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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

OS 33 GRAUS DO REAA


1º - Aprendiz - Avental de pele branca com a abeta (ou babadouro) levantada. Simbolicamente, o aprendiz é representado em mangas de camisa e com esta aberta no peito, numa alusão ao seu traje durante as provas de iniciação, em que se deve apresentar com peito nu, o joelho descoberto e o pé esquerdo descalço.

2º - Companheiro - Avental de pele branca com a abeta voltada para baixo. O companheiro já é representado em traje civil completo, segundo a moda da época.

3º - Mestre - Avental branco forrado e debruado de vermelho; no meio do avental estão pintadas ou bordadas a vermelho as letras "M.·. B.·.". Ao pescoço, fita azul de cerca de 10cm de largura ("quatro polegadas"), tendo, na sua extremidade inferior, uma roseta vermelha; pendente acha-se a jóia, que consiste num esquadro e num compasso, este aberto num ângulo de 45 graus. Estas insígnias, que se mantiveram essencialmente até hoje na Maçonaria portuguesa, conhecem, todavia, na atualidade, uma ligeira alteração, s., a substituição da fita por uma banda azul debruada de vermelho, que se usa a tiracolo da direita para a esquerda.
Passe Mestre - Insígnias semelhantes às de "Mestre"; no avental pinta-se ou borda-se a ouro um círculo, em cujo campo estão as duas colunas "B.·." e "J.·." dos templos maçônicos e, no meio, um pentagrama ou estrela flamejante de cinco pontas com um iod hebraico no centro; em volta da circunferência, servindo de orla, estão as letras "H.·. T.·. S.·. T.·. K.·. S.·.".


4º - Mestre Secreto - Avental branco preso por fitas (ou cordões) pretas; no meio do avental, dois ramos cruzados, um de loureiro e o outro de oliveira, com a letra "Z" no centro; abeta azul com um olho pintado ou bordado a ouro. Ao pescoço, fita azul debruada de preto, tendo pendente a jóia, que é uma chave de marfim, igualmente com um "Z" inscrito.


5º - Mestre Perfeito - Avental branco com abeta verde; no meio do avental há três circunferências concêntricas tendo no centro da menor um cubo com a letra "J" na face principal. Ao pescoço, fita verde de onde pende a jóia, que é um compasso aberto a 60 graus sobre um segmento de círculo graduado.



6º - Secretário Íntimo ou Mestre por Curiosidade - Avental branco debruado de vermelho, tendo na abeta um triângulo, pintado ou bordado a ouro, com três pontos (.·.). Ao pescoço, fita carmesim de que pende a jóia, que é formada por três triângulos entrelaçados.

7º - Preboste e Juiz - Avental branco bordado de vermelho na orla e ao longo da abeta onde se acha, pintada ou bordada, uma chave de ouro; no meio do avental existe uma algibeira debruada de vermelho com uma roseta também vermelha. Ao pescoço, fita carmesim, tendo pendente a jóia, que é outra chave de ouro.



8º - Intendente dos Edifícios - Avental branco debruado de vermelho e bordado, na orla, a verde; no centro, a vermelho, uma estrela de nove pontas e, por baixo, uma balança a ouro; na abeta, um triângulo branco debruado de verde tendo inscritas, na mesma cor, as letras "B.·. A.·. J.·.". Banda carmesim posta a tiracolo, da direita para a esquerda, de que pende a jóia, consistindo num triângulo de outro com inscrições alusivas ao grau.


9º - Mestre Eleito dos Nove - Avental branco debruado de preto tendo, no centro, bordado ou pintado, um braço segurando um punhal no ato de ferir; abeta, debruada também de preto. Banda preta, posta a tiracolo, da esquerda para a direita, tendo semeadas nove rosetas vermelhas, de forma a que se vejam quatro na face dianteira e outras quatro na traseira; como jóia, um punhal de ouro com lâmina de prata, que pende da nona roseta, situada na parte inferior da banda.


10º - Ilustre Eleito dos Quinze - Avental branco debruado de preto, tendo, no meio, uma vista simbólica da cidade de Jerusalém com três portas e, frente a cada uma delas, espetada num poste, uma cabeça; abeta debruada também de preto. Banda preta a tiracolo, da esquerda para a direita, com três cabeças pintadas ou desenhadas na parte da frente; do extremo inferior da banda pende a jóia, que é um punhal de ouro com cabo de prata. Segundo os rituais do século XX, a banda ostenta, além das três cabeças, nove rosetas vermelhas e doze lágrimas de prata.11º - Sublime Cavaleiro Eleito - Avental branco debruado de preto, com orla decorativa também a preto; no meio, uma algibeira tendo pintada ou bordada uma cruz vermelha; abeta debruada e orlada de preto. Banda preta, colocada a tiracolo, da esquerda para a direita, tendo bordada a prata a divisa "VICERE AUT MORI"; a jóia, pendente da extremidade inferior da banda é um punhal de ouro com lâmina de prata. Nos rituais do século XX permite-se a substituição da divisa por "três corações inflamados", bordados.


12º - Grande Mestre Arquiteto - Avental branco, debruado e orlado de azul, com uma algibeira ao meio, também orlada da mesma cor, abeta debruada de azul. Banda azul a tiracolo, da direita para a esquerda; tem suspensa, na sua extremidade inferior, a jóia, que é uma chapa quadrada com inscrições alusivas ao grau.



13º - Real Arco - Banda escarlate, da direita para a esquerda, de cuja extremidade inferior pende a jóia, um triângulo ou uma medalha de ouro com inscrições alusivas ao grau. Nos rituais do século XX usa-se, além da banda - convertida em fita posta ao pescoço - , um avental branco orlado de escarlate


14º - Grande Escocês - Avental branco, debruado de carmesim e orlado com um folho da mesma cor; no meio, está pintada ou bordada, também a carmesim, uma pedra quadrada com um anel ao centro. Fita de igual cor ao pescoço, tendo pendente a jóia que é um compasso de ouro aberto em cima de um quarto de círculo. Nos rituais do século XX, o avental é orlado com um folho azul, em vez de carmesim.


15º - Cavaleiro do Oriente ou da Espada - Avental branco, debruado de verde; no meio, acham-se bordados três cepos de carvalho formando um triângulo, no centro do qual estão inscritas as iniciais "L.·. D.·. P.·."; na abeta, pintada ou bordada, vê uma cabeça ensangüentada entre duas espadas cruzadas. Banda verde-mar a tiracolo, da direita para a esquerda, tendo bordados ossos, membros, cabeças, espadas inteiras e espadas partidas, bem como uma ponte com as iniciais acima referidas; da banda pende a jóia, que é uma pequena espada. Nos rituais do século XX, o triângulo de cepos de carvalho é substituído por três triângulos entrelaçados, sendo os lados formados por pequenos triângulos.
16º - Príncipe de Jerusalém - Avental vermelho debruado de amarelo claro; facultativamente, pode pintar-se no meio uma imagem do templo de Salomão, ladeado por: um esquadro, um compasso, um escudo, um delta flamejante e o braço da justiça. Ao pescoço, escapulário azul debruado de amarelo e bordado a ouro, com uma balança, o braço da justiça, um punhal, cinco estrelas e duas coroas; dele pende a jóia, que é uma medalha de ouro tendo gravadas, no anverso, uma mão sustentando uma balança e, no reverso, uma espada de dois gumes e cinco estrelas. Luvas vermelhas. Nos rituais modernos, tal como no texto do ritual de 1841-42, a cor do escapulário é avermelhada ("cor de aurora"), em vez de azul.


17º - Cavaleiro do Oriente e do Ocidente - Avental amarelo debruado de vermelho. Banda branca, a tiracolo, da direita para a esquerda. Ao pescoço, fita preta tendo pendente a jóia, um heptágono parcialmente de ouro e parcialmente de prata ou de madrepérola, com inscrições alusivas ao grau.


18º - Soberano Príncipe Rosa-Cruz - Avental amarelo debruado de escarlate, tendo ao meio três círculos e três quadrados concêntricos, com três triângulos também concêntricos inscritos no círculo menor; na abeta, borda-se um "J" a ouro (embora na gravura pareça vermelho). Ao pescoço, fita metade verde (a da direita), liga escarlate com a legenda "VIRTUDE E SILÊNCIO". As insígnias modernas são bastante diferentes destas, baseando-se essencialmente a sua simbologia no pelicano alimentando os sete filhos com a carne do peito e na cruz com a rosa mística.


19º - Grande Pontífice - Banda carmesim orlada de branco, posta a tiracolo, da direita para a esquerda; bordadas, doze estrelas de ouro, bem como as palavras "Alpha" à frente e "Omega" atrás. Da banda pende a jóia, em forma de quadrado, tendo gravadas letras alusivas ao grau. Toga branca e fita azul com doze estrelas de ouro cingindo a testa. Nos rituais modernos, a toga e a fita da cabeça estão omitidas, surgindo, em compensação, um avental branco com decorações alusivas ao grau.


20º - Venerável Mestre de todas as Lojas - Avental azul orlado de amarelo, com abeta amarela; pintado ou bordado a ouro, no meio, um triângulo com a letra "R" inscrita; da fita que ata o avental pendem dois cordões amarelos franjados. Escapulário azul e amarelo estando, na parte da frente, o azul em cima e o amarelo em baixo e, na parte de trás, o amarelo em cima e o azul em baixo. A jóia, que pende do escapulário, é um triângulo de ouro com a letra "R".


21º - Cavaleiro Prussiano ou Noaquista (também grafado "Noaquita") - Avental amarelo. Banda preta, posta a tiracolo, da direita para a esquerda, tendo pendente, da extremidade inferior, a jóia, que é um triângulo eqüilátero de ouro atravessado por uma flecha com a ponta virada para baixo. Luvas amarelas.


22º - Real machado - Avental de pele branca, debruado de vermelho e atado com fita vermelha; pintadas, uma mesa redonda com desenhos e plantas de edifícios em cima, tendo por baixo três figuras, uma derrubando uma árvore, outra cortando os ramos da árvore derrubada, e a terceira afeiçoando a madeira; na abeta, um olho bordado a ouro. Ao pescoço, fita larga cor de fogo, tendo pendente a jóia, que é um machado de ouro com cabo terminado em borma de coroa e, gravadas, letras alusivas ao grau. Nos rituais modernos, omitem-se as três figuras do avental e muda-se para as cores do arco-íris a cor da fita.

23º - Chefe do Tabernáculo - Faixa escarlate à cintura, com franja de ouro pendente do lado direito. A jóia, pendente da faixa, é um turíbulo suspenso por roseta preta. Toga branca. Nos rituais modernos, acrescentam-se um avental escarlate, orlado de amarelo e uma fita da mesma cor, ao pescoço.


24º - Príncipe do Tabernáculo - Avental branco debruado de cor de fogo, tendo no meio uma esfera de ouro. Banda da mesma cor com a esfera ao meio, posta a tiracolo, da direita para a esquerda. Facultativamente, usa-se uma toga azul semeada de estrelas de ouro, com gola guarnecida de "raios de garça de ouro de maneira que formem uma espécie de resplendor por detrás da cabeça". Fita azul com estrelas de ouro cingindo a testa. Nos rituais modernos surgem variantes: escarlate em vez de cor de fogo; fita ao pescoço em vez de banda; triângulo luminoso em vez de esfera; murça azul e manto cor de ouro.


25º - Cavaleiro da Serpente de Bronze - Fita vermelha ao pescoço, com a divisa "VIRTUDE E CORAGEM"; pendente da sua extremidade, a jóia, que é uma serpente enroscada numa vara terminando em "T". Nos rituais modernos, acrescenta-se um avental brando, orlado de escarlate.
26º - Príncipe da Mercê (também grafado "Merci" ou "Mercy") - Avental escarlate, no meio do qual está pintado um triângulo, metade verde e metade branco. Ao pescoço, fita tricolor, vermelha, branca e verde, em faixas paralelas, estando o verde em baixo; dela pende a jóia, que é um triângulo eqüilátero de ouro.



27º - Grande Comendador do Templo - Avental vermelho forrado e debruado de preto; no meio, tem, a preto, uma cruz tectônica rodeada por uma coroa de louro; na abeta, e na mesma cor, uma chave. Ao pescoço, fita branca com risca vermelha perto de cada borda, semeada de cruzes duplas vermelhas; dela pende a jóia, um triângulo eqüilátero de ouro. Nos rituais modernos, como aliás na própria descrição escrita de 1841-42, a cruz do avental coloca-se na abeta, juntamente com a chave; há ainda outras variantes, de menos importância.


28º - Cavaleiro do Sol - Avental de pele "parda", debruado de preto. Ao pescoço, fira de moirée branco, tendo na ponta, bordado ou pintado, um olho a ouro; a jóia, pendente da fita, é um triângulo radiante de ouro, com um olho no meio. Túnica curta azul celeste. Barrete de seda azul, bordado a ouro, ou fita amarela cingindo a testa. Nos rituais modernos suprime-se o avental.

29º - Grande Escocês de Santo André - Banda de moirée carmesim, posta a tiracolo, da esquerda para a direita; dela pende a jóia alusiva ao grua. Toga vermelha com cinta de seda branca, franjada a ouro. Nos rituais modernos há variantes; acrescenta-se um avental branco orlado de verde com franjas de ouro, permite-se a substituição da banda por uma fita ao pescoço e conhecem-se dois tipos de jóia, consoante se use banda ou fita.



30º - Grande Eleito Cavaleiro Kadosch (também grafado "Kadosh" e "Kadesh") - Avental branco debruado de vermelho com a cruz teutônica no centro. Banda preta, orlada de prata, posta a tiracolo da esquerda para a direita, tendo bordados, a ouro uma cruz teutônica e duas espadas entrelaçadas, e a prata uma águia bicéfala (com coroa e segurando uma espada, ambas a ouro), as iniciais "C.·. K.·. S.·." e uma caveira com dois ossos entrecruzados; laço e franja de prata na extremidade inferior; desta pende também a jóia, que é um punhal de prata com cabo de ouro. Cinta vermelha. Usa-se igualmente, em alternativa às anteriores insígnias, uma túnica branca aberta dos dois lados, debruada de preto; no peito e nas costas, leva uma grande cruz teutônica, a vermelho. Cinta preta franjada de prata, de que pende a jóia, um punhal com cabo de marfim e ébano. Chapéu com abas abatidas, tendo na frente um sol com raios de ouro e fundo de prata, no meio do qual se acha um pequeno olho; aos lados do sol, as letras "N" e "A". Nos rituais modernos suprime-se geralmente o avental e surgem alterações de somenos importância. Também se não faz uso da túnica nem do chapéu.



31º - Grande Juiz Soberano Comendador - Avental branco debruado de prata com a cruz teutônica no meio, também de prata, e o número "31" bordado a vermelho, na abeta. Ao pescoço, fita de moirée branca, tendo na ponta um triângulo radiante de ouro com o número "31" bordado a vermelho. O avental pode ser suprimido nas sessões de loja de grau inferior. Nos rituais modernos acrescenta-se a jóia, pendente da fita, que é uma cruz teutônica...




32º - Sublime Príncipe do Real Segredo - Ao pescoço, fita preta orlada de prata e forrada de vermelho, com uma cruz teutônica na ponta, bordada a vermelho, onde se desenha uma águia bicéfala de prata; no reverso da fita borda-se outra cruz teutônica, a preto; a jóia, pendente da fita, é uma cruz teutônica de ouro esmaltada de vermelho, com o número "32" no centro. Usa-se também, em alternativa, uma túnica branca com cinta negra franjada de prata, e um manto vermelho no qual se borda uma cruz teutônica branca; no peito da túnica borda-se outra cruz teutônica, vermelha. Chapéu semelhante ao do grau 30, preto com uma águia bicéfala a ouro. Nos rituais modernos, para lá de se omitir a túnica, o manto e o chapéu, acrescenta-se uma cinta preta franjada de prata, com a cruz teutônica pendente.



33º - Soberano Grande Inspetor Geral - Avental branco, orlado de folho vermelho, tendo bordada no meio uma águia bicéfala de ouro, coroada e sobreposta por cinco bandeiras; na abeta borda-se uma cruz teutônica a vermelho e ouro. Banda de moirée branca, posta a tiracolo, da direita para a esquerda; tem bordados, a ouro e vermelho, a águia bicéfala coroada, um triângulo radiante tendo no centro o número "33" e duas bandeiras cruzadas e sobrepostas por uma coroa; franja de ouro. Cinta de moirée branco, franjada de ouro, com uma cruz teutônica a vermelho e ouro no centro. Ao pescoço, fita estreita branca, tendo pendente a jóia, que é uma águia bicéfala preta coroada, com bico, unhas e espada nas garras a ouro. Usa-se em alternativa, para ocasiões solenes, uma túnica vermelha orlada de ouro, banda e cinta como as anteriormente descritas, e manto brando orlado e bordado de ouro, com uma cruz teutônica vermelha. Na cabeça coroa aberta. Nos rituais modernos, para além de se omitir o traje de cerimônia, suprime-se o avental.

Fonte: Figurinos Maçônicos Oitocentistas, um «guia» de 1841/42 com apresentação, introdução e anotações do Dr. A. H. de Oliveira Marques (Editorial Estampa, Lisboa, 1983) - cortesia do Grêmio Fênix (GOL, Lisboa)

terça-feira, 8 de julho de 2008

TEXTO ANÔNIMO ENCONTRADO NA INTERNET, REPUDIANDO A OSTENTIVA DIFAMAÇÃO DA ORDEM MAÇÔNICA.

Ninguém pode, aqui na Terra, por vaidade ou por presunção, julgar-se dono da verdade. Algumas pessoas e seitas que exploram a fé dos inocentes fazem acusações tendenciosas e absurdas tentando inutilmente denegrir a imagem da verdadeira e milenar Franco-Maçonaria Universal.
Já provamos desta ira "em nome de Deus" antes, quando vários Irmãos e suas famílias foram queimados vivos nas fogueiras da Santa Inquisição, suas propriedades confiscadas e excomungados pela Igreja, acusados de heresia, por lutarem a favor do povo.
Ao contrário deles, não inventamos curas nem operamos milagres, nem tiramos o pão que alimenta a família do pobre iludido trabalhador. Como num show, repleto de "marketing", eles fazem da fé um produto de sucesso, prometem a salvação, urram blasfêmias, ofensas e ameaças, baseadas na ignorância absoluta, no fanatismo cego e na perversidade feroz, visando apenas a auto-promoção.
Nunca questionamos a existência de nosso Deus Jeová, Criador dos Céus e da Terra, nem a do Cordeiro de Deus, nosso único Salvador Jesus Cristo, pois seria contra os nossos ensinamentos e nosso credo na Santíssima Trindade.
A Maçonaria não costuma divulgar ou alardear seus feitos, porque achamos que, o que a mão direita doa, a esquerda não precisa saber, justamente para combater a vaidade. Mas, diante das calúnias, resolvemos, num ato isolado, desmentir os falsos profetas, verdadeiros lobos disfarçados de ovelhas, que agridem os seus semelhantes, zombando dos ensinamentos do Pai, usando em vão o Santo nome de Deus, o Grande Arquiteto do Universo.
01 - A Maçonaria não é uma religião, nem uma seita, como eles insistem em mentir e, sim, uma instituição que adota um movimento filosófico, moral e espiritual, cujo escopo maior é o aperfeiçoamento do homem, desprezando-se a letra que mata, em favor do espírito que vivifica. A essência da Maçonaria tem sua origem com a criação do próprio universo, quando Deus lançou os fundamentos morais e espirituais da evolução.
02 - O candidato para entrar na Maçonaria, tem que crer em Deus, amá-lo sobre todas as coisas e ser sensível ao bem, além de ser um homem livre e de bons costumes.
03 - Sempre abominamos os sacrifícios, o reino das trevas e seus adeptos.
04 - Em todas as nossas reuniões, usamos a Bíblia Sagrada como o Livro da Lei.
05 - A Maçonaria não faz distinções de raça, cor ou de credo.
06 - O lema da Maçonaria é: Liberdade (de toda escravidão), Igualdade (perante Deus) e Fraternidade (para com os filhos de Deus).
07 - A família para a Maçonaria é a base de tudo, depois de Deus.
08 - A Maçonaria ensina que devemos nos preparar para vida eterna com fé, esperança e caridade, e nossa vida profana tem que seguir nos trilhos da humildade, honestidade e fraternidade.
09 - Nem todos que se dizem "Maçons" o são de fato, e nem todas organizações que se intitulam "Maçonaria" (como a P2 na Itália) são regulares, ou seja, não são reconhecidas e nem fazem parte da Maçonaria Universal.
10 - Sempre combatemos o mal, a mentira, a ignorância, a tirania, a injustiça, o egoísmo, a ganância e as trevas.
11 - Existem vários exemplos da participação Maçônica em defesa dos povos em diversos fatos na história da Humanidade. Veja alguns:
a - Revolução Francesa;
b - Combate à Inquisição;
c - Lei do Ventre Livre;
d - Lei dos Sexagenários;
e - Abolição da Escravatura;
f - Independência do Brasil e da América Latina;
g - Proclamação da República;
h - Conspiração internacional contra o Nazismo e proteção aos judeus e minorias étnicas;
i - Campanhas nacionais contra as drogas;
j - Envio de alimentos e roupas para vítimas da seca e de inundações em várias ocasiões;
l - Manutenção de várias obras assistenciais no mundo, inclusive Católicas e de outras religiões; m - Alfabetização de adultos e crianças carentes em todo o Brasil e no mundo;
n - Hospitais espalhados pelo mundo e ambulatórios médico-hospitalares em vários municípios brasileiros, e muitas outras obras, que se fôssemos relatar, seriam necessárias várias páginas como esta.
Esperamos com isso esclarecer às pessoas que ouvem coisas estúpidas sobre essa Ordem que sempre contribuiu para o bem da Humanidade, e também alertar aos que acusam levianamente sem ter conhecimento de causa.
Este trabalho não é um manifesto oficial de um poder Maçônico, conforme citado anteriormente. O Grupo MC (Maçonaria Carbonária) é formado por Mestres oriundos de várias Lojas, unidos no firme propósito de vigiar (investigar) e combater a tirania, a opressão, os que deturpam e tentam denegrir a Ordem, os que desrespeitam os Landmarks e os princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Fonte: Loja Maçônica “22 de agosto nº. 1819”

quarta-feira, 18 de junho de 2008

REGULARIDADE MAÇÔNICA - A VERDADE -



A MÃE DA MAÇONARIA


- A verdade que se esconde propositalmente -



Em um sentido lato, denomina-se Maçonaria Regular, aquela maçonaria que se atem a uma serie de normas e regras amplamente aceitas, como essencialmente maçônicas. O conceito de regularidade que se exerce em Maçonaria tem a mesma importância que teria em qualquer outra instituição que quiser assegurar um funcionamento ordenado de suas estruturas.
Não obstante, algumas das principias organizações maçônica discrepam sobre quais deveriam ser os critérios de regularização. Assim como, muitas delas, ainda mantém intactos vários dos princípios fundamentais, apesar de terem modificados tais critérios, alternativamente em um, ou outro sentido, porem o conteúdo principal faz parte de um debate aberto, gerando sérias dicotomias no seio da fraternidade maçônica.





BREVE RESENHA HISTÓRICA




Existe um acordo geral sobre o fato de que a moderna Maçonaria ou a Franco-maçonaria Especulativa nasce em 1717, quando quatro Lojas de Londres se unem para criar uma instituição de maior nível, denominada Grande Loja de Londres, constituindo um tipo de maçonaria nova que, se baseia no modelo organizativo dos antigos maçons operativos (obreiros), consequentemente, já não se dedica à construção de edifícios, se não a elevação de um “Templo Ideal”, baseada nos princípios da sabedoria e da moral.


Rapidamente se iniciou a criação de novas lojas desta modalidade, tanto em Londres como em ouras regiões da Inglaterra e Europa, sob a jurisdição da recém nascida obediência e, que já em 1723, se aprova sua Carta Magna. Este documento, elaborado por Anderson e sendo o único documento oficial que se conserva oficialmente do tempo em que a Franco-maçonaria Especulativa se estabeleceu sobre a Franco-maçonaria Operativa. Ha um acordo prévio para ser considerado o documento base da maçonaria moderna. A parte essencial destas “Constituições de Anderson” é a que trata dos deveres do um Franco-maçom. Estes deveres constituem a verdadeira Carta Constitucional da Franco-maçonaria especulativa ou moderna franco-maçonaria; é a eles que devemos nos referir para interpretar o verdadeiro espírito dos fundadores da Franco-maçonaria. Os regulamentos gerais que figuram nestas “Constituições” foram modificadas em pormenores pela Grande Loja Unida da Inglaterra.


Cada Potencia Maçônica passou a adotar as regras que melhor pareciam fortalecer o processo de desenvolvimento, conseqüentemente não podemos levantar nenhuma objeção a este fato, posto que o Artigo “39” dos Regulamentos Gerais de 1723, determina que a “Grande Assembléia Anual tem poder e autoridade suficiente para introduzir modificações o expedir novos regulamentos em beneficio da Fraternidade, sempre e quando se respeitem os antigos Lindeiros” portanto, os legisladores Maçônicos não puderam jamais se por de acordo tanto em numero quanto a formulação exata destes documentos. Por isso, podemos dizer ser impossível a intervenção de uma autoridade arbitral para assegurar como uma condição de regularidade o ser destes “Lindeiros” sob a ótica de que nenhum destes textos tem se apresentado o se ratificado como um texto exato por qualquer autoridade reconhecida.


Os “Deveres” de Anderson de 1723 são o único texto que podem sentir-se vinculados todas potencias maçônicas universais. Este valioso documento foi escrito no inicio do século XVIII com o sentido de que as palavras exerciam em seu contexto; certamente impregnada de concepções espirituais que consideradas no contexto universal nesse momento; no entanto, para aqueles que desejam mergulhar num significado mais profundo, deveria visualizar este conteúdo, com um espírito mais tolerante e continuo expressando aspirações mais nobres e exaltando a Irmandade em passagens belas que jamais poderíamos meditar profundamente neles.



AS DUAS CORRENTES DA REGULARIDADE MAÇÔNICA



A Maçonaria atual está dividida em duas correntes principais, de um lado uma liderada pelo Grande Oriente da França e a outra Grande Loja Unida da Inglaterra .


Pode-se dizer de uma forma geral, que todos estão de acordo com a legitimidade da origem, pois, é essencial isto, para que a obediência seja considerada regular. Esta legitimidade de origem implica que qualquer nova obediência deva receber o certificado ou transmissão da regularidade de outra obediência regular, considerando-se a antiga Grande Loja de Londres, como a obediência que emana, em principio, tal regularidade.


Todavia, tanto o Grande Oriente da França como o da Grande Loja Unida da Inglaterra, que apesar de ambas terem sua origem nesta frente legitima, discrepam sobre os princípios da regularidade maçônica.


A Grande Loja Unida da Inglaterra, a sua vez, estabeleceu em 1929, os seguintes critérios, vigentes na atualidade, que devem cumprir as obediências que desejam estabelecer com ela:

1- A obediência deve haver sido legalmente estabelecida por uma Grande Loja Regular ou por três ou mais lojas funcionando sob os auspícios de uma Grande Loja regular.

2- Haverá de ser realmente independente e possuir governo próprio, com autoridade não discutida sobre os Graus simbólicos da Franco-maçonaria ( ou seja, aprendiz, companheiro e mestre) sob sua jurisdição e não estar vinculada de nenhuma outra forma ou vir a compartir soberania com qualquer outro corpo maçônico.


3- Os francos-maçons no âmbito de sua jurisdição deverão ser exclusivamente homens e tanto ela como suas lojas não poderão ter contatos maçônicos com lojas que admitam mulheres.


4- Os francos-maçons no âmbito de sua jurisdição deverão crer em um Ser Supremo.


5- Todos os francos-maçons no âmbito de sua jurisdição deverão assumir seus compromissos sobre o Livro da Lei Sagrada ( A Bíblia) ou a vista dele ou do livro considerado sagrado, que através dele se realiza o compromisso maçônico.


6- As três ·”Grande Luzes” da Franco-maçonaria ( ou seja, a Bíblia, o esquadro e o compasso) deverão estar expostos quando estiverem abertas, tanto a Grande Loja quanto suas lojas subordinadas.


7- A discussão sobre religião ou política no âmbito de suas Lojas deve ser proibida.


8- Além do mais, deve-se manter a obediência aos princípios pré-estabelecidos ( dos antigos “Landmarks”) ou “Marcas de referencia”) e dos costumes da Franco-maçonaria, devendo-se exigir o seu cumprimento no âmbito das suas Lojas.


A Grande Loja Unida da Inglaterra, estabelece um critério mais complexo que a sua própria forma de organização. Observa-se “que algumas modalidades de corpos maçônicos não levam em conta este dispositivo legal. Por exemplo, aquelas obediências que não requerem a exigência da crença de um Ser Supremo, o que dão liberdade de participar como tais em matérias políticas. Estes corpos de potencias são consideradas pela Grande Loja da Inglaterra como irregulares no conceito Maçônico e o contato com eles esta proibido”. Os pontos essenciais de discrepâncias se contemplam nos dispositivos 4, 5 e 6 e envolvem o Livro da Lei Sagrada além da obrigatoriedade de professar a crença no Grande Arquiteto do Universo e em seu testamento revelado, ou seja a Bíblia e o Dogma.


A pergunta que deve- se fazer é:


- Em virtude de que o dever antigo se exige a presença da Bíblia em Loja? Qual é o Lindeiro que o subscreve? A verdade é que por mais que retrocedemos no tempo, não encontramos qualquer sinal de pratica deste uso.


Apesar da existência dos manuscritos que se conservam no museu britânico, que regulam determinados deveres religiosos, de caráter basicamente não confessional, não aparecem no contexto deles, nenhum uso da Bíblia ou de qualquer outro livro sagrado. Além do mais, se sabe que na origem da Grande Loja da Inglaterra não fez qualquer uso da Bíblia em seu altar, e pelo menos até o ano de 1760, apesar de que seja considerada uma das Grandes Luzes da Maçonaria.


Por exemplo, se tem provas de que o Grande Oriente da França foi originado diretamente da primeira Grande Loja da França que foi fundada por maçons ingleses. Temos informação de que pelo menos durante dois séculos a Bíblia nunca foi considerada como uma Grande Luz. Porém não existe qualquer comprovação de que em qualquer momento, seja comprovado de que as primeiras Lojas francesas tenham trabalhado com a presença da Bíblia. Muito pelo contrario, na pratica dos rituais mais antigos que mantém o Grande Oriente da França, se observa que os candidatos a qualquer iniciação recebiam seus juramentos sob os auspícios da Constituição e da Espada.


Todavia, se verifica que no ano de 1849, influenciado pelos Eclesiásticos Galianos, o Grande Oriente da França rompeu com os costumes do passado fazendo a introdução em sua Constituição do principio dogmático da “Crença em Deus e na imortalidade da alma”. Logo depois, 28 anos mais tarde, em 1877, viu-se este principio eliminado da Constituição, cujo procedimento foi visto como uma negação formal da glorificação do GADU ( Grande Arquiteto do Universo) o qual era considerado falso. Com isto, em realidade o procedimento do Grande Oriente da França, consistia em retornar a suas tradições usualmente firmes, de respeito, tanto para os ritos, quanto para os aspectos de crença, e também para todas as concepções filosóficas existentes.


Assim, deve-se mencionar que o Artigo Primeiro da sua Constituição contempla que:


A Franco-maçonaria instituição essencialmente de caráter filantrópica, filosófica e de ação progressista, tem como objetivo, a busca da verdade, e o estudo da moral e da pratica da solidariedade,; trabalha pelo melhoramento material e moral, e o aperfeiçoamento intelectual e social da Humanidade. Tendo como princípios a tolerância mutua, o respeito ás demais pessoas como a si mesmo, e a liberdade absoluta da razão, da expressão e da consciência.


Considerando-se as concepções metafísicas como o domínio exclusivo da apreciação individual dos seus membros, não se aceita por tanto, qualquer afirmação de caráter dogmático. Alem do mais, tem como lema:




- Liberdade, Igualdade e Fraternidade.



Contudo, os problemas relacionados com a divisão maçônica, não esta situado na questão das urbanizações maçônicas de decidirem livremente, a questão de fundo que se baseia na pretensão em si, neste caso da Grande Loja Inglesa, se fazer uso extensivo do seu modelo usual, como forma de organização, como um modelo padrão, exigível às demais Lojas.


Não obstante, o enfoque do Grande Oriente com respeito às relações maçônicas é considerado distinto, visto que não requer nenhuma exigência “a priori” aquelas obediências que outorgam reconhecimento, tomando como base tão somente a sua origem, e a autoridade das suas Grandes Assembléias Anuais, reconhecida pelo Artigo “39” das Constituições de 1723, para estabelecer seus próprios regulamentos. Isto quer dizer, que o critério, se baseia por tanto, mais no aspecto da legitimidade de origem e na coincidência de princípios e objetivos, do que na adequação a princípios pré-estabelecidos para outorga de seus reconhecimentos.


Com respeito ao primeiro ponto, é necessário ressaltar o fato do Grande Oriente da França ser no contexto, de todas as Obediências maçônicas a instituição atual considerada como a mais antiga na maçonaria.

Efetivamente, o Grande Oriente da França, nasceu tecnicamente em 1738, e formalmente legalizada em 1773, (data que se oficializa o seu nome e aprova as modificações tais como: - a eleição democrática do Conselho da Ordem e do seu Presidente.). Considerando que a Grande Loja Unida da Inglaterra (considerada como o foco da regularidade inglesa) nasce em 1813, cujo fato é de suma importância, porque nenhuma Obediência no mundo da Maçonaria tem uma antiguidade comparável com a do Grande Oriente da França. É de se considerar, que as evoluções alcançadas em seu seio, com base na legitimidade, tanto na independência quanto na regularidade, consideradas tão valida como aquelas que mais tarde vieram a dar lugar no seio da Grande Loja Unida da Inglaterra.


A diferença existente entre ambas é que o Grande Oriente da França jamais pretendeu fazer valer o critério de maior antiguidade para impor suas próprias evoluções às demais Obediências regulares, aquelas que exercem respeito a sua soberania.


É de se considerar que o conceito de regularidade, utilizado como “marca de franquia” considera-se totalmente estranho, e de certo modo é considerado uma ação que fere marcadamente num âmbito mais amplo, para uma Obediência como o Grande Oriente da França, que ao longo dos seus três séculos de existência observa os procedimentos dos membros de outras Obediências; isto é visto como um requerimento de certa forma, ignorante, que lhes confere ao considerar o status de nascimento recente destas outras Lojas, constituindo assim, um ponto de observação, e conseqüentemente negando-lhes sua própria regularidade.


Isto é considerado negável, considerando-se uma Obediência através da qual emanam a maioria dos Ritos maçônicos, os usos e costumes, lemas e regulamentos que aqueles que o desconhecem, praticam hoje em dia. Tal procedimento é visto com “ a parábola do filho que nega a sua própria mãe.”


O Grande Oriente da França, considerada uma Obediência que através dos Artigos I e II de sua Constituição de 1773 respondia as questões de regularidade maçônica, da seguinte forma:

- O que é um maçom regular? É um maçom membro de uma Loja regular……..

- O que é uma Loja regular? É uma Loja concebida mediante constituições acordadas ou renovadas pelo Grande Oriente da França, que tem a potestade única de poder fazer isenções.

Se compreende que o debate sobre a regularização maçônica, estaria concluída pelo Grande Oriente da França se não fosse a argumentação constantemente utilizada como um dispositivo malévolo destinado a isolar, discriminar e dividir a sociedade maçônica.

Concluímos que, na verdade, a Grande Loja Unida da Inglaterra usurpou e usurpa a verdade histórica, insinuando-se a mãe da maçonaria, ao passo que a verdadeira Mãe da Maçonaria Especulativa (atual) é e sempre foi o Grande Oriente de França, que nasceu tecnicamente a 65 anos e de fato, 40 anos antes da Grande Loja Unida da Inglaterra.

É extremamente importante que os maçons brasileiros estudem, leiam e procurem se informar sobre a História da Ordem Maçônica e da maçonaria de um modo geral, e é preciso que se saiba que a própria maçonaria brasileira tem seu nascimento e reconhecimento no seio do Grande Oriente da França que, no início do século 19 foi quem abrigou os maçons do Brasil dando-lhes legitimidade. Por isso e por muito mais é que os maçons brasileiros PRECISAM CONHECER MAIS, em vez de ficarem se engalfinhando e enaltecendo uma pseuda regularidade vinda da Grande Loja Unida da Inglaterra, em detrimento de seus irmãos que vivem no mesmo solo Pátrio.



FONTE:
Revista Maçônica “FÊNIX”

(Traduzido pelo Venerável Ir.'. Vicente P.P. de Carvalho, 33º- membro do SUCRES-Bolívia)

Maio de 2007

A HISTÓRIA DA MAÇONARIA NO BRASIL

Desde a crise do Antigo Sistema Colonial, a maçonaria está presente em nossa história, destacando-se inicialmente, entre alguns revolucionários da Inconfidência Mineira e da Conjuração Baiana no final do século XVIII. Nesse período que antecede a Independência, a maçonaria assumiu uma posição avançada, representando um importante centro de atividade política, para difusão dos ideais do liberalismo anticolonialista.

Sua influência cresceu consideravelmente durante o processo de formação do Estado Brasileiro, onde apareceu como uma das mais importantes instituições de apoio à independência, permanecendo atuante ao longo de todo período monárquico no século XIX. Nesse processo, a história do Brasil Império é também a história da maçonaria, que vem atuando na política nacional desde os primeiros movimentos de independência, passando pelos irmãos Andradas no Primeiro Reinado, até as mais importantes lideranças do Segundo Império, no final do século XIX.

O QUE É A MAÇONARIA ?

Trata-se de uma associação semi-secreta, difundida no mundo todo, que adota os princípios de fraternidade e da filantropia entre seus membros. A maçonaria discrimina as mulheres, sendo composta principalmente por profissionais liberais, que se iniciam através de rituais incluindo juramentos de fidelidade e uma série de simbolismos, onde a moral, a fraternidade e a retidão são representadas pelo livro sagrado, pelo compasso e pelo quadrado. No cotidiano os maçons se comunicam através de sinais secretos, senhas e cumprimentos especiais.

A maçonaria não é uma seita religiosa, embora o único obstáculo para aceitação de um novo membro seja o ateísmo, já que os maçons professam a crença em um ser supremo. Ela é supra-religiosa, pois são aceitos cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e qualquer homem de fé.

HISTÓRICO E CARACTERÍSTICAS

Em meados do século XV na Inglaterra as lojas medievais de free masons ("pedreiros livres"), inicialmente reservadas somente a profissionais ligados a esse ofício (arquitetos e engenheiros), abriram-se para membros da nobreza, da burguesia e do clero. Durante os séculos XVI e XVII, crescia cada vez mais o número desses maçons aceitos que conservaram os ritos e os símbolos da maçonaria tradicional de pedreiros, arquitetos e engenheiros, apegando-se contudo às suas próprias interpretações no tocante a questões filosóficas, científicas e espirituais.

No início do século XVIII aparece a franco-maçonaria moderna, com orientação interna baseada no Livro das Constituições publicado em 1723 por James Anderson, que exerceu influência internacional no pensamento das sociedades modernas, difundindo-se principalmente, nos países anglo-saxônicos.

A hierarquia para iniciação maçônica possui três níveis (aprendiz, companheiro e mestre), que são desenvolvidos em lojas ou oficinas. Do quarto grau até o décimo quarto o maçom se desenvolve em lojas de perfeição, depois, do décimo quinto ao décimo oitavo, em capítulos, e do décimo nono ao trigésimo em areópagos. A partir do trigésimo grau até o trigésimo terceiro e último, a iniciação é realizada por conselhos que administram os quatro grupos precedentes.
A simbologia da maçonaria é composta por elementos de uma linguagem coerente e complexa. Apesar de não possuir definição político-partidária ou religiosa, a maçonaria sempre atuou no campo político-ideológico.No Brasil, a maçonaria distanciou-se dos interesses populares, passando a representar a aristocracia rural, estendendo-se no máximo às classes médias emergentes.

A MAÇONARIA NO BRASIL

Apesar da maçonaria estar presente no Brasil desde a Inconfidência Mineira no final do século XVIII, a primeira loja maçônica brasileira surgiu filiada ao Grande Oriente da França, sendo instalada em 1801 no contexto da Conjuração Baiana. A partir de 1809 foram fundadas várias lojas no Rio de Janeiro e Pernambuco e em 1813 foi criado o primeiro Grande Oriente Brasileiro sob a direção de Antonio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva.

A lusofobia tão presente nos movimentos de emancipação, também caracterizava a maçonaria brasileira, que desde seus primórdios não aceitava se submeter ao Grande Oriente de Lisboa.

Como em toda América Latina, no Brasil a maçonaria também se constituiu num importante veículo de divulgação dos ideais de independência, sendo que em maio de 1822 se instalou no Rio de Janeiro o Grande Oriente Brasiliano ou Grande Oriente do Brasil, que nomeou José Bonifácio de Andrada e Silva o primeiro grão-mestre da maçonaria do país.

Com D. Pedro I no poder, o Grande Oriente do Brasil foi fechado, ressurgindo apenas com a abdicação do imperador em 1831, tendo novamente José Bonifácio como grão-mestre. Nesse mesmo ano ocorre a primeira cisão na maçonaria brasileira, quando o senador Vergueiro funda o Grande Oriente Brasileiro do Passeio, nome referente à rua do Passeio, no Rio de Janeiro.

A divisão enfraqueceu a maçonaria, que começou a perder influência no quadro político do Império brasileiro. Essa situação agravou-se em 1864, quando o papa Pio XI, através da bula Syllabus, proibiu qualquer ligação da Igreja com essa sociedade.

No contexto de crise do Império brasileiro, esse quadro tornou-se mais crítico em 1872, quando durante uma festa em comemoração à lei do Ventre-Livre, o padre Almeida Martins negou-se a abandonar a maçonaria, sendo suspenso de sua atividade religiosa pelo bispo do Rio de Janeiro. Essa punição tinha sido antecedida por um discurso feito pelo padre Almeida Martins na loja maçônica Grande Oriente, no qual o religioso exaltou a figura do visconde do Rio Branco, que, além de primeiro-ministro, era grão-mestre da maçonaria.

Neste processo, o bispo de Olinda, D. Vital e o de Belém, D. Macedo determinam o fechamento de todas irmandades que não quiseram excluir seus associados maçons. A reação do governo foi rápida e enérgica, quando em 1874, o primeiro-ministro, visconde do Rio Branco, determinou a prisão dos bispos seguida de condenação a quatro anos de reclusão com trabalhos forçados. Apesar da anistia concedida no ano seguinte pelo novo primeiro-ministro duque de Caxias, a ferida não foi cicatrizada e o Império decadente junto com a maçonaria que o sustentava, perdiam o apoio do clero e da população, constituindo-se num importante fator para queda do obsoleto regime monárquico e para separação do mesmo com a Igreja.

No período republicano a maçonaria conseguiu crescer e diversificar suas atividades pelo país, apesar de ter perdido o poder de influência no Estado brasileiro. Nesse final de século, a maçonaria permanece como uma associação, que apesar de defender os princípios de fraternidade e filantropia, exclui, mesmo que de forma não assumida, a participação das camadas sociais menos abastadas entre seus membros.

FONTE: RETIRADO DE VÁRIOS ARTIGOS RECEBIDOS POR E-MAIL

terça-feira, 17 de junho de 2008

A ORIGEM DA MAÇONARIA

Omne Trinum Perfectum
.'.Toda tríade é perfeita.'.

Há cerca de 950. 000 anos antes de Jesus Cristo, na antiga Lemúria, surgiu a primeira sociedade espiritualista do globo, denominada "Adoradores de Mu" , ou seja Adoradores do Supremo, que funcionava como a Maçonaria que conhecemos, podendo ser considerada a raiz de nossa poderosa e intelectual Instituição, segundo palavras ditadas pelo mestre Shebna.


Cem mil anos depois, continua esse grande mestre da espiritualidade, em 850.000 a . C., foi fundado o Grande Círculo Branco, na antiga Atlântida, prosseguindo arregimentando obreiros e funcionando também nos moldes da sociedade anterior com uma parte Iniciática e outra profana, isso na ilha chamada possidônia.


A Maçonaria sempre esteve mais ou menos relacionada com os Sacerdócios, até o século XIII de nossa era, quando os Maçons se declararam FREIMAURER (Franco-Maçons), ou Freemasonry (Maçons Livres), desligando-se definitivamente da esfera estreita dos dogmas religiosos, e dos padres das diversas religiões, e foi desde então que os sacerdotes Através da Companhia de Jesus, passaram a perseguir e denunciar a Franco-Maçonaria, usando de todos os recursos, inclusive os confessionários, para exterminá-la da face da Terra.


As Ordens Secretas, em todos os tempos, foram aduladas ou perseguidas pelos grandes da época, e muito particularmente, a dos ESSÊNIOS, em cujo o seio teve a honra de receber o Mestre JESUS CHRISTUS aos 12 anos de idade. Esta perseguição foi mais feroz a partir de 33 da Era Cristã, quando o Cordeiro de Deus que veio tirar os pecados do mundo foi crucificado devido às suas pregações ao povo humilde e explorado pela casta sacerdotal de sua época, representada pelos Fariseus, cuja frente se encontrava o sumo sacerdote CAIFAZ.


Depois de morto JESUS, Seu nome passou a ser considerado maldito, e, todos os Seus Discípulos foram implacavelmente perseguidos, pois o povo judeu em cujo seio Ele nascera, frustrado em seus anseios de libertação do jugo Romano a que se achava submetido, destruíra o líder espiritual, que surgira ao invés do guerreiro que esperava... O ódio decorrente desta frustração, era diabolicamente explorado e alimentado pelos sacerdotes nos templos e nas Sinagogas, e, habilmente incentivado pelos Césares de Roma. Tais perseguições, contudo, não conseguiram apagar as chamas dos ensinamentos do Cordeiro de Deus que nos deixou a Paz, e os Adeptos do Mestre se multiplicaram na clandestinidade, em ORDENS SECRETAS, onde eles ensinavam e aprendiam, o que Ele, também em uma ORDEM SECRETA aprendera e ensinara.


A atual forma da Maçonaria foi se materializando pouco a pouco desde a idade média. Nos tempos medievais, existiram na Europa confrarias de ofícios que, mais tarde, receberam o nome de comunidade de ofícios e, finalmente, corporações de ofícios. Na Inglaterra foi usado o vocábulo "guild" (guilda), mais tarde "company" (companhia)e,posteriormente,"fraternity" (fraternidade). Naquelas associações, os seus membros estavam ligados por juramentos sagrados, segredos e senhas. Faziam a representação dos antigos mistérios, quando estes deixaram de ser privativos da Igreja Católica Romana, que os recebera sob inegável influência da civilização grega.


Para as nossas considerações, é necessário que mencionemos a existência, em 1376, da "London Company of Masons and Freemasons" (Companhia dos Pedreiros e dos Trabalhadores de Pedra de Londres), porque foi nas ilhas Britânicas que se verificou a transição entre agremiações profissionais e a Maçonaria.


Todas as corporações estavam tripartidas em Aprendizes, Oficiais e Mestres. Os primeiros não recebiam remuneração. Quase sempre residiam na casa dos mestres, que lhes davam vestuário e alimentação. Depois de um tempo de aprendizado, que durava até sete anos, eram promovidos ao segundo Grau. Graças à citada promoção, eles recebiam salário. Os talentosos tornavam-se Mestres, podendo abrir sua própria oficina. Mas antes, eram examinados por uma comissão julgadora, cujos componentes chamavam-se jurados.


Há quem veja, com certo exagero, relevantes semelhanças entre as referidas organizações e os modernos sindicatos e, também, os modernos institutos de previdência social. Todavia, essa visão fica bastante reduzida pelo fato, incontestável, de que os mestres eram capitalistas, controlavam os meios de produção e, mesmo assim, incorporavam a dupla posição de patrões e trabalhadores, simultaneamente. Porém, talvez possamos vislumbrar esboços previdenciários, porque as corporações acumulavam fundos que garantiam o pagamento de contribuições aos associados em dificuldade, aos órfãos e viúvas.


Com o passar do tempo, os associados obtiveram gradativas liberdades, em detrimento da própria organização, ocasionando seu enfraquecimento. Diferente foi o destino dos construtores britânicos.


A respectiva agremiação começou a aceitar membros não-profissionais. Consta que o primeiro deles foi o aristocrata John Boswell, da Escócia, em 1600.


No século seguinte, em 1705, já na fase especulativa (ou seja, a fase dos não-profissionais), algumas lojas Maçônicas de York estabeleceram normas vinculadoras, mas os Maçons de Londres foram ainda mais longe, quando, em 1717, exatamente em 24 de junho (dia muito significativo!) na "Goose and Gridiron Tavern" (Taverna do Ganso e Grelha) sob a assessoriade James Anderson, lider da Igreja Presbiteriana, fundaram a primeira Potência Maçônica do mundo, a "Grand Lodge of London" (Grande Loja de Londres). O fidalgo Antony Sayer foi escolhido Grão-Mestre (presidente), o carpinteiro Jacob Lambdall foi escolhido primeiro vice-presidente e o capitão Joseph Elliot foi escolhido segundo vice-presidente.


Anderson e Payne, entre 1720 e 1723, apresentaram estudos sobre a primeira Constituição que se constitui como ponto de partida do Direito Maçônico moderno em uso até nossos dias.


Três seriam as fontes mais antigas que contém os princípios fundamentais da Maçonaria: O Livro dos Mortos dos egípcios, os livros que compõem o Velho Testamento e os fragmentos vindos dos Essênios, descobertos há poucos anos, nas cavernas de Qumram.


Texto pesquisado em vários tratados.