sincera é um lago tranqüilo e agradável, mas sem abandoná-lo nunca se chegará ao mar agitado que é o livre pensamento, aquele mar onde os aventureiros da liberdade buscam o seu próprio destino. É mil vezes mais prazeroso buscar livremente sua verdade do que receber de mão beijada uma verdade de quem também não buscou.

Como os aventureiros do mar que descobriram novas terras e alargaram a visão do mundo, assim são os livres-pensadores, os aventureiros do saber, que ampliaram, século após século, os horizontes do conhecimento. Pararam apenas diante do último limite, o Big Bang, por enquanto.

A grandeza da Maçonaria está na sua capacidade de reunir, sob o signo da fraternidade, navegadores do lago tranqüilo da fé e aventureiros do mar agitado do livre-pensamento, para vê-los todos irmanados dizendo como o Salmista: "Vejam como é bom, como é agradável os irmãos viverem unidos. É como o óleo fino sobre a cabeça, descendo pela barba, a barba de Aarão, descendo sobre a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermon descendo sobre os montes de Sião, porque ali manda Javé a sua benção e a vida para sempre".

Fonte: Irm Ambrósio Peters - Samauma Portal Maçônico

terça-feira, 9 de junho de 2009

A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 32 E A MAÇONARIA PAULISTA

Trabalho apresentado em resumo na ARLS Fraternidade e Amizade – 321 – GOP-COMAB
V.’.M.’. Denílson Forato em 23 de maio de 2009 – 77 anos comemorativos da data.

Em 1932, já voltara a ser tensa a situação político-social do país, pela demora do Governo Provisório, do caudilho Getúlio Vargas, em providenciar uma nova Constituição ao Brasil. À euforia dos primeiros momentos após o golpe, sucedia o desencanto, seguido da inquietação, que acabaria envolvendo os meios maçônicos. E essa inquietação, com a conseqüente agitação dos meios sociais, era mais forte em São Paulo, levando à extrema irritação os que, anteriormente, eram os mais fervorosos adeptos do levante, ou seja, os membros do Partido Democrático, os quais se sentiam esbulhados do poder, por interventores militares e estranhos ao Estado de São Paulo. Já a partir do início de 1931, da pena do advogado, jornalista e tribuno Ibrahim Nobre, maçom originário da Loja Fraternidade de Santos, saiam críticas mordazes contra o golpe e a situação social, publicadas no jornal paulista "A Gazeta".

No início de 1932, então, o pensamento da população de São Paulo seria cristalizado na expressão "Civil e Paulista", repetida pelos meios de comunicação, externando o desejo de ter um interventor federal que não fosse militar e que fosse de São Paulo. A 3 de março, ouvindo o clamor dos paulistas, o ditador nomeava, para o cargo, o embaixador Pedro de Toledo, ex Grão Mestre do Grande Oriente Estadual (1908-1914), o qual assumiria no dia 7. Essa indicação, todavia, não serviu para aliviar o mal estar e a tensão reinantes em diversos pontos do país, começando, dessa maneira, a fermentar a revolta.

As reuniões preparatárias do movimento foram levadas a efeito na sede do jornal "O Estado de S. Paulo", fundado, em 1875, com idéias republicanas, pelos maçons Américo de Campos (Loja América), Francisco Rangel Pestana (Loja América), Manoel Ferraz de Campos Salles (Loja Sete de Setembro) e José Maria Lisboa (Loja Amizade). Nessa época, o jornal já era dirigido por Júlio de Mesquita Filho (Loja União Paulista II), que era um dos principais líderes do movimento.

O estopim da revolta já havia sido aceso a 23 de maio de 1932, quando, durante uma manifestação , na praça da República, alguns jovens --- Mário MARTINS de Almeida, Amadeu MARTINS, Euclides MIRAGAIA, DRÁUSIO Marcondes de Sousa e Antônio Américo de CAMARGO, cujos nomes deram origem ao M.M.D.C. (1) --- foram mortos pela polícia política da ditadura, entrincheirada nos altos de um prédio da rua Barão de Itapetininga. No mesmo dia, era reorganizado o secretariado do governo paulista.

Estranhamente, em sessão de 25 de maio, da Loja Piratininga, para a eleição da administração, no período 1931-1932, nada se comentou sobre esse fato marcante, preferindo, os obreiros, deter-se sobre uma crise no Grande Oriente do Brasil, onde rebeldes contestavam a autoridade do Grão-Mestre, Octévio Kelly, ao qual a Piratininga apoiava, totalmente, na Assembléia Geral.

O Maçom Júlio de Mesquita Filho, depois de ter conseguido organizar uma frente única dos partidos de S. Paulo, entrou em entendimento com líderes da Frente Única Sul-riograndense, nas pessoas de João Neves da Fontoura e Glicério Alves. Pelo Rio Grande do Sul, com concordância do interventor, Flores da Cunha, foi firmado um pacto entre paulistas e riograndenses, o qual os obrigava a recorrer às armas, caso o interventor de um dos dois Estados fosse destituído, ou se houvesse a substituição do gal. Andrade Neves do comando da região militar do Rio Grande do Sul, ou do gal. Bertholdo Klinger, da guarnição de Mato Grosso. O governo ditatorial reagia ao movimento, tentando asfixiar o Estado de S. Paulo e, enquanto o governo paulista prevenia-se, para não sofrer um golpe de surpresa, na Capital Federal, vários fatos políticos e militares levavam à exoneração do ministro da Guerra, a 28 de junho, com a nomeação do general Espírito Santo Cardoso, há muito tempo reformado e afastado da tropa. Isso suscitou a revolta de Klinger, externada num agressivo ofício, datado de 1o. de junho, dando conhecimento do que resolvera, a Pedro de Toledo. Exonerado, por isso, estava criado o motivo suficiente, que fora exigido por Flores da Cunha, para que o Rio Grande entrasse na luta. Ele, todavia, além de não cumprir o acordo, ainda enviaria tropas contra São Paulo.

Em reunião realizada pelos irmãos na Loja Esperança e Justiça, no dia 7 de julho, com a presença de Francisco Morato, Ataliba Leonel, Sílvio de Campos, coronel Júlio Marcondes Salgado e general Isidoro Dias Lopes, ficou decidido que o levante aconteceria no dia 20, sob o comando de Isidoro e do coronel Euclides Figueiredo. Pedro de Toledo ainda tentou evitar a revolta, mandando seu genro ao Rio de Janeiro, no dia 8, para conferenciar com Vargas. Todavia, em nova reunião, nesse dia, resolveu-se deflagrar o movimento no dia 10, antes que chegasse a S. Paulo o gal. Pereira de Vasconcellos, para assumir o comando da Região Militar.

(...)

A 9 de julho, um sábado, a revolta constitucionalista estava nas ruas. Embora algumas obras didáticas situem o início do movimento às 24 horas desse dia, ele eclodiu às 11,40 hs., sob o comando de Euclydes Figueiredo, com a tomada do Q.G. da 2a. Região Militar. No mesmo dia, às 23,15 hs., as sociedades de rádio eram tomadas por civis e, a partir das 24 horas --- daí a confusão de alguns autores --- começava a ser repetida a seguinte mensagem:

De accordo com a Frente Única Paulista e com a unànime aspiração do povo de São Paulo e por determinação do general Izidoro Dias Lopes, o coronel Euclydes Figueiredo acaba de assumir o comando da 2a. Região Militar tendo como Chefe do Estado Maior o coronel Palimercio de Rezende. A oficialidade da Região assistiu incorporada no QG à posse do coronel, nada havendo occorrido de anormal. Reina em toda a cidade intenso júbilo popular e o povo se dirige em massa aos quartéis, pedindo armas para a defesa de São Paulo.

No dia 10, o interventor Pedro de Toledo era aclamado, pelo povo, pelo Exército e pela Força Pública, governador de S. Paulo. No dia 12, o general Bertholdo Klinger desembarcava na Estação da Luz e, no QG da 2a. R.M., na rua Conselheiro Crispiniano, diante do microfone da Rádio Educadora Paulista, recebia o comando da região de S. Paulo, transmitido por Euclydes, que, na tarde do mesmo dia, iria para Cruzeiro, onde assumiria o comando da vanguarda das tropas constitucionalistas.

(...)

Deixado sozinho, na luta pela Constituição e pelo Brasil, os combatentes de S. Paulo, sem recursos, iriam resistir durante três meses. Sem o esperado apoio de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, as tropas paulistas, que ocuparam o vale do Paraíba, ao longo da Estrada de Ferro Central do Brasil, não conseguiram avançar além da divisa com o Estado do Rio. O bloqueio do porto de Santos e a grande concentração de forças federais, vindas de todos os Estados, venceram a resistência dos soldados paulistas, graças ao esgotamento de seus recursos.

A 28 de setembro, a luta chegava ao fim. Sem que o governo civil fosse consultado, Klinger enviou emissários aos adversários, com propostas de paz e um telegrama a Vargas propondo suspensão do conflito. Fracassados os entendimentos, porque os termos do armistício eram humilhantes para São Paulo, elementos do comando geral da Força Pública --- seu comandante, Júlio Marcondes Salgado, extraordinário defensor da causa paulista, havia falecido num estúpido acidente com uma granada --- sob o comando do coronel Herculano Silva, assinaram a vexatória rendição, na noite de 1o para 2o de outubro, submetendo-se ao governo ditatorial, em troca de vantagens para os seus oficiais. Herculano foi indicado --- prêmio? --- para assumir o governo e, no dia 2, às 15,30 hs, mandava três oficiais seus, ao palácio dos Campos Elíseos, para depor Pedro de Toledo (2).

A voltar, a Piratininga, à atividade, a 3 de novembro, o Venerável Mestre comunicava que, embora tivesse, a Loja, deixado de funcionar por determinação superior --- do Grande Oriente de S. Paulo, dirigida a todas as suas Lojas --- mas que a sua diretoria havia continuado a se reunir, semanalmente, para tomar conhecimento do expediente e para resolver os assuntos mais urgentes. E Vaz de Oliveira, interpretando o pensamento da Piratininga e de todo o povo paulista, dizia que "não pode deixar de saudar ao povo paulista pela dedicação, patriotismo e heroísmo, que tão fortemente demonstrou na guerra em que se empenhou, heroísmo que igual, quanto mais maior, em nenhuma guerra aponta a história, mesmo na mundial, bem como não pode ser apontada maior traição do que a sofrida pelos paulistas, para cujos traidores deve todo maçom cônscio dos seus deveres, evitar convívio, votando-lhes desprezo".
A Constituinte de 1934

Em novembro de 1933, diante da instalação da Assembléia Nacional Constituinte, que era a aspiração dos paulistas, no movimento de 1932, a notícia era saudada pelos obreiros da Loja. E o Orador, Ramon Roca Dordal, propunha a inserção, em ata, de um voto de louvor e aplauso, por aquela instalação. Aprovada, unanimemente, a proposta, Alexandre de Albuquerque dizia que havia votado como paulista de coração e na qualidade de ex-combatente, mas propunha um adendo àquela resolução: que o voto de louvor e aplauso fosse extensivo ao fato da volta, a São Paulo, do Irmão Pedro de Toledo, que havia sido exilado.

Em 1934, no dia 23 de maio, emblemático para a alma paulista, depois de cumprimentos ao Irmão do quadro, Alexandre de Albuquerque, pela homenagem que recebera do Instituto de Engenharia, como um importante engenheiro civil de S. Paulo e pela sua atuação na Revolução Constitucionalista, Guilherme de Carvalho, dizendo que aquela era a "data anniversaria da libertação paulista", pedia que a sessão fosse encerrada, em homenagem a ela e aos jovens mortos em 32. E Roca Dordal, inflamado, referia-se "à posição injusta em que, por todos os meios, procurava a dictadura collocar S. Paulo, que, muito embora vencido nos seus altos desideratuns pela eventualidade de circunstàncias ligadas à força, assim não se considerava; devido a nobreza da causa que defendera, e graças a sua força moral, ao progresso a que soube elevar-se, conseguiu o fim que almejava, e mantém-se firme e admirável na conquista do justo e do direito, não só para o seu bem, mas para o do Brasil – não discrepou do lugar de destaque em que o colocaram os seus antepassados; antes mesmo continuou o seu traçado de luta e de glória, impondo-se à admiração mundial". Poderia, até, ter terminado sua fala, com a citação de um pequeno trecho do vibrante "Minha Terra", oração de bandeirantismo do Irmão Ibrahim Nobre, o tribuno de São Paulo (3). Fazendo juz ao seu título distintivo, na São Paulo de Piratininga, a Loja firmava-se como a Piratininga de São Paulo.

Em julho, promulgada a nova Constituição brasileira, pela qual lutara S. Paulo, em 32, Roca Dordal tecia comentários sobre a instituição maçônica e a luta de São Paulo:

"A reunião de quatro confrarias, em Londres, em 1717, dá origem à Maçonaria – que um grupo de homens destemidos, fortes, cançados da tyrania e da escravidão, que envolvia a nação e, podemos dizer, a Europa, resolveram traçar novos principios regeneradores dos costumes da Humanidade sofredora. É a Maçonaria --- que em breve seria forte bastante para pôr um dique ao despotismo universal. Mas essa seita, essa reunião de homens de ideaes e de vontades inquebrantaveis, teve de preparar sua lucta sem treguas ao obscurantismo e á oppressão. Agrupados esses homens de costumes puros, de energia e coragem para os mais duros sacrificios, entraram a pregar no meio da sociedade com o mais absoluto sigilo, escolhendo os homens, que dedicados até ao sacrificio, desejavam uma Humanidade melhor. E o sacrificio é necessario! Não ha na historia da Humanidade uma conquista que não custasse rios de sangue e sacrificios sem conta, áquelles que primeiro se opuzerão ao arbitrio e á tyrania. São Paulo recolhe os beneficios de uma Constituição, pelo sacrificio dos que não se submetteram ao capricho de uma dictadura, de um poder discricionario e tyranico. É o fim que almejavam os sinceros maçons, cujos sacrificios serão pequenos, em face da vitoria alcançada".

Infelizmente, a frágil Constituição de 1934, não garantiria a continuidade de um regime realmente democrático, como viria a comprovar o golpe de 10 de novembro de 1937.
--- NOTAS ---

1. O MMDC foi organizado como sociedade secreta, na Capital de S. Paulo, a 24 de maio de 1932, tendo sido projetado durante um jantar no Restaurante Posilipo, por Aureliano Leite, Joaquim de Abreu Sampaio Vidal, Paulo Nogueira e Prudente de Moraes Neto, aos quais se juntaram, em reunião posterior, no Clube Comercial, Cesário Coimbra, Antônio Carlos Pacheco e Silva, Francisco Mesquita, Edgard Batista Pereira, Francisco A. Santos Filho, Bernardo Antônio de Moraes, Alberto Americano, Roberto Victor Cordeiro, Carlos de Souza Nazaré, capitão Antônio Pietcher, Bueno Ferraz, José A. Telles de Mattos, Gastão Grossé Saraiva, Herman de Moraes Barros, Flávio B. Costa, Moacyr Barbosa Ferraz, Bráulio Santos, Waldemar Silva, Jorge Rezende, e Thiago Mazagão Filho. Inicialmente, a sociedade foi chamada "Guarda Paulista", mas, depois, foi fixada em MMDC, em homenagem aos jovens mortos a 23 de maio. Na fase de conspiração, que levaria ao movimento de 9 de julho, organizou pelotões de voluntários, distribuídos por toda a Capital. Durante o desenrolar da luta, a 10 de agosto, pelo Decreto no. 5627-A, o governo do Estado oficializou o MMDC, cuja direção foi entregue a um decenvirato, presidido por Waldemar Martins Ferreira, secretário da Justiça, e tendo, como superintendente, Luís Piza Sobrinho. Inicialmente instalado na Faculdade de Direito, foi, depois, para o antigo Fórum, na rua do Tesouro, e para o prédio da Escola de Comércio Álvares Penteado. Durante o movimento constitucionalista, cuidou da intendência geral, das finanças, da direção geral do abastecimento, dos departamentos de engenharia, de saúde, de propaganda e militar, do correio militar e dos serviços auxiliares. (do Arquivo do Estado)

2. O extraordinário paulista,Ex- GM do GOB - Pedro de Toledo, nesse dia, recebia, com extrema dignidade e serenidade, a desgraça que se abatia sobre si e sobre S. Paulo, dizendo, apenas: "São Paulo não foi derrotado! Fomos traídos e vencidos no campo das armas! Os ideais que nos levaram à luta, porém, serão vitoriosos". Por volta das 18 horas do dia 2, quando se preparava para deixar os Campos Elíseos, ele ouvia a voz do tenente Cândido Bravo, rompendo o pesado silêncio, que cercava o fim de um sonho:


--- Senhor governador, estaremos sempre juntos.

Emocionado, ele respondia:

--- Nem poderia ser de outra forma! Estamos com São Paulo! Somos Maçons!

(segundo reportagem de Silveira Peixoto, em A Gazeta, de 3-10-1932)

3. "Terra Paulista! Da tua carne, massapé e honesta, do teu ventre de Mãe,
fecundo e são, veio a alma que realizou a nacionalidade, imprimindo-lhe o
sentido da Independência e os rumos católicos da Civilização. De ti proveio
o homem que defrontou a natureza peito a peito e que a venceu e a dominou
a facão e a fé! Tu deste geografia ao Brasil! Essa terra toda, que aí se estende
e se esparrama e se perde por esse mundo grande de Deus, tudo isso tem os
seus limites demarcados, não apenas pelos rios que se vadearam, pelas
grimpas transpostas, pelas florestas vencidas! Mas, sobretudo, pelas
sepulturas dos teus filhos, Minha Terra! Balisas! Picadas! Cruzes!

Paulistas, paulistas, paulistas"! - IBRAHIM NOBRE – 1931.

Palavras do Ven.’. Mestre – Denílson Forato

“ Irmãos, hoje a cultura, a história o civismo está em baixa, mas, nós como Maçons e considerada a elite cultural deste país, devemos nunca nos esquecer de nossos irmãos do passado; devemos muito a esses irmãos valorosos. Hoje nesta sociedade conturbada, desnorteada, e sem valores morais o TER passou a ser mais importante dos que o SER. Hoje em dia ser NOBRE, LIVRE de BONS costumes. Precisamos fazer resgatar o CIVISMO neste pais e mostrar aos nossos filhos que este país de homens bons pode prevalecer aos homens do mal, TFA a todos e lembremos com honra o 23 de maio e o 9 de julho.”