terça-feira, 6 de janeiro de 2009

OS MÓRMONS E A MAÇONARIA


Chamado Para o Trabalho Cesóstre Guimarães de Oliveira MM*


Trechos retirados do trabalho que nos foi indicado pelo Irm Joel Affonsojcaffonso@yahoo.com.br do autor acima citado. Por questão de Objetivo passamos da Introdução para o 3º capitulo.OS CONSTRUTORES DE TEMPLOS.tibério sá maia.


INTRODUÇÃO

... se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos 13º Regra de Fé. (dos Mórmons)


Abusando da síntese, e de forma despretensiosa, cobrirei 187 anos de história, tudo estará sendo analisado à luz da verdade, com o principal intuito de desvincular fato de ficção.
Estarei desmistificando a história. Perguntas que para muitos parece tabu, aqui terão respostas. Questionamentos tais como:
Eram Joseph e Hyrum Smith maçons?
A Maçonaria teve participação em suas mortes?
Brigham Young também o foi?
A Igreja é contrária à associação de seus membros com a maçonaria?
Caso o seja, como explicar a presença dos primeiros cinco presidentes da Igreja na Maçonaria? Por que ainda hoje existem tantos líderes da Igreja no seio da Maçonaria?
Por que a Primeira Presidência não se manifesta oficialmente sobre este tema?
Inicialmente para que haja melhor compreensão do por que nomeio tanto aos maçons quanto aos Santos dos Últimos Dias, de construtores de templos, farei um breve relato de acontecimentos ocorridos no interior do templo de Salomão. Ao mesmo tempo em que tento explicar quem foi este (para alguns) enigma, chamado Hiram Abiff. Ao longo da leitura você descobrirá que vários líderes da Igreja tiveram uma intima relação de conhecimento sobre sua existência e passagem pelo mais famoso de todos os templos.
Antes precisa ficar claro que contrário ao que algumas pessoas têm afirmado, não existe nenhum conflito ideológico, religioso ou literário entre os Pedreiros Livres e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Maçonaria por não ser uma religião e não tentar interferir nesta temática, em nada conflita com a Igreja de Jesus Cristo ou qualquer outro seguimento religioso, me sinto livre como Santo dos Últimos Dias, para continuar minha escalada maçônica. Quando tomei a decisão de fazer esta compilação sobre a relação entre maçonaria e os “mórmons”, confesso que fiquei em dúvida, meu receio era que em algum momento viesse a ser leviano ou passional, tenho um testemunho da Igreja de Jesus Cristo, gosto de fazer maçonaria, então pensei: Dentro de meu contexto social, sou eu no momento a pessoa mais qualificada para fazer um relato imparcial sobre a relação existente entre as duas organizações, então é a isto que me proponho...
“Se algum erro existir” nesta compilação, se alguma impressão preconceituosa, discriminadora, ou conflitante com as doutrinas de Jesus Cristo e ou normas da Maçonaria transparecer aqui, deve ser interpretado como dificuldade de expressão deste autor, não falo em nome da Igreja, nem tão pouco em nome da Maçonaria, sou o único responsável por este trabalho de pesquisa, as impressões e interpretações são minhas, e desta forma devem ser compreendidas, convido a todos que despidos de preconceitos e ignorando interpretações herdadas de escritos sensacionalistas façam a leitura, minha intenção é tão somente ser fiel aos registros, pois esta é a história, este foi o fato... E aconteceu assim...


Do CAPITULO IIIOS SANTOS CONSTRUTORES

Terça feira, dia 15, hoje oficiei como capelão na instalação da Loja de Maçons de Nauvoo, no Bosque próximo ao Templo me espera o Grão Mestre Jonas, de Columbus, temos hoje a presença de um grande número de pessoas. O dia foi muito bom; todas as coisas foram feitas em ordem, e a satisfação universal foi expressa. Ao anoitecer recebi o primeiro grau da Maçonaria na Loja de Nauvoo, (que funcionou) em meu escritório geral (...).(Inicio do diário do Profeta Joseph Smith, março de 1842).
Alguns líderes da Igreja e outros pesquisadores têm tentado ignorar os encontros e desencontros ocorridos entre as duas organizações, penso eu que por falta de respostas para algumas perguntas. Mas sei também que calar a estes encontros e desencontros, é um objetivo impossível de ser atingido sem prejuízo da verdade. Pois é publico e notório que a história das duas organizações está entrelaçada de modo intimo. Os primórdios da história da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e a Maçonaria estão de tal modo ligados que o simples fato de tentar relatar suas existências sem citá-las juntas, torna-se uma tarefa penosa e impossível de ser atingida, pois sempre ficará aquele que ler a impressão que algo ficou faltando. Uma de minhas pretensões ao fazer esta compilação é registrar de modo claro e objetivo a trajetória dos primeiros líderes da Igreja e sua relação com a Maçonaria. Para iniciar, nada mais justo do que começar relatando sobre o Profeta Joseph Smith, ele foi chamado por Deus para conduzir a Restauração do Evangelho, através dele o Livro de Mórmon foi traduzido. Ele também serviu em várias atividades seculares, como por exemplo: Chefe Geral da Legião de Nauvoo, Prefeito de Nauvoo, e outras mais. O Profeta foi iniciado na augusta ordem por Mestre Abraham Jonas (Tecerei alguns comentários sobre este homem mais a frente).
Como foi frisado no inicio desta compilação Hyrum e seu pai Joseph Smith Sr eram bem mais antigo que o Profeta no contexto maçônico. Hyrum foi iniciado na Loja Monte Moriah em Palmyra, Município de Ontário – NY, tendo posteriormente sido um dos fundadores da Loja Worshipful em 1841 onde exerceu várias funções.
Outro que teve grande relevância tanto no contexto maçônico como na Igreja, foi Sidney Rigdon um pastor protestante de Cambellite que se converteu ao Evangelho Restaurado, tendo posteriormente servido na Primeira Presidência como conselheiro do Profeta Joseph Smith. Ele também foi iniciado na maçonaria por Mestre Abraham Jonas, e continuou sua escalada maçônica mesmo depois das dissidências causadas pela morte do profeta, e da divisão dos santos em grupos religiosos. Segundo consta no diário de seu filho, e outros registros maçônicos, Rigdon continuou suas atividades maçônicas até o fim de seus dias. Como um de seus maiores feitos maçônicos posso registrar a fundação da Loja A Amizade, em 18 de junho de 1851.
No cumprimento de uma exigência sua quando ainda em vida, na morte foi enterrado segundo os Ritos Maçônicos que foram administrados pela Loja Allegheny.
Ao falar de Santos dos Últimos Dias que abraçaram a Arte Real, obrigatoriamente necessito cita Brigham Young. Este foi alguém que venceu suas paixões, e submeteu sua vontade. Ele era membro do Quorum dos Doze Apóstolos quando foi iniciado. Tendo o sido na Loja de Nauvoo, em 4 de julho de 1842.
Tomando como base os registros da Loja posso afirmar que Profeta Joseph Smith estava presente a sua iniciação. Sua fidelidade e a seriedade de como encarava a maçonaria, pode ser observada nos registros fotográficos maçônicos e de (documentos da Igreja) alem de outros proprietários, ele aparece nestas fotos com um broche com símbolos maçônicos, é importante frisar que algumas destas fotos são posteriores ao êxodo para Utah.
Um outro amigo tão chegado do Profeta era Willard Richards que acumulava as funções de Apóstolo, Historiador da Igreja, e secretário pessoal do Profeta. Ele estava presente na cadeia de Cartage quando da chacina. Richards foi iniciado na mesma ocasião e na mesma Loja que Brigham Young.
Já Heber C. Kimball que também era membro do Primeiro Quorum dos Doze Apóstolos e foi conselheiro do Presidente Brigham Young. Foi iniciado em Winner, Município de Ontário, NY em 1825. Estava se preparando para atingir o mais alto grau da maçonaria o que não foi concretizado devido o sentimento ante maçônico estimulado pelo caso Morgan que provocou o fechamento da maioria das Lojas naquela região do país (posteriormente trataremos do caso Morgan). Heber C. Kimball desenvolveu várias funções na Loja de Nauvoo.
O próspero comerciante Newel K. Whitney filiou-se a Igreja no inicio de 1830. Ele foi ordenado Bispo pelo Profeta Joseph Smith para presidir sobre os Santos de Ohio e os Estados Orientais. Whitney foi iniciado na Loja Orbe, em Painesville, Ohio. Ele serviu posteriormente como Tesoureiro da Loja de Nauvoo.
John Taylor que já era membro do Quorum dos Doze Apóstolos, sob a supervisão do Profeta Joseph Smith foi iniciado na Loja de Nauvoo. Ele sucedeu Brigham Young na presidência da Igreja.O novo convertido (1830) Parley P. Pratt, que serviu como Presidente de Missão no Missouri e depois como um Apóstolo. E posteriormente cumpriu várias missões para a igreja, passando pela função de editor do Jornal Estrela Milenar, um jornal da Igreja. Foi iniciado na Loja de Nauvoo em 7 de outubro de 1843.
Também outro Apóstolo que sob a supervisão do Profeta iniciou na Loja de Nauvoo foi Wilford Woodruff. Ele foi o quarto presidente da Igreja.O quinto Presidente da Igreja, Lorenzo Snow, com a anuência do Profeta Joseph Smith foi iniciado na Loja de Nauvoo.
Já o Apóstolo Orson Hyde, que logo após sua conversão assumiu funções proeminentes na Igreja, e que serviu várias missões, dedicou a Terra Santa para o ajuntamento final de Israel, foi iniciado na Loja de Orbe nº 10 em Painesville, Ohio.
Orin Caring Rockwell era um novo converso da igreja e era um amigo do Profeta Joseph Smith. Alguns historiadores afirmam ser ele um dos donos do Jornal Danites no Missouri, mais não existe consenso quanto a isso. Rockwell foi acusado da tentativa de assassinato de Lilburn W. Boggs, Governador do Missouri que tinha emitido a "Ordem de Extermínio" contra os membros da Igreja. Durante nove meses ele esteve na prisão por causa desta acusação. Rockwell foi iniciado na Loja de Nauvoo em 3 de setembro de 1844.
William Clayton um convertido inglês que migrou para Nauvoo em 1840, veio a torna-se um dos secretários pessoais e confidentes do Profeta Joseph Smith. Ele foi um dos primeiro a adotar o casamento plural. Antes da morte do Profeta ele foi iniciado na Loja de Nauvoo em abril de 1842. Ele era muito meticuloso, e em seu diário escreveu e preservou uma riqueza grandiosa de informações importantes relativas aos primeiros convênios feitos no templo de Nauvoo, como também os detalhes do dia a dia da vida em Nauvoo. Ele estava entre os Santos que se deslocaram para o Oeste, liderados pelo Presidente Brigham Young.
George Miller se converteu em 1839. E logo foi chamado para substituir Edward Partridge como Bispo, e Don Carlos Smith como presidente dos Sacerdotes em Nauvoo. De acordo com os registros daquela Loja, Miller foi iniciado em 11 de março de 1819, Miller era um dos membros do "Conselho dos Cinqüenta”. Depois da morte do Profeta, Miller teve desentendimentos com o Presidente Brigham Young e eventualmente afastou-se da Igreja. Existem muitos outros líderes da Igreja, tanto no passado como contemporâneos, que também são maçons, não citarei aqui os contemporâneos pelo simples respeito de suas vontades. Os que foram citados, só foram por que em nenhum momento eles manifestaram o desejo de anonimato e sua condição de maçom é de domínio publico, apenas citei estes para demonstrar que nada existe por parte da Igreja que venha desabonar nossa participação ou permanência na maçonaria.
Voltaremos.
SDS fraternais,
tsmaia.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O SIMBOLISMO DA CRUZ


Cruz – do lat. cruce – significa antigo instrumento de suplício, constituído por dois madeiros, um atravessando no outro, em que se amarravam ou pregavam os condenados à morte. Segundo Rizzardo da Caminno a Cruz é formada por dois ângulos retos, encontrando-se com os seus vértices. Os gregos a apresentam na forma de uma sua letra, a “tau”, e tem o formato de um “T” maiúsculo. A palavra cruz no grego = (stauros, verbo stauroõ) que significa primariamente um poste reto ou uma trave, e secundariamente um poste usado como instrumento de castigo e execução. Para o chinês, a cruz indica ainda a idéia de universalidade e plenitude: inteiro, perfeito, completo, extremo, largo, infinito e perfeição, expressa o superlativo: extremamente bonito, mil maravilhas, eternidade sempre. Os hebreus, à semelhança dos chineses, carregavam esse sinal com toda a força do símbolo: vizinhança, amizade, simpatia, totalidade, fartura e perfeição. No alfabeto hebreu a Cruz (TAU) é a última letra.
Para o hebreu significa também: termo, chegada, meta final, assinatura. A CRUZ (TAU) é usada para representar o Nr. 400, isto é, a superabundância. O número 4 é a expressão dos quatro cantos da terra, da universalidade, da riqueza. O 400 é o superlativo de um superlativo, a fartura infinita. È bom saber que no Antigo Testamento não se usava este método para executar pessoas, mas era usado, como execução, o apedrejamento. Os cadáveres eram pendurados numa árvore, como advertência (Deuteronômio 21-22-23; Js 10.26).Tal corpo era considerado maldito (o que explica Epístola aos Gálatas 3.13) e tinha que ser removido e sepultado antes do cair da noite (cf. Jo 19. 31). Essa prática explica a referência neotestamentária á cruz de Cristo como uma “árvore”, (no grego xylos, At 5.30; 10.39; 13.29; I Pe 2.24) um símbolo de humilhação. Os escritores contemporâneos descrevem a crucificação como a mais dolorosa de todas as formas de morrer.
Para os cristãos representa a paixão e a morte de Cristo. No Cristianismo, é o símbolo da redenção universal, da reconciliação e da PAZ (Ef. 2, 14-17 e CL.1, 19-20). É a vitória da vida. Um Homem-DEUS (Jesus) esteve ali de BRAÇOS ABERTOS, num gesto de reconciliação e confraternização.
O interesse dos escritores do Novo testamento na cruz, não é nem arqueológico, nem histórico, mas antes Cristológico.
Teologicamente, o vocábulo cruz era usado como descrição sumária do Evangelho da salvação, de que Jesus “morreu pelos nossos pecados”. Assim é que a pregação do Evangelho é a “palavra da cruz” a “pregação de Cristo crucificado” (I Co 1.17 e segs). A palavra cruz é reconciliação (II Co 5. 19), foi por meio dela que houve reconciliação entre Deus e o ser humano, sendo essa reconciliação pessoal e cósmica.
No N.T, a cruz é símbolo de vergonha e humilhação, bem como da sabedoria da Glória de Deus reveladas por meio dela. Roma empregava a cruz não só como instrumento de tortura e execução, mas também como pelourinho vergonhoso, reservado para os mais vis. Para os judeus era maldição.
Segundo John Stott “....A cruz nos assegura que esse Deus é a realidade dentro, por trás e além do universo”.
Segundo Jorge Adoum, a cruz não significa morte e sim triunfo sobre a matéria. Sua ponta voltada para cima, corresponde a imagem de Deus, refletindo a Verdade, sabedoria e amor, já a parte inferior apontada para baixo, corresponde a imagem das trevas.
Se dividirmos a circunferência que simboliza o mapa com uma linha na horizontal que liga a superfície da terra ao horizonte longínquo, e outra na vertical – que toca o alto do céu e atravessa todo o planeta Terra, formamos uma cruz, a cruz cardeal. Esta cruz sempre foi considerada de suma importância para a Astrologia. Define que somos filhos tanto do Céu como da Terra. Nossos pés estão firmemente ligados a terra, nossa cabeça liga-se ao céu e dele recebe a energia necessária ao nosso desenvolvimento como seres humanos. O que se procura é o desenvolvimento de nosso Espírito, filho do céu, ao mesmo tempo que a harmonização de nosso corpo, filho da terra, com as energias que vêm do céu (eixo vertical) e com as energias dos cinco elementos da terra. (eixo horizontal. Da Astrologia podemos extrair o mesmo ensinamento: o braço horizontal da cruz cardeal nos remete aos signos de Áries (o desenvolvimento do eu) e Libra (o encontro com o outro, com a natureza, com o que não sou eu). O braço vertical nos remete aos signos de Câncer (as raízes, a família, o coletivo) e Capricórnio (o ponto mais alto do mapa, evocando a lenta subida do homem até os níveis mais elevados de espiritualidade).
É pela cruz que se sai do material e chega-se ao imaterial, do concreto chega-se ao abstrato; do mundo inferior chega-se ao superior, do plano das formas chega-se aos planos do sem forma; do domínio da força inferior chega-se ao dominium da Força Superior, Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo.
De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.
Na sua acepção mística, a Cruz não tem significado sectário, pois representa a espiritualidade e a consciência Cósmica. É o símbolo da imortalidade, da fé, da santidade e da perfeição.
Existe também a Rosa-Cruz, uma cruz em cuja inserção central apresenta uma rosa. Na maçonaria são usadas como símbolo a Cruz Latina e a Cruz patriarcal, essa como símbolo do Grau 33 do R.´.E.´.A.´.A.´. Na matemática, a cruz assumiu desde os babilônios, o sentido de MULTIPLICAÇÃO e SOMA, os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade.
A cruz é signo sagrado e venerado desde os tempos imemoriais da Humanidade, pois o seu fogo produz a salvação. O frio das noites invernais produzia sofrimentos, as trevas produziam temor e o Sol radiante e triunfal dissipava tudo, trazendo luz, calor, vida e amor como o fogo nascido da Cruz.
Que o G.´.A.´.D.´.U.´. nos ilumine, guie e nos proteja.
Fonte: Manoel Junior, M:.M:.A:.R:.L:.S:. Verdadeiros Amigos, São Paulo - Brasil

Biografias:
1 - Dicionário Maçônico Rizzardo da Camino
2 - Grau de Companheiro e seus mistérios – Jorge Adoum.
3 - Obras de Rizzardo da Camino, Rui Tinoco de Figueiredo, Jorge Adoum, consulta a diversos MM.´.MM.´., diversos sites da Internet, Bíblia Sagrada, tradução de João Ferreira de Almeida. 2ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. Novo Dicionário da Bíblia. 2ed. São Paulo: Vida Nova, 1995. Stott, John. A cruz de Cristo. São Paulo: Vida, 2000.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O TEMPLO DE SALOMÃO

PREFÁCIO AO POEMA
Construído em Jerusalém há aproximadamente três mil anos, o Templo de Salomão é um ícone da maior importância na memória da humanidade. Foi o primeiro Templo de pedra construído a um Deus: “Javé, único e verdadeiro Deus para milhões de pessoas”.
Salomão foi o rei de Israel no século X a.C. e foi também o sábio dos sábios, capaz de controlar os espíritos do mundo visível. E mais, diz a Bíblia que ele sucedeu Davi, organizou muito bem Israel, projetou e construiu seu Templo, juntamente com Hiram, rei de Tiro, e auxiliado por Hiram Abiff, o grande arquiteto-construtor.
Foram construídos debaixo do templo, uma série de câmaras secretas e túneis que não são mencionados na Bíblia, onde eram guardados antigos conhecimentos ancestrais (desde os fenícios) sobre rituais, tesouros, projetos e chaves astronômicas; “sobre Vênus em posição com o Sol, sobre os solstícios e equinócios”.
Conhecimentos que representavam o verdadeiro sentido filosófico de nosso ritual maçônico, com todos os nossos enigmas, mistérios, segredos e aparatus, que faziam de Salomão o mais sábio rei dos reis.
Para saber mais: “O LIVRO DE HIRAM” – Cristhopher Knight e Robert Lomas. “Madras Editora – 2005.”
Esculpido foi aquele templo
No tempo de Salomão.
Como que pedra cúbica sobre pedra cúbica,
Cada pedra, cada ponta,
Aponta-me um novo mundo:
– O Templo de Salomão!
Oh! Como são belas as colunas... Ícones da maçonaria!
A fraternidade universal
Da beleza, da força e da sabedoria.
Romãs, acácias e labirintos,
Mágicos modelos templários.
Todos os nossos instintos,
enigmas
Dogmas de Zoroastro
Antigos e novos calendários.
Harmônicos e eternos rosa-cruzes,
Misteriosos, entrelaçados.
Todas as raças do mundo
Em uma só igualdade.
Herdeiros de Alexandria
Livro da lei:
Velho e Novo testamento
Palavras de Salomão
– Façam de mim o teu instrumento.
Ensinam-me a caminhar ao topo da escadaria
Régua e compasso... Geometria!
Somente corações puros
Progridem na maçonaria.
Oh! Como é fantástico adentrar ao templo:
– É saborear o gozo do crepúsculo de cada manhã,
– É aprender filosofia, arquitetura e sabedoria,
– É ouvir de nossos mestres: “A lenda de Hiram”.
Salomão!
Símbolo máximo da ciência e sabedoria suprema.
Hiram!
Arquiteto, governador da ordem e da justiça.
Assassinato foi sua sentença
Venerado combatente
Sublimes segredos
Relatos e poemas.
Só decifro em Pitágoras
Seus pentagramas e teoremas,
Porque...Há um olho no céu:
Atravessa-me,
Impulsiona-me
Aperfeiçoa-me... Cada aresta!
Transforma-me... Um fiel irmão!... (prontidão).
Ventanias entre universos
Virtudes, razões, cantos paralelos,
Como se neles sempre existissem:
... Versos!
Transparência,
É a corrente de aprendizes
Despidos do medo
E isentos de profanas insígnias.
Inteligência,
São os companheiros e os mestres
Interligados.
Brilho em Vênus
Raio de sol
Chaves astronômicas e retilíneas. Nada é mais belo
Que a verdade.
Busco o princípio,
O começo!
Vasculho origens
Luz e vida,
Sonhos e silêncio.
O mundo é esse,
Assim como o vemos em nossa frente?
Cinzel, malhete, acertos, erros e ilusões?
Ou é o passado que retorna,
Simplesmente?
Não!
Não estamos sonhando,
Não criamos ilusão.
Nós arquitetamos,
Revolucionamos,
Reconstruímos pontes
Dentro de cada coração.
– Reconstruímos juntos:
“O Templo de Salomão”.
Fonte: Wlidon Lopes da Silva, A:.M:.A:.R:.L:.S:. Mounth Moriah 3327, São Paulo - Brasil

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O SIMBOLISMO DOS INSTRUMENTOS


Embora não haja documentação que o comprove, deve-se admitir que os Maçons Operativos, os franco-maçons, usavam seus instrumentos de trabalho como símbolos de sua profissão, pois caso contrário não se teria esse simbolismo na Maçonaria Moderna. A existência desse simbolismo é a mais evidente demonstração de que houve na Inglaterra, contatos diretos entre os Maçons Modernos e os franco-maçons profissionais, e demorados o suficiente para que essa transmissão se consolidasse. O excerto do Ritual de Emulação, também o comprova.(*)
O trabalho dos franco-maçons, limitava-se aos canteiros de obras e à construção em si. Os instrumentos que eles usavam eram o esquadro, o compasso e a régua para determinar a forma exata das pedras a serem lavradas, o maço e o cinzel, para dar-lhes a forma adequada, e o nível e o prumo, para assentá-las com perfeição nos lugares previstos na estrutura da obra. Eram, portanto três diferentes grupos de instrumentos, cada qual representando uma etapa da obra, a saber: a medição ou a determinação do formato das pedras, o desbastamento das pedras para dar-lhes a forma adequada e finalmente a aplicação das peças lavradas na construção do edifício.
Cada trabalhador tinha para sua tarefa, instrumentos apropriados que indicavam a especialidade de cada um. Os Mestres mediam e transmitiam suas instruções aos aprendizes, estes executavam as instruções dos Mestres, e os Companheiros aplicavam os trabalhos dos aprendizes na estrutura da obra.
Na Maçonaria Moderna esse simbolismo material perdeu o seu sentido. Os novos francomaçons-aceitos atribuíram um sentido mais nobre e mais sofisticado àqueles instrumentos, que passaram não mais a significar etapas do preparo de uma pedra ou de uma estrutura física material, para passar a simbolizar as diversas etapas da evolução do espírito humano rumo à perfeição interior.
Aqueles diversos grupos de instrumentos devem agora indicar os diversos graus do avanço individual do neófito rumo à perfeição moral. Esse processo deve começar num primeiro degrau, pela determinação ou programação das metas do comportamento moral a atingir. Essa etapa inicial será seguida em um segundo degrau, pelo trabalho de burilar o espírito e amoldá-lo aos projetos morais idealizados no degrau anterior. A terceira etapa se destina à aplicação de todo esse trabalho, de aperfeiçoamento individual ao projeto social que todo Maçom deveria ter em mente, o de melhorar o nível de moralidade de uma sociedade que a cada dia mais se desagrega.
Como nem todos os homens são iguais em sua capacidade interior de chegar à perfeição, o percurso desses degraus não se mede por tempo despendido, mas sim pelos esforços pessoais, de acordo com a potencialidade de cada neófito. O avançar na senda da perfeição, será mais lento ou mais veloz de acordo com a capacidade e o esforço pessoais.
Esse é o grande simbolismo dos instrumentos maçônicos, traçar o caminho da luta por uma sociedade melhor, mais justa e mais solidária.
* Artigo do Livro do Mesmo autor Maçonaria Verdades e Fantasia*) Diz o texto do Rito de York (Emulation Ritual, 10ª Ed., England 1996, p. 89), que a Maçonaria é mais honorável do que a Nobilíssima Ordem da Jarreteira, a mais alta condecoração do Reino da Inglaterra e a mais antiga da Europa. A Ordem da Jarreteira foi instituída pelo rei Eduardo III no ano de 1350, dando sentido a afirmação de que a origem do rito maçônico é pelo menos posterior ao ano de 1425 porém anterior ao ano de 1561.
Fonte: Samaúma - Portal Maçônico
Escrito pelo Irm.'. Ambrósio Peters

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

GARIBALDI

Irm.'. Giuseppe Garibaldi


Fato histórico de bastante relevância dentro da Instituição é o que se refere à epopéia da revolução Farroupilha que teve a participação de Maçons.
A Revolução Republicana do Rio Grande do Sul, iniciada em 1835, é lembrada, em muitas Lojas Maçônicas.
Vem à memória, especialmente a figura do Irm Giuseppe Garibaldi considerado um dos mais populares heróis do mundo. O conceito é alicerçado nos seus ideais maçônicos e na sua trajetória de lutas pela liberdade e pela unificação da Itália. Ferrenho defensor de idéias liberais, anticlerical e mais conhecido como "O Herói de Dois Mundos".
Na ordem atingiu o 33º. Foi eleito Grão-Mestre da Maçonaria italiana em 1864. Também foi o primeiro Grão-Mestre geral do Rito de Memphis Misraïm, naquele país. Não obstante, o Irm Garibaldi foi iniciado no Rio de Janeiro, no ano de 1844, na ARLS "Refúgio da Virtude", filiando-se depois, a 28 de agosto do mesmo ano, à Loja "Os amigos da Pátria".
Na vida profana foi um político revolucionário nascido, em 1807, em Nice (que à época pertencia à Itália, até o ano de 1860, quando passou para a França definitivamente).
Entrando para a marinha da Sardenha, aderiu, em 1833 ao movimento "Jovem Itália", de Mazzini de idéias republicanas. Envolveu-se em uma conspiração frustrada de ataque à Gênova que, descoberta (1834), obrigou-o a fugir para o Brasil e, aqui passou a lutar ao lado dos Farroupilhas em conjunto com grupo de italianos. Entre estes - cerca de 50 - havia carbonários, membros de uma sociedade secreta, segundo alguns, derivada da maçonaria, formada para lutar contra o domínio napoleônico.
Garibaldi Viveu 14 anos na América do Sul
Em 1836 recebeu um comando do general Bento Gonçalves, e participou de ataque a Laguna, em Santa Catarina, onde conheceu Ana Maria Ribeiro da Silva, em 1839 que passou à história como a celebre Anita Garibaldi com quem fugiu para Montevidéu em 1840 e que iria acompanhá-lo por toda a sua vida.
No Uruguai formou a "Legião Italiana" para lutar contra os Blancos de Rosa.
Após esses combates na América do Sul, em junho de 1848 voltou à Itália, formando no Piemonte um grupo de voluntários e o instigou a lutar em favor da unidade italiana, contra os austríacos que pouco depois foi destroçado em Custozza. No ano seguinte lutou pela república romana contra os franceses do Oudinot que sitiavam a Roma republicana e, após a queda de Roma, atravessou com seu exército a Itália Central, de novo contra os austríacos. Auxiliando no comando das tropas da Liga italiana, preparou a insurreição das Marcas e da Úmbria (1859) e exilou-se nos E.U.A., de onde voltou em 1854, para morar na Ilha de Caprera que comprara, perto da Sardenha. Quando, em 1859, estourou a guerra com a Áustria, assumiu o comando da brigada dos "Caçadores dos Alpes", derrotando o inimigo em uma série de batalhas.
Em 1860, com Crispi e Bertani, organizou a expedição dos "mil camisas vermelhas" (eram 1.089) para conquistar o Reino de Nápoles.
Desembarcou em Marsala, na Sicília, a 11 de maio, quatro dias depois derrotou o exército inimigo em Calarafimi e, em julho, estava dono da ilha.
Partindo para o continente, entrou em Nápoles a 7 de setembro e no mês seguinte destruiu o resto das tropas dos Bousbons em Volturno. A 7 de novembro acompanhou Vítor Manuel Nápoles.
Voltou à política como deputado em 1861, rompeu com Cavour que cedera Nice à França e, quando marchava sobre Roma, foi aprisionado.
Libertou-se graças a um decreto de anistia. Em 1864 foi recebido entusiasticamente em Londres. Quando, em 1866, estourou a guerra contra a Áustria, comandou no Tirol um exército de 35.000 voluntários, vencendo 6 batalhas em 17 dias. retornando à sua casa de Caprera, depois de uma invasão mal sucedida dos Estados Pontifícios em 1867, só voltou a combater na guerra Franco-Prussiana de 1870, quando derrotou os alemães em Chatillon, Autum e Dijon. À frente dos Mil ou Camisas vermelhas, expulsou os Bourbons da Sicília e de Nápoles (1860), depois combateu as tropas pontifícias e francesas de Roma, mas foi vencido em Aspromonte (1862) em Mentana (1867). Em 1870 alistou-se no exército francês. Foi eleito deputado ao Parlamento francês, mas abandonou o mandato e, em 1874 foi eleito deputado por Roma.
Um dos maiores mestres na história da estratégia militar revolucionária, Irm Giuseppe Garibaldi morreu em Caprera, no dia 2 de junho de 1882.
Fonte: Samaúma - Poral Maçônico
dez de 2006
Revisado em Set de 2008
Apresentado p/o mano
Elias da Silva Linhares

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

HISTÓRIA DA ORDEM DEMOLAY

Jacques DeMolay

Jacques DeMolay nasceu em Vitrey, na França, no ano de 1244. Pouco se sabe de sua família ou sua primeira infância. Sabe-se que na idade de 21 anos, ele tornou-se membro da Ordem dos Cavaleiros Templários
A Ordem participou destemidamente de numerosas Cruzadas, e o seu nome era uma palavra de ordem de heroísmo, quando, em 1298, DeMolay foi eleito Grão Mestre. Era um cargo que o classificava como e muitas vezes acima de grandes lordes e príncipes. DeMolay assumiu o cargo numa época em que a situação para a Cristandade no Oriente estava ruim. Os infiéis sarracenos haviam conquistado os Cavaleiros das Cruzadas e capturado a Antioquia, Trípoli, Jerusalém e Acre. Restaram somente os "Cavaleiros Templários" e os "Hospitalários" para confrontarem-se com os sarracenos. Os Templários, com apenas uma sombra de seu poder anterior, se estabeleceram na ilha de Chipre, com a esperança de uma nova Cruzada. Porém, as esperanças de obterem auxílio da Europa foram em vão pois, após 200 anos, o espírito das Cruzadas havia-se extinguido.
Os Templários foram fortemente entrincheirados na Europa e Grã-Bretanha, com suas grandes casas, suas ricas propriedades, seus tesouros de ouro; seus líderes eram respeitados por príncipes e temidos pelo povo, porém não havia nenhuma ajuda popular para eles em seus planos de guerra. Foi a riqueza, o poder da Ordem, que despertou os desejos de inimigos poderosos e, finalmente, ocasionou sua queda.
Em 1305, Felipe, o Belo, então Rei de França, atento ao imenso poder que teria se ele pudesse unir as Ordens dos Templários e Hospitalários, conseguindo um titular controle, procurou agir assim. Sem sucesso em seu arrebatamento de poder, Felipe reconheceu que deveria destruir as Ordens, a fim de impedir qualquer aumento de poder do Sumo Pontificado, pois as Ordens eram ligadas apenas à Igreja.

Filipe IV, O belo
O ano de 1305 encontra a Ordem dos Cavaleiros do Templo e a Ordem dos Hospitalários sediados na ilha de Chipre, pois os muçulmanos haviam retomado a Terra Santa. Ansiavam por uma última Cruzada, que jamais ocorreu. O rei da França Felipe de Valois, conhecido como “Felipe o Belo”, concebeu um plano voltado a apoderar-se da enorme riqueza dos Templários e ter perdoada sua enorme dívida para com a Ordem e assim amealhar recursos para seus projetos temporais de ampliação territorial sobre a Inglaterra. Para tanto precisava da aquiescência do papa Clemente V (Bernardo de Goth, ex-arcebispo de Bordeaux) que, imediatamente, concebeu o plano de unificar as duas Ordens rivais, ou subordinar todos aos Hospitalários. Convocou os dois Grãos Mestres de ambas as Ordens a um encontro em Paris. O Grão Mestre dos Hospitalários deu uma desculpa convincente e faltou ao encontro. Jacques De Molay, Grão Mestre dos Templários, então contando quase 70 anos de idade, compareceu ao encontro com dois documentos: um plano detalhado para uma nova Cruzada (que presumia ser o principal motivo da convocação) e um arrazoado explicando as diferenças e motivos que considerava relevantes para manter Templários e Hospitalários como ordens distintas.
De Molay foi recebido com todas as honras em Paris. Durante dois anos – período durante o qual Felipe de Valois ficou de apresentar sua decisão final sobre os dois documentos trazidos por Jacques De Molay – Guilherme de Nogaret, ministro de Felipe “o Belo”, arquitetou o plano para aprisionar a um só tempo todos os Templários em todos os pontos da Europa. Foram expedidas cartas lacradas aos senescais (líderes políticos e religiosos locais) de todas as paróquias com ordens expressas de somente abri-las a 12 de setembro de 1307. Naquela data, Jacques De Molay contava-se entre os maiores nobres da Europa a carregarem o caixão da princesa Catarina, falecida esposa do irmão do rei Felipe, Carlos de Valois. No mesmo momento em que o Grão Mestre dos Templários participava deste solene evento fúnebre em companhia dos nobres, não havia meios que lhe permitissem saber da trama, menos ainda do conteúdo das cartas que, abertas, tornariam a sexta-feira 13 (naquele caso de setembro de 1307) o dia mais aziago do ano: 15 mil homens (o número total de Cavaleiros Templários) deveriam ser aprisionados em grilhões especialmente confeccionados e despachados a todos os pontos com esta finalidade.
DeMolay e milhares de outros Templários foram presos e atirados em calabouços. Foi o começo de sete anos de celas úmidas e frias e torturas desumanas e cruéis para DeMolay e seus cavaleiros. Felipe forçou o Papa Clemente V a apoiar a condenação da Ordem, e todas as propriedades e riquezas foram transferidas para outros donos. O Rei forçou DeMolay a trair os outros líderes da Ordem e descobrir onde todas as propriedades e os fundos poderiam ser encontrados. Apesar do cavalete e outras torturas, DeMolay recusou-se.


Papa Clemente V

Finalmente, em 18 de março de 1314, uma comissão especial, que havia sido nomeada pelo Papa, reuniu-se em Paris para determinar o destino de DeMolay e três de seus Preceptores na Ordem. Entre a evidência que os comissários leram, encontrava-se uma confissão forjada de Jacques DeMolay há seis anos passados. A sentença dos juizes para os quatro cavaleiros era prisão perpétua. Dois dos cavaleiros aceitaram a sentença, mas DeMolay não; ele negou a antiga confissão forjada, e Guy D'Avergnie ficou a seu lado. De acordo com os costumes legais da época, isso era uma retratação de confissão e punida por morte. A comissão suspendeu a seção até o dia seguinte, a fim de deliberar. Felipe não quis adiar nada e, ouvindo os resultados da Corte, ele ordenou que os prisioneiros fossem queimados no pelourinho naquela tarde.

Quando os sinos da Catedral de Notre Dame tocavam ao anoitecer do dia 18 de março de 1314, Jacques DeMolay e seu companheiro foram queimados vivos no pelourinho, numa pequena ilha do Rio Sena, destemidos até o fim. Apesar do corpo de DeMolay ter perecido naquele dia, o espírito e as virtudes desse homem, para quem a Ordem DeMolay foi denominada, viverão para sempre.

"Embora o corpo de DeMolay tivesse sucumbido aquela noite, seu espírito e suas virtudes pairam sobre a Ordem DeMolay, cujo nome em sua homenagem viverá eternamente."

Jacques DeMolay, com 70 anos, durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, e amaldiçoando-os, bem como aos descendentes do Rei da França, Filipe "O Belo":

A Maldição lançada por Jacques DeMolay

No momento em que era amarrado no pelourinho, DeMolay gritava:

" - Vergonha! Vergonha! Vós estais vendo morrer inocentes. Vergonha sobre vós todos". Enquanto DeMolay queimava na fogueira, ele disse suas últimas palavras:
"- Nekan, Adonai!!! Papa Clemente... Cavaleiro Guillaume de Nogaret... Rei Filipe; Intimo-os a comparecerem perante o Tribunal do Juiz de todos nós dentro de um ano para receberdes o seu julgamento e o justo castigo. Malditos! Malditos! Todos malditos até a décima terceira geração de suas raças!!!
Após essas palavras, Jacques DeMolay, inclinou a cabeça sobre o ombro e entregou sua alma ao Pai Celestial.
Do Palácio Real, Filipe assistia a morte de DeMolay e ouvira suas palavras. Ficou em silêncio mas bastante assustado. Mais tarde comentou com Nogaret: "Cometi um erro, devia ter mandado arrancar a língua de DeMolay antes de queimá-lo.
" Quarenta dias depois, Filipe e Nogaret recebem uma mensagem: "O Papa Clemente V morrera em Roquemaure na madrugada de 19 para 20 de abril, por causa de uma infecção intestinal", Filipe e Nogaret olharam-se e empalideceram.
Rei Filipe IV, o Belo, faleceu em 29 de novembro de 1314, com 46 anos de idade, quando caiu de um cavalo durante uma caçada em Fountainebleau.
Guillaume de Nogaret acabou falecendo numa manhã da terceira semana de dezembro, envenenado.
Após a morte de Filipe, a sua dinastia, que governava a França a mais de 3 séculos, foi perdendo a força e o prestígio. Junto a isso veio a Peste Negra e a Guerra dos Cem Anos, a qual tirou a dinastia dos Capetos do poder, passando para a dinastia dos Valois.
Hoje tomamos Jacques DeMolay como símbolo de lealdade e tolerância e lembramos dos seus feitos de coragem, homenageando-o, colocando o seu nome em nossa Ordem.
Outras fontes indicam uma outra versão da Última Prece proferida por Jacques DeMolay no Cadafalso
"Senhor,
permiti-nos refletir sobre os tormentos que a iniqüidade e a crueldade nos fazem suportar.

Perdoai, ó meu Deus, as calúnias que trouxeram a destruição à Ordem da qual Vossa Providência me estabeleceu chefe.
Permiti que um dia o mundo, esclarecido, conheça melhor os que se esforçam em viver para Vós.
Nós esperamos, da Vossa Bondade, a recompensa dos tormentos e da morte que sofremos para gozar da Vossa Divina Presença nas moradas bem-aventuradas.

Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, vós julgareis nossa inocência.
Intimo o papa Clemente V em quarenta dias e Felipe o Belo em um ano, a comparecerem diante do legítimo e terrível trono de Deus para prestarem conta do sangue que injusta e cruelmente derramaram."
Esta é uma outra versão da prece proferida no dia 18 de março de 1314, no momento em que o Grão-Mestre Jacques DeMolay e seu fiel companheiro foram supliciados.
Os gases letais interromperam o anátema, DeMolay dobrou-se e perdeu os sentidos. O impacto inesperado deixou a multidão estarrecida. Não esperavam essa reação, mas cada um sentiu em si o peso da injustiça e a certeza que a maldição se cumpriria. Quarenta dias depois, Felipe e Nogaret receberam uma mensagem "o Papa Clemente morrera". Felipe e Nogaret olharam-se e empalideceram, no pergaminho dizia que a morte ocorrera entre o dia 19 e 20 de abril. O Papa Clemente morreu pôr ingerir esmeraldas reduzidas a pó( para curar sua febre e um ataque de angústia e sofrimento) que provavelmente cortaram seus intestinos. O remédio foi receitado por médicos desconhecidos, quando retornava a sua cidade natal. Guilherme de Nogaret veio a falecer numa manhã da terceira semana de Maio, envenenado por uma vela feita por Evrard, antigo Templário, com a ajuda de Beatriz d'Hirson. O veneno contido na vela era composto de dois pós; de cores diferentes:
- Cinza: Cinzas da língua de um dos irmãos de d'Aunay , elas tinham um poder sobrenatural para atrair o demônio.
- Cristal Esbranquiçado: "Serpente de faraó" Provavelmente sulfocia de mercúrio. Gera por combustão: Ácido Sulfúrico, vapores de mercúrio e compostos anidridos podendo assim provocar intoxicações. Morreu vomitando sangue, com câimbras, gritando o nome daqueles que morreram por suas mãos. Felipe o Belo veio a morrer em 27 de Novembro de 1314, com 46 anos de idade, em uma caçada. Saiu a caçar com seu camareiro, seu secretário particular e alguns familiares na floresta de Pont-Sainte-Maxence. Sempre acompanhado de seus cães foram em busca de um raro cervo de 12 galhos visto perto ao local. O rei acabou perdendo-se do grupo e encontrou um camponês que o ajuda a localizar o cervo. Achando-o e estando pronto a atacar-lhe percebeu uma cruz que brilhava, começou a passar mal e caiu do cavalo. Foi achado por seus companheiros e levado de volta ao palácio repetindo sempre " A cruz, a cruz.." Pediu como o Papa Clemente em seu leito de morte que fosse levado a sua cidade natal ; no caso do rei, Fontainebleau. " A mão de Deus fere depressa, sobretudo quando a mão dos homens ajuda" teria dito um dos Templários remanescentes, jurando vingança.
Pré-requisitos para ser membro de um Capítulo DeMolay
1. Ter menos de 21 e pelo menos 12 anos de idade completos;
2. Professar sua crença em Deus e reverenciar Seu Santo Nome;
3. Afirmar lealdade a seu País e respeito à Bandeira Nacional;
4. Aderir à prática de moral pessoal;
5. Fazer votos de seguir os elevados ideais típicos das Sete Virtudes Cardeais da Coroa da Juventude;
6. Aprovar a filosofia da Irmandade Universal e a nobreza de caráter e exemplificada pela vida e morte de Jacques DeMolay;
7. Estar ciente que o ingresso na Ordem DeMolay não lhes garantirá no futuro a iniciação em um Corpo Maçônico.
As Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay
A Ordem DeMolay invoca sete luzes que iluminam seus caminhos conforme passam pela estrada da vida, simbolizando tudo que é bom e correto, tudo o que juram ser a base de suas vidas:
01. Amor Filial : O amor entre pais e filhos.
02. Reverência pelas Coisa Sagradas : O respeito pelo que é sagrado. Principalmente o amor que temos pelo nosso Pai Celestial.
03. Cortesia : O que ilumina a nossa vida. A nossa Educação.
04. Companheirismo : O amor que temos por nossos irmãos e amigos, que mantêm vivos os ideais de nossa Ordem.
05. Fidelidade : Cumprir, conscientemente seus compromissos junto a seus ideais, a seus irmãos e amigos e ao Pai Celestial.
06. Pureza : De pensamentos, palavra e ações.
07. Patriotismo : Amor e respeito por sua pátria, seu povo, suas origens. É a busca de ser sempre um bom cidadão, respeitando as leis de seu Pais.
Código de Ética
Um DeMolay serve a Deus;
Um DeMolay honra todas as mulheres;
Um DeMolay ama e honra seus pais;
Um DeMolay é honesto;
Um DeMolay é leal a ideais e amigos;
Um DeMolay executa trabalhos honestos;
Um DeMolay é cortês;
Um DeMolay é sempre um cavalheiro;
Um DeMolay é um patriota tanto em tempo de paz quanto em tempo de guerra;
Um DeMolay sempre permanece inabalável a favor das escolas públicas;
Um DeMolay é o orgulho de sua Pátria, seus pais, sua família e seus amigos;
A palavra de um DeMolay é tão válida quanto sua confiança;
Um DeMolay, por preceito e exemplo, deve manter os elevados níveis aos quais ele se comprometeu.
O brasão da ordem DeMolay e seu significado
Significado do Brasão:
01 - A COROA simboliza a Coroa da Juventude, nos embra contentemente icado do nossas obrigações e os sete preceitos da Ordem.
02 - OS NOVE RUBIS E UMA PÉROLA, honram o fundador e os nove jovens que participaram da formação da Ordem Demolay, Frank S. Land, Louis Lower, Ivan Bentley, Clyde Stream, Gorman McBride, Edmund Marshall, Ralph Sewlle e Elmer Dorsey. No começo se tinha uma pérola para cada componente mater vivo e um rubi para um falecido, hoje o brasão possui só uma pérola, que é o Ir.'. Jerome Jacobson o único vivo.
03 - O ELMO, simboliza o cavalheirismo, sem o qual não é possível mostrar a delicadeza do caráter.
04 - A LUA quarto-crescente é um sinal de segredo e lembra ao Demolay o seu dever de nunca revelar segredos da Ordem ou trair uma confidência de um amigo ou irmão.
05 - A CRUZ DE CINCO BRAÇOS simboliza a pureza de intenção. Lembrando o lema:
"Nenhum Demolay falhará como cidadão, como líder, como homem."
06 - AS ESPADAS CRUZADAS denotam justiça, retidão e piedade. Simboliza nossa luta contra a arrogância, tirania e intolerância.
07 - AS ESTRELAS RODEANDO A LUA simbolizam os desejos e deveres de irmandade entre os membros da Ordem.
08 - A COR AMARELA predominante, significa a luz.
09- A COR VERMELHA significa força, energia e coragem.
10 - A COR AZUL está para equilibrar o vermelho, formando o homem perfeito.

Cronologia da Ordem DeMolay
1244 - Nascimento de Jacques de Molay.
1265- Jacques de Molay ingressa na Ordem dos Cavaleiros Templários.
1298 - Jacques de Molay é eleito Grão-Mestre da Ordem dos Templários.
1314 - Jacques de Molay é queimado vivo por sua fidelidade.
1865 - Frank Arthur Marshall nasce em Leavemworth, Kansas, em 13 de novembro.
1890 - Frank Sherman Land nasce em Kansas City, Missouri, em 21 de junho.
1912 - Iniciação de Land na Maçonaria, em 25 de maio.
1919 - Frank Sherman Land conhece Louis Gordon Lower e seus amigos, e nasce a idéia de um "Clube" para rapazes, em 19 de fevereiro.Os rapazes escolhem o nome "Conselho DeMolay" para o seu "Clube" em 24 de março.Primeira reunião do Conselho DeMolay em Kansas City, organizado pelo fundador, Frank Sherman Land.
Ritual é escrito por Frank Arthur Marshall.
O nome oficial é mudado para Ordem DeMolay.
1920 - O segundo Capítulo é fundado em Omaha, Nebraska.
1921 - Primeira reunião do Grande Conselho da Ordem DeMolay (que posteriormente se chamará Supremo Conselho Internacional).
Maçonaria passa a patrocinar a Ordem DeMolay.
1922 - Nascimento de Alberto Mansur, em 7 de setembro, em Vargem Alegre - Rio de Janeiro.
1929 - Fundação Internacional DeMolay Alumni Association (Reorganizada em 1984).
1933 - Franklin D. Roosevelt é nomeado primeiro Grande Mestre Honorário.
1937 - Primeira concessão de "Founder's Gross" (Honraria concedida somente por Frank Sherman Land).
O original "Hall da Fama DeMolay" é iniciado por Frank Sherman Land.
1946 - Aprovação da Ordem da Cavalaria (Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques de Molay).
1950 - Alberto Mansur inicia-se na Maçonaria.
1959 - Frank Sherman Land falece em 08 de novembro.
1967 - Primeiro Congresso DeMolay Internacional.
1969 - Celebração do Cinqüentenário da Ordem DeMolay.
1980 - Fundação da Ordem DeMolay no Brasil, em 16 de agosto.
1985 - Instalação do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, em 12 de abril.
1986 - O "Hall da Fama" é reorganizado.Primeiro Capítulo local da Alumni Association.
1989 - Primeiro Congresso DeMolay Nacional.
1992 - Primeiro Sênior DeMolay eleito Presidente dos Estados Unidos da América (William "Bill" Clinton).
1993 - A Ordem da Cavalaria é trazida para o Brasil, com a instalação do Convento Sir Percival de Gales, em 04 de setembro.
1994 - Comemorações dos 75 anos da Ordem DeMolay. Fundação da Associação de Seniores DeMolay's para o Brasil, em 05 de março. Fundados os 3 primeiros Capítulos paraguaios, sob jurisdição do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil.
1995 - Aniversário dos 15 anos de Fundação da Ordem DeMolay no Brasil. Oficialização da Associação de Seniores DeMolay's para o Brasil, em 18 de março. Fundado e instalado o primeiro Convento dos Nobres Cavaleiros, no Paraná.
1997 - Na cidade de Balneário Camboriú ocorre o verdadeiro "I Congresso Nacional DeMolay no Brasil", nos dias 23, 24 e 25 de maio, sediado pelo Capítulo "Luiz Zaguini" n.º 151.
2000 - Na cidade do Rio de Janeiro, ocorre o "VII Congresso Nacional da Ordem DeMolay" com o intuito de, entre a programação estabelecida, comemorar os 20 anos de Ordem no Brasil.


Sobre os Algozes
Clemente V(Bernard de Got) - Guilherme de Nogaret e Filipe IV de Valois, "O Belo
"






Selo do Papa Clemente V

Clemente V (Bertrand de Got)
Papa de 1305 a 1314; nascido em Villandraut (Gironde), na França, em 1264. Em 1309, o papa fixou residência em Avignon, cidade ao sul de França, alegando ser essa localização mais adequada do que Roma para administrar a igreja, pois a França era politicamente mais importante, devido as pressões de Filipe, o Belo. A sede do papado manteve-se em Avignon por 70 anos (1307- 1377), episódio que ficou conhecido como Cativeiro de Avignon. Morto em 30 de Abril de 1314 em Roquemaure, na Provença, por ingerir esmeraldas reduzidas a pó (para curar sua febre e um ataque de angústia e sofrimento), que provavelmente cortaram seus intestinos. O remédio foi receitado por médicos desconhecidos (?), quando o papa retornava a sua cidade natal. Clemente V deixou uma notável coleção de leis canônicas, as Clementinae, e fundou na Europa várias cátedras de línguas asiáticas.

Filipe IV (o Belo) - (Fointainebleu 1268 - id. 1314)
Rei da dinastia Capetíngea. Filho de Isabel de Aragão e Felipe III, "o ousado". Casado com Joana de Navarra. Foi excomungado por Bonifácio VIII, excomunhão que foi levantada por Clemente V. Saiu a caçar com seu camareiro, Hugo de Bouville; seu secretário particular, Maillard e alguns familiares na floresta de Pont-Sainte-Maxence. Sempre acompanhado de seu cães. Foram em busca de um raro cervo de doze galhos visto perto ao local. O rei acabou perdendo-se do grupo e encontrou um camponês que livra-se de ser servo. Deu-lhe sua trompa como presente por tê-lo ajudado a localizar o cervo. Achando-o e estando pronto a atacar-lhe, percebeu uma cruz (dois galhos que se prenderam nos chifres do cervo) que brilhava (o verniz do galho que reluzia ao sol). Começou a passar mal, não consegui chamar ninguém, pois estava desprovido de sua trompa. Sentiu um estalo na cabeça e caiu do cavalo. Foi achado por seus companheiros e levado de volta ao palácio, repetindo sempre - "A cruz, a cruz..."e sempre com muita sede. Pediu como o Papa Clemente em seu leito de morte, que fosse levado a sua cidade natal; no caso do rei, Fontainebleau. O rei ficou perdido no seu interior, parecendo um louco, durante uns doze dias. Era dito aos que perguntavam dele , que tinha caído do cavalo e atacado por um cervo. Filipe foi levado a fazer um novo testamento e foi instigado por seus irmãos: Carlos de Valois e Luís d'Evreux, a escrever o que eles queriam. Logo após terminado, sempre com sede, faleceu.

Diz-se que Irmão Reinaldo, Grande Inquisitor de França, que acompanhou o rei em seus últimos dias, não conseguiu fechar suas pálpebras, que se abriam novamente. Foi assim, em seu velório, necessária uma faixa que cobrisse seus olhos.

Segundo os documentos e relatórios de embaixadores de que se dispõe, Chega-se a conclusão de Filipe, o Belo, sucumbiu a uma apoplexia cerebral em uma zona não motora. A afasia do início pode ter sido devido a uma lesão na região da base do crânio. Teve sua recaída mortal por volta de 26 de novembro, vindo a falecer em 29 de Novembro de 1314.

Guilherme de Nogaret (Guarda-Selos do Reino)
Descendente de cátaros, era o oficial chefe de Filipe IV e principal conselheiro, arquitetou as acusações contra os Templários. Nogaret já havia cometido ações contra Bonifácio VIII: (seqüestro e espancamento) - Bonifácio VIII (Benedetto Caetani) - Papa de 1294 a 1303; nascido em Anagni, entre 1220 e 1230. Dedicou-se ao estudo de Direito, sendo considerado, quando cardeal, eminente jurista e hábil diplomata. Convenceu o Papa eremita Celestino V a renunciar, sendo eleito em seu lugar. Entrou em choque com Filipe, o Belo; quando promulgou a bula Clericis Laicos, proibindo o clero de pagar impostos sem autorização papal. Depois de 1300, cresceram as dificuldades entre Bonifácio VIII e Filipe, o Belo; que falsificou bulas e pôs os franceses contra o Papa. Guilherme de Nogaret, aliado a dois cardeais da família Collona, recruta na Itália um exército, e assalta o Palácio Anagni. Lá o Papa em seus 86 anos, dentro de seus aposentos sacerdotais, intimado a renunciar o papado teria dito: ''Aqui está meu pescoço, aqui está minha cabeça: morrerei, mas morrerei papa!''. Foi esbofeteado por um dos cardeais Collona e excomungou Guilherme de Nogaret. Permaneceu prisioneiro por dois dias, até que a população o socorreu. Regressando à Roma, enlouqueceu devido ao golpe e morreu blasfemando depois de quatro meses (11 de outubro).
Diz-se que morreu envenenado, fato que se atribui a Nogaret.

Envenenado por uma vela, feita por Evrard, antigo Templário, com a ajuda de Beatriz d'Hirson (dama de companhia de Mafalda d'Artois, mãe de Joana e Branca de Borgonha e tia de Margarida de Borgonha, esposas de Filipe, Carlos e Luís, respectivamente, filhos de Filipe, o Belo. Era também tia de Roberto d'Artois, um dos muitos amantes de Isabel, filha de Filipe, o Belo; cuja De Molay era padrinho de batismo). O veneno contido na vela era composto de dois pós de cores diferentes:

- CINZA: Cinzas da língua de um dos irmãos d'Aunay (que foram queimados por terem traído Carlos e Luís com suas respectivas esposas). Elas tinham um suposto efeito sobrenatural para atrair o demônio.

- CRISTAL ESBRANQUIÇADO: "Serpente de Faraó". Provavelmente sulfocianeto de mercúrio. Gera por combustão: Ácido sulfúrico, vapores de mercúrio e compostos anídricos; podendo assim, provocar intoxicações tanto cianídrica, quanto mercurial. Morreu vomitando sangue, com câimbras, gritando o nome dos que morreram por suas mãos.


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Fonte: Cultura Brasileira

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O SEGREDO E O BODE DA MAÇONARIA

No livro de Daniel, capítulo 12, versículo 4, o Senhor ordena que o profeta lacre e guarde em segredo as palavras de uma mensagem expressa em um determinado livro até o fim dos tempos. Mais adiante, no mesmo capítulo, nos versículos 9 e 10, diz o Senhor: “Vai Daniel, porque estas palavras estão fechadas e lacradas até o tempo do fim. Muitos serão purificados, esbranquiçados e refinados, mas os transgressores procederão iniquamente, e nenhum dos transgressores entenderá, mas os sábios entenderão.” Fiel às instruções do Senhor Deus, Daniel guardou e os de hoje prosseguem guardando o segredo recomendado por Deus.
Embora guardar sigilo na Ordem Maçônica vem desde sua origem, a notícia remonta do período dos apóstolos, por volta do terceiro ano depois de Cristo quando eles se dirigiram a várias localidades para pregar o evangelho. Os que foram para a Palestina, ficaram surpresos com o costume do povo judaico em falar ao ouvido de um bode, um animal muito presente na cultura do povo judeu daquele período. Os apóstolos de Cristo, ao buscarem saber as razões que sustentavam aquela postura, os palestinos davam o silêncio como resposta. Até que um Rabino de uma comunidade, em atenção à indagação do apóstolo Paulo, respondeu-lhe que tal procedimento era (e ainda é parte, até hoje em algumas aldeias do território Israelense) de um cerimonial judaico para expiação de pecados e erros, cujo povo tem o bode como confidente. Confessar erros e pecados ao um bode, junto ao seu ouvido, segundo o mencionado ritual, assegura ao pecador de que o segredo de seus delitos confessados ficam guardados, tendo em vista que bode não fala. O confessionário na Igreja Católica foi instituído anos depois, cuja instituição garante ao pecador o voto de silêncio por parte do sacerdote-confessor.
Perseguida pelo governo papal do Vaticano, por discordar frontalmente das instituições oficiais do seu poderoso império, com que a Igreja subjugou, humilhou e matou nas fogueiras da Inquisição milhões de pessoas, muitos maçons foram presos e submetidos aos inquisidores que a todo custo buscavam arrancarem deles confissões sigilosas de domínio da Ordem Maçônica, semelhantes as que o Senhor recomendou ao profeta Daniel fechar e lacrar até o tempo do fim. Um dos inquisidores, Chasmadoiro Roncalli, um reconhecido perverso dos quadros da Igreja, chegou a desabafar, com um superior seu: “Senhor, este pessoal maçom parece bode, por mais grave que eu torne o processo de flagelação a que lhes submeto, não consigo arrancar de nenhum deles quaisquer palavras.”Remonta desse período a alcunha de bode com que se faz referência aos cidadãos maçons, em todo o mundo, como aquele que sabe guardar segredo.
Muitos associam a figura do bode ao demônio com que buscam acusar a Maçonaria de práticas satânicas, com argumentações integralmente destituídas da expressão da verdade. Ministros da Palavra de Deus e fiéis de quaisquer segmentos da Igreja de Cristo têm compromisso com a verdade, razão por que o próprio Deus recomendou e instruiu a todos, conforme está expresso nas Escrituras Sagradas do Livro de Êxodo 23:01 “não deves propagar uma notícia inverídica. Não cooperes com o iníquo por te tornares testemunha que trama violência.”
FONTE:
Autor: Pedro Borges dos Anjos, é Cristão Evangélico e Mestre Maçom do quadro da Loja Maçônica Caridade e Segredo, da cidade histórica da Cachoeira, estado da Bahia.
Agradecimentos especiais ao Irm.’. Jairo Jambeiro M.’.M.’. Campinhas – SP que indicou o texto.