terça-feira, 21 de julho de 2009

HÁ QUARENTA ANOS, "A ÁGUIA POUSOU"


Neil Alden Armstrong é nosso irmão. Nasceu em Wapakoneta, 5 de agosto de 1930. Astronauta, piloto de testes e aviador naval americano que escreveu seu nome na história do século XX e da Humanidade ao ser o primeiro homem a pisar na Lua, como comandante da missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969.
Edwin Eugene Aldrin Jr. É também nosso irmão. Nasceu em Nova Jérsey, 20 de janeiro de 1930, astronauta , ex-coronel e piloto da Força Aérea norte-americana e o segundo homem a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, como tripulante e piloto do Módulo Lunar Eagle, da missão Apollo 11, a primeira a pousar no satélite.

sábado, 18 de julho de 2009

POR QUE HÁ VÁRIAS OBEDIÊNCIAS?


Há várias obediências devido à natureza humana.
Não devemos esquecer que, embora a Ordem seja portadora de uma mensagem de AMOR UNIVERSAL, ela é composta por simples mortais: seres humanos falhos, limitados, que ainda não assimilaram ao nível do coração, as grandes virtudes ou os grandes princípios universais. Não restam duvidas que o ideal fosse que houvesse apenas uma Potência no Brasil ou no mundo. Mas...
O Grande Oriente do Brasil foi a primeira Obediência do Brasil, da qual fizeram parte os grandes vultos nacionais que a escreveram nas páginas de ouro da História do País.
Em 1927 desentendimentos inerentes à humana condição provocaram uma dissidência que resultou na criação das Grandes Lojas. Outra dissidência no GOB ocorreu em 1973 e desta formou-se o Grande Oriente Independente.
Hoje em dia, mentes abertas buscam o entendimento. Acordos de cavalheiros como temos visto, podem ser o primeiro passo em direção à união das forças.
É preciso que se entenda que essa divisão existente na maçonaria é, em última análise, APENAS DE ORDEM ADMINISTRATIVA, pois os ritos são os mesmos para as três Obediências. Por isso, os ideais supremos da Maçonaria e seu programa de ação continuam inalterados.
Fraternalmente
Ruy Luiz Ramires
Fonte: Samaúma - Portal Maçônico

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A CONDUTA DE UM MAÇOM

A vida em comum exige sacrifícios:

- Sacrifício pela compreensão, que às vezes não estamos dispostos a dar;

- sacrifício pela percepção do que as pessoas possam pensar sobre um determinado assunto, a fim de nos cuidarmos para não ofendê-las (ninguém gosta de ser ofendido);

- sacrifício pelo respeito que devemos ter para com os outros, situação que muitas vezes não queremos considerar. Esses sacrifícios podem vir num acumular constante em nosso ego. Chegará um ponto em que irá explodir, já que nossas fraquezas são tantas, e a nossa capacidade de esforço para suportar tanta pressão é muito limitada.

Para nós, maçons, isso não serve de justificativa. Não deve ser a maneira correta de pensar, nem devemos concordar com essa explosão. E isso por uma razão muito simples: nós praticamos a tolerância; temos uma capacidade maior de suportar qualquer pressão. A tolerância não significa que sejamos coniventes com situações discordantes. Pelo contrário. Mas as colocações devem ser feitas dentro de um espírito respeitoso, educado, entendendo que as pessoas são como são. Elas têm também o seu modo de pensar, que acham ser o mais correto. Nós não temos o direito de menosprezá-las, por não concordarmos com o seu ponto de vista.

Acima e antes de qualquer explosão, devemos manter o equilíbrio. Em qualquer situação e local. Seja em Loja ou fora dela. Não é porque "Cristo expulsou os vendilhões do templo", que também nos é dado o direito de explodir; que nos é dado o direito de ofender ou tratar grosseiramente o nosso Ir.’..

Lembremos que Cristo expulsou e foi grosseiro com os vendilhões do templo. Ele não expulsou os seus seguidores, no caso, os apóstolos, mas sim os vendilhões.

E se fizermos uma análise daquele tempo, de como agiam Cristo e seus discípulos, do seu pequeno e restrito número de "OObr.’.", das ações praticadas, e das reuniões que faziam, podemos chegar a dizer que eles formavam uma Loja Maçônica. Eles eram maçons. Por acaso já havíamos pensado nisso?

E dizemos isto, mesmo sabendo como a história terminou. Entre eles havia um traidor (comum e conhecido de todos nós); seus seguidores negaram até uma simples amizade que poderia existir entre eles, quando um dos "OObr.’.", o Cristo, mais necessitava; e esse "Obr.’.", participante ativo e um líder dentro dessa provável Loja, acabou sendo crucificado sem que qualquer um dos outros fizesse alguma coisa para impedir.

Esses fatos podem suscitar alguns questionamentos: "que tipo de IIr.’. eram esses?"; "que ambiente maçônico era esse?"; "onde estava o espírito maçônico no momento em que um deles passava os piores momentos da vida?".

Pois é. O que prevaleceu em toda essa história, foi a fraqueza humana. E nós, do alto da sabedoria em que nos colocamos muitas vezes queremos ignorar essa fraqueza. Se entre eles houve o que houve, imaginem entre nós.

Mas nós somos assim. Cheios de imperfeições. E achamos que estamos certos. Quando teremos a humildade de aprender isso?

Freqüentemente fazemos as nossas orações. Entre elas, a mais comum, independente de credo religioso ou de idioma: o "Pai Nosso". Num certo trecho diz: "... venha a nós o vosso Reino".

Será que nos comportamos e agimos condignamente para receber esse Reino? Lembre-se que nos referimos ao Reino de Deus. Entre os maçons, homens iniciados, isso pode ser mais fácil. Quando reunidos em Loja, podemos dizer que estamos num patamar superior ao que ocorre no mundo profano. Fechados dentro do Templo nos elevamos a um nível mais sublime, mais profundo. De maior contemplação, que oferece condições de meditação o tempo todo. Isso porque somos iniciados. E poucos o são. É um privilégio de alguns terem um ambiente tão propício para receber o Reino de Deus.

Mas, mesmo assim, apresentamos dificuldades em assimilar e conhecer verdades tão marcantes na vida do homem e tão comum no Reino de Deus. Às vezes esquecemos a diferença entre humildade e orgulho. Esquecemos que deve prevalecer o altruísmo sobre o egoísmo. Colocamos as nossas vaidades acima de tudo. Achamos que devem prevalecer as nossas vontades pessoais em detrimento do que pensa a maioria. Achamos que só nós sabemos distinguir o certo do errado. O que é bom, do que é mau.

Faz-se necessário que tenhamos equilíbrio em nossas ações. Que respeitemos as opiniões alheias.

Afinal, nós vivemos em união. Não nos esqueçamos da corda de 81 nós, que nos cerca pelo alto, acima de nossas cabeças.

É fundamental andarmos de mãos dadas. É fundamental entendermos que as diferenças existentes não possam ser consideradas tão grandes a ponto de nos diluir. De nos reduzir a nada. De nos reduzir a pó.


Fraternalmente,

Ruy Luiz Ramires
Fonte: Samaúma - Portal Maçônico

terça-feira, 14 de julho de 2009

PAPA CLEMENTE XII

O Resumo dos acontecimentos históricos que antecederam à Edição da Bula “In Eminenti Apostolatus Specula” assinada pelo Papa Clemente XII em 28 de abril de 1738.

A Bula “In Eminenti” assinada pelo Papa Clemente XII em 1738, foi na verdade uma articulação daqueles que estavam à sua volta, sob o comando do Cardeal Néri Corsini, sobrinho, assessor e braço direito de Clemente XII.

O Papa nessa época estava muito doente, quase não saia da cama (sofria de artrose severa que praticamente o impedia de sair da cama, que os médicos da época chamavam de “gota” e tinha também uma érnia, que por vezes lhe saíam as vísceras, precisava sempre andar com bandagem para mantê-las no lugar), e completamente cego....tudo o que ele assinava, tomava conhecimento através do que lhe era falado.

Depois do conteúdo de qualquer documento ser explanado e, ele estando de acordo, seu assessor, o Cardeal Corsini, orientava sua mão na parte do documento que deveria ser assinada. Sinteticamente, como a maioria de nós já sabe, a Bula diz que quem frequentar Ordens Iniciáticas Secretas (inclui-se aí a Maçonaria) será excomungado.

Vamos narrar alguns fatos históricos importantes para entendermos porque e como ela foi elaborada.

A Igreja Romana preocupava-se especificamente com um oficial Inglês chamado Barão Stosch, pois para a época ele era um revolucionário que pregava idéias de liberdade que colocavam em risco o poder da Igreja, além disso falava aos quatro ventos que era um “Liberi Muratori” (Free-Mason - Franco-Maçom) e membro de uma Loja Maçônica em Florença, como a Igreja já tinha conhecimento de que na Ordem havia um “grande segredo” que não poderia ser revelado, esse foi um motivo muito grande para colocar a Ordem na mira do poder da Igreja.

Vale um esclarecimento, a maioria esmagadora das Lojas Maçônicas Européias do séc XVII e XVIII formam fundadas por Ingleses, Irlandeses e Escoceses, das mais variadas áreas profissionais.

É bom reforçar, todas elas tinham Ingleses, Irlandeses e Escoceses em seus quadros, que para a Igreja Católica eram considerados hereges.

Ocorre que nem na própria Maçonaria, em Florença, o Barão Stosch era bem quisto. Mas, como ele era amicíssimo e mantinha um ótimo relacionamento com Sua Majestade o Rei da Inglaterra, ninguém tinha coragem de propor sua saída da Ordem e de Florença e, apesar da Igreja pressionar o Grão-Duque da Toscana a expulsar o desafeto, ele demora a executar essa ordem, pois também não queria arrumar um problema sério com o Rei da Inglaterra.

Os Membros do Clero que estavam assessorando o Papa estavam de olho nele e na Maçonaria de algumas cidades Italianas, (Florença, Veneza, Pisa) e era contra elas que estavam preparando uma “punição”. Mas, por sua (maçonaria) dita “universalidade”, o Vaticano acabou estendendo essa “punição” para toda a instituição européia continental, a coisa deixaria de ser pessoal e passaria a ser contra a instituição. Mais ou menos assim: - matar a vaca para acabar com o carrapato.

Desde o Século XVII a alta cúpula do Papado de Roma estava preocupada com a nova sociedade, que surgia com muita força em quase todos os países da Europa. Denominada Franco-Maçonaria, não por evidências de desvio de comportamento de seus integrantes, mas principalmente pelo conteúdo do juramento que era prestado pelos homens que nela entravam.

Percebam que já era de conhecimento da Igreja, desde o final do Séc. XVII, o conteúdo do Juramento da nossa Cerimônia de Iniciação Maçônica.

O que lhes causava verdadeiro “pânico” era os iniciados se permitirem ter uma morte “horrível” e “cruel” se revelassem o seu segredo....que era o de ter o P.'. cortado e a cabeça A.'. e seu C.'. Ent.'. nas areias do mar, onde o F.'. e R.'. das ondas o mantivesse em P.'. Esquecimento.

Para eles, a permissão desse tipo de morte para guardar um segredo, dava margem a criarem um sem número de teorias conspiratórias contra o poder da Igreja no continente Europeu, e esse também foi o argumento utilizado pela Igreja para trazer como aliados Reis de alguns Países europeus. De forma bem objetiva não era nada mais que isso.

O conteúdo do nosso Juramento está escrito em vários documentos do Vaticano espalhados por toda a Europa, e estão guardados em Arquivos ou Bibliotecas Nacionais e no próprio Arquivo Secreto do Vaticano até hoje. >>>Só a título de curiosidade, o jornal londrino “The Flying Post” publicou nos dias 11, 12 e 13 de abril de 1723, “a masons examination” (o exame de um maçom) e nessas edições, colocou todo o conteúdo do juramento prestado pelo Aprendiz no dia de sua Iniciação.

Quando o Vaticano, através dos assessores do Papa Clemente XII, resolveu tomar uma medida punitiva contra os Membros de algumas Lojas Maçônicas da Itália, repito, por causa de sua conhecida “universalidade” maçônica, resolveram extender isso para toda a Ordem existente na Europa católica. Acontece que a Maçonaria em sua Origem é eminentemente Cristã, na Inglaterra, Escócia e Irlanda não católica, mas cristã.

Quando os padres inquisidores, principalmente em Portugal e Espanha, foram atrás de seus membros para proibi-los de reunirem-se sob pena da excomunhão, surpreenderam-se, pois todas as Lojas já não mais se reuniam, resolveram encerrar suas atividades assim que tomaram conhecimento da proibição pela Bula Papal.

Podemos perceber aqui que, como sabemos, os Maçons respeitaram o que juravam, assim como fazemos hoje, respeitar as Leis, os Poderes Constituídos e a soberania dos Reis e, naquela época, uma ordem Papal era Lei.

Ninguém fora da Ordem sabia que o juramento “terrível”, restringia-se apenas à divulgação dos toques, sinais e palavras pelos quais os Obreiros utilizavam para se reconhecer em qualquer lugar do mundo.

A Maçonaria naquela época era realmente de ajuda mútua, quando um Irmão precisava de ajuda, os outros se reuniam e o ajudavam para evitar que “profanos” tirassem proveito dessa ajuda mútua, juravam segredo quanto aos sinais, toques e palavras...comportamento este herdado das antigas guildas de pedreiros livres.

Bem resumidamente, o incomodo que o Barão Stosch causava no Clero com seus discursos revolucionários, associada a essa falta de entendimento da diferença do juramento, mais o medo da força que a Ordem vinha adquirindo por causa do nível intelectual de seus membros e da “febre’ que acometeu a alta sociedade europeia em participar da Ordem, foram as principais causas para a Edição da Bula.

Esses fatos resumidamente colocados acima, são ingredientes mais do que suficientes para compreendermos o que aconteceu depois...

É da natureza humana criar monstros onde não existem, o desconhecimento causa perturbação, que geram as suposições e as teorias conspiratórias, que acabam tornando-se problemas reais... daí à ação é apenas um pequeno passo....

Nossa história está cheia de acontecimentos bizarros que surgem de fatos inexistentes, que só está na cabeça de quem se sente ameaçado ou interessado em tirar vantagem de algum acontecimento. Esse é apenas mais um.

A história existe para conhecermos, refletirmos e não repetirmos os mesmos erros...

Tudo o que foi escrito aqui, foi baseado em um trabalho de defesa de tese do Prof. de História José A. Ferrer Benimeli - Espanhol - NÃO MAÇOM - elaborado em 1972, em oito volumes.

Esse trabalho foi todo embasado em documentos históricos encontrados pelo autor em vários locais da Europa como: Arquivos Nacionais, Arquivos Gerais, Arquivos de Palácio Real, Ato Histórico Eclesiástico, Arquivos Estaduais, Bibliotecas Nacionais, Bibliotecas de Museus e no Arquivo Secreto do Vaticano. Existe um livro chamado “Arquivos Secretos do Vaticano e a Franco-Maçonaria” que é um resumo dessa defesa de tese, está muito bem escrito, e o autor preocupa-se em relatar a história de forma cronológica, em vários países da Europa.

Ele foi editado no Brasil pela Madras Editora - é um excelente livro para quem gosta de conhecer a história através de documentos.

Fonte: Revista Universo Maçônico

Enviado pelo Ir.'. Gerson Magdaleno – M.'. I.'. Grau 32Grão Mestre Assistente da Grande Loja de Mestres Maçons da Marca do Brasil - Coordenador Estadual das Ordens de Aperfeiçoamento Maçônico - Membro Efetivo das Lojas:Livres Pensadores - 2304 - Benfeitora da Ordem GOB-SP;Madras - 3359, GOB-SP; Tempo de Estudos - 3830, GOB-SP