quinta-feira, 25 de junho de 2009

SÃO JOÃO, NOSSO PADROEIRO

Quantas vezes você ouviu isso?

Quantas vezes você compreendeu isso?


Primeiramente, fica difícil entender, pelo fato de ser um santo da igreja católica e em maçonaria sempre ouvimos que "religião não se discute". Se assim é, estamos desrespeitando os irmãos que adotam outra religião que não seja a cristã.
Reforça essa idéia com a palavra "padroeiro", evidentemente de origem e uso na igreja católica apostólica romana. Mais uma vez, desrespeitamos os irmãos não cristãos.
Mas porque será que a maçonaria usa esse tipo de artifício? Será que, embora não admitindo ser uma religião, faz tudo para parecer uma diferente das demais, enquanto usa atributos cristãos?
Evidente que, tudo em maçonaria, não tem um início conhecido ou definido. Por diversas razões, deixamos de buscar a origem, a fonte, para acreditar na famosa e inexplicável TRADIÇÃO que usamos indistintamente. E não ousamos discutir! Logo nós que somos "livres" para buscar!
Usamos, mas não sabemos porque usamos. Seguimos, mas não sabemos o que e porque seguimos, levando em conta - sempre - o fato de sermos irmãos, de defender a liberdade e o crescimento da humanidade.
Nada mais vago e sem explicação. Fazer o bem e não ver a quem. Esse proselitismo nos chega de forma que não compreendemos exatamente o que fazemos na maçonaria. Simplesmente chegamos e somos parte de um todo sem explicação e sem fontes da origem. De onde viemos?
São João, seja ele o Batista, ou o Evangelista, talvez alguns dos "santos Joãos" que surgiram e disseminaram na Idade Média, como um tal de Esmoler, muito lembrado em antigos rituais escoceses, assim como um outro denominado São João de Jerusalém; ou ainda de outro que seria São João d'Acre, da dinastia Frígia ou Amoriana que teve três imperadores em Bizâncio, de 820 a 867 a.D.
Indiferentemente de ser lembrado na igreja romana ou na Católica Apostólica Ortodoxa, também chamada Igreja Ortodoxa e Igreja do Oriente, que resultou do cisma da Igreja Católica Apostólica Romana ocorrido em 1054, o nome JOÃO parece que caiu no gosto do povo, na alta Idade Média.
Não bastava apenas ser adepto a um santo, mas AO MAIOR DOS SANTOS. E ai São João proliferou e teve uma aceitação generalizada.
Como a criação de ordens de cavalaria estava em alta, nada mais apropriado que a criação da Ordem do Hospital de São João, Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo, da Ordem Militar e Hospitalar de São João d'Acre e São Tomaz (uma ajuda de outro santo sempre é bom); Ordem Militar de Castela, e outras ordens dinásticas, etc e etc, todas com alguma alusão a um dos santos São João.
O passo para inserir essa aceitação, que nos parece mais uma tradição, no seio da maçonaria, não demorou. Foi uma questão de tempo, pois a ordem maçônica recém alimentada de idéias e homens, foi terreno fértil para a sacralização de tudo, tendo em vista que, TUDO naquela época, deveria ser santificado para prevalecer.
Por isso, quando criaram o cargo de Grão-Mestre, em 1717, escolheram o dia 24 de junho para a festa de posse, pois deveria ser grandiosa e rumorosa!
A ordem maçônica, necessitando e um suporte eficaz, de uma aceitação geral, de respeito às coisas sagradas, não perdeu tempo em admitir (sem iniciação) o São João, indiferentemente de sua origem.
Afinal de contas, santo é santo e não se discute. E antes de ser Batista, Evangelista, Esmoler, de Jerusalém, d'Acre ou de qualquer outro lugar, ele é JOÃO.
Então porque não simplificar? Deixar os sobrenomes de lado e usar somente o nome JOÃO? Assim, evitaria alguma discussão em loja que poderia demorar alguns minutos. Talvez, os irmãos daquele tempo também tinham pressa de terminar a sessão e iniciar, logo, os ágapes. As notícias que nos chegaram daquela época é que alguns dos nossos antepassados voltavam para casa carregados, pois abusavam dos ágapes, principalmente na hora do FOGO! BOM FOGO!
Aliás, perceberam o porque da palavra FOGO?
Embora certos de que somos verdadeiros livres, estamos presos ao passado não explicado, não informado e não compreendido. Somos indivíduos convertidos a uma doutrina, idéia ou sistema, sectário (talvez), adepto, partidário de uma ordem chamada maçonaria.
E ninguém nos informou que seria assim, pelo simples fato de que nem nossos padrinhos conhecem a resposta.
Neste caos, sem ter saída, é melhor apelar para um santo. E que seja um conhecido, nosso amigo e irmão de maçonaria (se ainda não foi iniciado já o é por direito, pois conhece todos nossos segredos).
Que São João nos ajude! Porque proteção mesmo, é com o mais graduado: o Grande Arquiteto do Universo!
Fonte: Amílcar Silva Júnior, advogado. Or de Campo Grande ARLS Novo Tempo.

3 comentários:

  1. São João Batista representa o V.'.M.'. que, ao fim de seu mandato, reconhece e 'Instala' o Novo V.'.M.'. e astronomicamente, é em seguida 'degolado' por Orion - a Constelação do Grande Caçador Celeste, que empunha uma Cabeça de Leão 'decapitada' em suas Mãos. Quem toma 'assento' no Trono de Salomão - o Leão de Judah - sempre persegue este final.
    A mítica Cristã é profundamente Kabbalistica e - 'por si muove' - igualmente Maçônica.
    O Past Master deixa Sua Vontade [Patriarcal] no Oriente e deposita seu Côrpo no Ocidente [Coluna Sul] para poder 'redimir' a uma Nova Irmandade.
    Temos de lembrar que no Kadosh ha Kadoshim só há um Único Oficiante.

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  2. Raimundo Sirino Rodrigues Filho25 de junho de 2011 12:38

    E o São João Esmoleiro ou São João de Jerusalém?

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  3. São João da Alexandria ou São João Esmoler nasceu em 550 (e.V.) na ilha de Chipre. Foi um “pai dos pobres” como Patriarca de Alexandria, um exemplo de vida e de conduta caridosa e humilde. Muito jovem perdeu a família. Sonhou então com uma figura feminina que lhe disse que se dedicasse aos pobres e abandonados ela lhe elevaria ao Grande Pai.
    Morreu em 619 e foi canonizado “São João Esmoler”, porém, é mais conhecido como São João de Jerusalém. Parece-me ser o mesmo João da Escócia. Padroeiro da Ordem de São João de Jerusalém, mais tarde convertida em Ordem dos Cavaleiros de Malta (Templários, Hospitalários)
    A história termina aqui. Porém, a investigação deve continuar. Mas a questão continua: porque devemos dedicar as lojas a um patrono cristão?

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